Após duas semanas de atividades, o projeto “Incluindo Alegria – O Circo do Palhaço Picolé” chega ao fim celebrando o sucesso da turnê que percorreu 11 cidades do Paraná, levando arte, cidadania e inclusão para centenas de pessoas atendidas pelas APAEs. Foram 22 apresentações circenses gratuitas e 11 oficinas de circo, todas adaptadas de forma lúdica e interativa para o público com deficiência.
A iniciativa, contemplada em edital da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Plano Nacional Aldir Blanc, se destacou pelo impacto social e cultural. Além de democratizar o acesso à arte, promoveu momentos de encantamento, aprendizado e convivência entre estudantes, famílias e comunidades.
“Foram dias intensos e emocionantes. O circo tem essa capacidade única de transformar realidades e conectar pessoas pelo riso, pelo encantamento e pela inclusão. Encerro este projeto com a certeza de que conseguimos oferecer um acesso adaptado e inclusivo à arte, ampliando horizontes dentro das APAEs”, afirma Robert Salgueiro, idealizador do projeto e intérprete do Palhaço Picolé.
Ao longo da turnê, a Trupe visitou as APAEs de Carambeí, Tibagi, Ipiranga, Castro, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Prudentópolis, Reserva, Imbituva, Palmeira e Arapoti, reforçando a importância do circo como ferramenta de inclusão social e valorização da diversidade.
Foto: Duo Festa Fotografias.Foto: Duo Festa Fotografias.
Sobre a Trupe do Palhaço Picolé
Com mais de 10 anos de trajetória, a Trupe do Palhaço Picolé é reconhecida por sua atuação em projetos socioculturais que utilizam a linguagem do circo para promover cidadania, inclusão e bem-estar. Seus espetáculos combinam humor, improviso e técnicas circenses tradicionais, encantando públicos de todas as idades.
A saúde pública dos Campos Gerais vive um momento histórico. Foi assinada, nesta segunda-feira (22), a ordem de serviço para a construção da nova torre do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), em Ponta Grossa. A obra será possível graças a um investimento de R$ 107 milhões, articulado pelo deputado federal Aliel Machado (PV-PR), e vai ampliar de forma decisiva a capacidade de atendimento hospitalar da região.
Com a nova estrutura, o hospital ganhará 260 leitos, quatro centros cirúrgicos, além de dezenas de novos leitos de UTI e áreas modernizadas para atender mais de 1 milhão de pessoas de Ponta Grossa e de diversos municípios da região. A obra conta com recursos de emenda destinada pelo deputado Aliel, valores repassados pelo Ministério da Saúde e contrapartidas do Governo do Estado e da UEPG.
Aliel Machado destaca que a nova torre representa a maior conquista da saúde pública regional.
“Essa obra é fruto de muito trabalho e também da união de forças em torno de um objetivo comum: a vida das pessoas. O HU-UEPG é referência não apenas para Ponta Grossa, mas para toda a região dos Campos Gerais. Tirar do papel esse investimento de R$ 107 milhões, o maior da história da saúde regional, é uma forma de transformar a vida de milhares de famílias que dependem do Sistema Único de Saúde“, afirmou.
O deputado também lembrou os primeiros trâmites do projeto e agradeceu a todos que contribuíram para a iniciativa. “Preciso destacar a contribuição do grande responsável por este momento, o reitor Miguel Sanches Neto, que nos apresentou e batalhou tanto por esse projeto. Agradeço ao Governo Federal, em nome da ex-ministra Nísia e também do atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por todo o suporte em torno desta grande conquista; e ao Governo do Estado, que também foi determinante. Não posso deixar de enaltecer o trabalho da prefeita Elizabeth Schmidt pela nossa cidade, em especial na saúde. Juntos, estamos avançando em projetos importantes, que vão trazer ainda mais qualidade de vida para as famílias ponta-grossenses”, apontou.
O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, também exaltou a atuação conjunta em prol da execução da nova torre.
“Agradeço a todos da nossa Universidade, que trabalharam na ideia, no projeto, na licitação e que agora atuarão na execução dessa grande obra. Estendo meu agradecimento, de forma especial, ao deputado federal Aliel Machado, à prefeita Elizabeth Schmidt e a tantas pessoas e lideranças que trabalham pelo fortalecimento do ensino público e pelas nossas instituições. Estaremos sempre com a missão de fazer o melhor pelo nosso Hospital Universitário“, afirmou.
A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, ressaltou a importância da ampliação e enalteceu a atuação do deputado Aliel. “A assinatura da ordem de serviço representa muito mais que o início de uma obra: simboliza um ato de esperança, de compromisso e de avanço coletivo. Mais do que o investimento, celebramos o esforço conjunto da UEPG, do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e, especialmente, do deputado federal Aliel Machado, parceiro incansável da nossa gestão e da cidade de Ponta Grossa. São muitas conquistas. O deputado Aliel é presença constante ao lado da nossa população, nas causas que realmente transformam vidas”, afirmou.
A presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e prefeita de Imbaú, Dayane Sovinski, lembrou que a conquista é coletiva. “Este é um momento de celebração para todos os 19 municípios que fazem parte da Associação dos Municípios dos Campos Gerais. O HU-UEPG é referência regional, e a nova torre vai representar mais acesso, mais qualidade e mais acolhimento para a nossa população. Reconhecemos o esforço do deputado Aliel Machado em viabilizar esse recurso histórico e reforçamos a importância de continuarmos unidos em defesa da saúde pública”, declarou.
O evento que marcou a assinatura da ordem de serviço contou também com a presença de autoridades estaduais, municipais, gestores da saúde e lideranças regionais, que destacaram o simbolismo da obra como o maior investimento já realizado em saúde pública na cidade de Ponta Grossa.
Preservar documentos é garantir o futuro da memória pública. Com esse objetivo, o Museu Campos Gerais (MCG/UEPG) deu início à digitalização de aproximadamente 7,4 metros lineares de documentos históricos, o equivalente a mais de setenta caixas de arquivos que reúnem atas, ofícios, relatórios, correspondências, projetos de exposição e outros registros produzidos ao longo de mais de sete décadas de atividades. Esse material compõe o Fundo Museu Campos Gerais, atualmente sob a guarda do Arquivo Histórico Hugo dos Reis, e é considerado uma das mais importantes coleções documentais sobre a atuação museológica no interior do Paraná.
O projeto foi estruturado em quatro etapas principais: higienização, catalogação, digitalização e publicação dos documentos no repositório online Memórias Digitais. Cada uma dessas fases é realizada por uma equipe técnica especializada, utilizando métodos e equipamentos adequados para preservar a integridade física dos documentos e garantir sua acessibilidade no ambiente digital.
“A preservação digital justifica-se não apenas pela necessidade de resguardar esse patrimônio, mas também pela importância de democratizar o acesso ao acervo. Isso garante que pesquisadores, estudantes e público em geral tenham acesso a esse conteúdo que é importante não somente para a instituição, mas também para os Campos Gerais”, destaca a historiadora Amanda Taeli, responsável pelo projeto.
Segundo o planejamento, a higienização antecede todas as demais ações, permitindo a remoção de poeira, fungos e resíduos, bem como a retirada de grampos e clipes que poderiam comprometer a conservação do material. Na etapa seguinte, a catalogação identifica e descreve cada documento, garantindo sua localização futura e preservando a organização original do fundo. Já a digitalização transforma cada item em arquivo de alta resolução, preservando sua forma e conteúdo. Por fim, a publicação no Memórias Digitais garante acesso gratuito a todos os cidadãos, pesquisadores, professores e estudantes.
O projeto integra as ações comemorativas dos 75 anos do Museu Campos Gerais, que serão celebrados em 2025, e busca não apenas preservar, mas também democratizar o acesso à informação. Além de proteger fisicamente o acervo, a iniciativa fortalece o papel do MCG como instituição pública de memória, conectando seu passado à sociedade contemporânea.
O Fundo Documental do Museu Campos Gerais é viabilizado pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – Ministério da Cultura – Governo Federal. A produção é da GSK Produção e Consultoria Histórico-Cultural, Museu Campos Gerais, PROEX e UEPG.
O Plaza Campos Gerais, em construção no bairro Ronda, em Ponta Grossa, confirmou nesta segunda-feira (22), por meio de suas redes sociais, a chegada da Daiso Japan ao empreendimento.
Na publicação, o shopping destacou:”É oficial: a DAISO está confirmada! Prepare-se para mergulhar no universo de produtos criativos, úteis e com aquele precinho que a gente ama!”
De acordo com o site oficial da marca, a Daiso proporciona aos clientes a experiência de encontrar produtos surpreendentes, divertidos e inigualáveis, com qualidade reconhecida mundialmente e preços acessíveis. O nome “Daiso” significa “grandes criações”, e a filosofia da marca se reflete em seu logotipo, com três setas que representam enriquecer, atualizar e trazer determinação e entusiasmo na vida das pessoas.
A marca busca continuamente oferecer entretenimento e prosperidade por meio de ideias criativas, surpreendendo os clientes com produtos em diversas categorias, como cozinha, papelaria, cosméticos, pet, DIY, lavanderia e jardinagem, todos desenvolvidos com foco em funcionalidade, qualidade e design. No Brasil, a Daiso prioriza o atendimento baseado em quatro pilares: Atenção, Agilidade, Alegria e Amor.
O Plaza Campos Gerais já confirmou outras grandes marcas no mix de lojas, como Johnny Rockets, Ovelheiro, XPlay Academia, Croasonho, Superlegal Brinquedos, Crocs, Muffato Gourmet, Renner, C&A e Riachuelo. O shopping terá mais de 76 mil m² de área construída, cerca de 1,5 mil vagas de estacionamento, e a inauguração está prevista para o dia 4 de dezembro.
O empreendimento, desenvolvido pelo Grupo Tacla, visa oferecer aos moradores de Ponta Grossa e visitantes da região uma ampla variedade de varejo, gastronomia, lazer e serviços.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã de quinta-feira (18), mais de 500 quilos de maconha durante uma ação de fiscalização na BR-277, em Campo Largo (PR). A droga estava escondida em um carro que desobedeceu ordem de parada e tentou escapar da abordagem.
Ao receber o sinal de parada dos policiais, o motorista acelerou e fugiu por cerca de cinco quilômetros, até perder o controle e colidir contra uma construção às margens da rodovia (veja o vídeo abaixo). Após a vistoria, os policiais encontraram 505,8 quilos de maconha escondidos no veículo. O condutor, de 23 anos, informou que havia saído de Foz do Iguaçu e seguia para Curitiba.
Durante a ocorrência, também foram apreendidos um telefone celular e dinheiro em espécie. O preso declarou que receberia pagamento para realizar o transporte, mas não soube detalhar o destino final da carga.
O motorista, junto com a droga, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil em Campo Largo.
Imagem aérea do local onde a PCPR realizou mandados de busca e apreensão.
Imagem aérea do local onde a PCPR realizou mandados de busca e apreensão.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas na manhã desta quinta-feira (18) para cumprir 59 mandados judiciais contra uma organização criminosa investigada por despachar drogas pelo sistema dos Correios para diversos estados do país. A operação acontece de forma simultânea em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e em Curitiba.
Com a atuação de cães de faro e apoio aéreo de um helicóptero da PCPR (imagens abaixo), os policiais tinham a missão de executar 29 ordens de busca e apreensão e 30 de prisão preventiva pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e organização criminosa. Ao todo, 23 pessoas foram presas, sendo nove autuadas em flagrante.
A ação é um desdobramento de uma investigação iniciada em novembro de 2024 com a interceptação e apreensão de 17 pacotes enviados via Correios (veja abaixo). Neles, foram encontradas porções de maconha e haxixe.
Com o aprofundamento da investigação, a PCPR mapeou a estrutura organizacional do grupo e identificou que ele operava de forma compartimentada e hierarquizada, contendo uma ampla gama de colaboradores com funções específicas. O envio dos entorpecentes ocorria tanto em âmbito municipal, quanto para vários estados do país.
“Diante do cenário delineado, a deflagração da operação mostrou-se indispensável não apenas para responsabilizar os agentes identificados, mas, sobretudo, para interromper a empreitada criminosa e coibir o tráfico interestadual no Paraná”, destaca a delegada da PCPR, Grazieli Schmitz.
Veja as imagens da operação realizada pela PCPR em Ponta Grossa:
Na manhã desta quarta-feira (17), a equipe da Polícia Civil de Palmeira capturou em Pontal do Paraná, região litorânea do estado, T.J.M., de 35 anos de idade, investigado por tentar matar sua companheira na madrugada de sexta (12) para sábado (13). No crime, o autor utilizou um martelo e uma faca para alcançar seu intento.
Durante a tentativa de feminicídio, estava na casa também a filha da vítima, enteada do autor, de apenas 11 anos. Segundo relato, o autor teria lhe obrigado a utilizar drogas e, posteriormente, lhe agredido e estuprado.
A vítima de 35 anos encontra-se internada na UTI, em Ponta Grossa, e apresenta grave risco de vida. A vítima de 11 anos foi submetida aos exames junto ao Instituto Médico Legal para confirmação dos fatos investigados.
Pela Polícia Civil de Palmeira foi representado pela prisão preventiva do homem de 35 anos, com manifestação favorável do Ministério Público e deferimento pelo Poder Judiciário.
Após cometer o crime, o autor fugiu para Colônia Witmarsum, em Palmeira, em seguida indo para São José dos Pinhais e, adiante, para a cidade de Pontal do Paraná, litoral, onde foi capturado pela Equipe de Policiais da 40ª DRP Palmeira.
Logo após o delito, o homem se desfez de seu aparelho celular, o que dificultou na sua captura. Todavia, com apoio da Equipe da Polícia Civil e Guarda Municipal de São José dos Pinhais foi possível encontrá-lo.
O investigado será interrogado sobre os fatos e, posteriormente, conduzido para o Presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, local onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil se solidariza com as vítimas e seus familiares.
Objetos utilizados na tentativa de feminicídio e apreendidos pela Polícia Civil de Palmeira
Os socorristas Aurélio Coutinho, Solivan R Teixeira e Jamile P. Mulfai auxiliaram no parto de Maria Cecília.
Os socorristas Aurélio Coutinho, Solivan R Teixeira e Jamile P. Mulfai auxiliaram no parto de Maria Cecília.
Uma gestante que viajava pela PR-151 no começo da tarde desta terça-feira (16) contou com a ajuda dos socorristas da EPR Litoral Pioneiro para auxiliar no parto de sua filha. A pequena Maria Cecílianasceu na base operacional da concessionária localizada no km 305 da rodovia, em Carambeí.
Jucilene Inácio da Silva, de 31 anos, estava na 38ª semana de gestação e seguia com sua mãe em direção a Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Elas viajavam em um veículo da prefeitura de Piraí do Sul quando Jucilene entrou em trabalho de parto. A equipe que as acompanhava pediu ajuda na base da concessionária e a gestante foi imediatamente atendida pelos socorristas Aurélio Coutinho, Solivan R Teixeira e Jamile P. Mulfait.
“Fizemos a avaliação da mãe, ela já estava com grande dilatação, não tinha como ela seguir viagem e rapidamente começamos o atendimento”, conta o socorrista Aurélio Coutinho. Em menos de 15 minutos, Maria Cecília nasceu saudável, com 4 quilos. Ela e a Jucilene foram levadas pelo Samu para a Santa Casa de Ponta Grossa e passam bem. “Se o veículo não tivesse parado na base operacional elas teriam ficado sem o suporte. Foi muito importante esse auxílio”, comenta Coutinho.
Segundo parto na PR-151
Maria Cecília é o segundo bebê que nasceu com o apoio de socorristas da EPR Litoral Pioneiro na PR-151. Em agosto de 2024, uma equipe da concessionária participou do parto de Isadora, dentro da ambulância.
Para Aurélio, Solivan e Jamile, o nascimento de Maria Cecília representa um momento muito especial, pois este foi o primeiro parto realizado por eles. “É uma experiência sem igual. É muito gratificante nossa função, trazer uma nova vida ao mundo. Até ficamos sem ter muito o que dizer, só agradecer a Deus pela oportunidade de participar de um momento tão importante”, comemora Aurélio.
O segundo museu mais antigo do Paraná está de aniversário. O Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCG-UEPG) completou 75 anos nesta semana em meio a recordes de visitação, novas instalações que incluem o prédio histórico restaurado, exposições em constante renovação, parcerias com diversas instituições, um relacionamento intenso com a pesquisa e pós-graduação e um protagonismo nacional no uso da tecnologia, inovação e de inteligência artificial na digitalização e gestão de acervos.
“O Museu Campos Gerais é o mais antigo do Interior do Estado e o museu universitário mais antigo do Paraná. Nós chegamos aos 75 anos como um museu dinâmico, que integra ensino, pesquisa, extensão, inovação tecnológica e atividades culturais”, comemora o diretor do MCG, professor Niltonci Batista Chaves.
O historiador destaca como fatores essenciais para o sucesso atual da instituição, que a credenciam como o principal museu do interior do Paraná: a estrutura, a integração com o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), a criação do Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e a articulação com outros museus e centros de documentação, por meio de redes.
O reitor Miguel Sanches Neto reforça que o MCG está alinhado à vocação da UEPG de valorizar e integrar diferentes áreas do conhecimento.
“Dentro de sua missão de agregar as principais iniciativas da área de ensino, cultura, comunicação e esporte, a UEPG incorporou o Museu Campos Gerais à sua estrutura e hoje, totalmente ressignificado, ele se tornou um centro cultural e de pós-graduação e pesquisa, ampliando sua abrangência. Assim, de forma agregadora, estamos construindo a mais sólida instituição pública dos Campos Gerais”, diz.
“Vivemos um dos melhores momentos do MCG, sob uma gestão dinâmica e com muitas atividades. O Museu está vivo, cheio de gente, estudantes e jovens. Esse dinamismo nos enche de orgulho em um espaço que preserva a história”, celebra o professor Ivo Mottin Demiate, vice-reitor.
Para comemorar a data, uma programação especial será realizada durante o V Colóquio de História do PPGH, 42ª Semana de História da UEPG e Primavera dos Museus, de 22 a 28 de setembro. Além disso, está previsto o lançamento de roteiros históricos especiais, nos mesmos moldes do projeto “Rota Preta”, agora voltados à memória esportiva local e à religiosidade. Os roteiros irão passar por pontos da cidade de Ponta Grossa que têm relevância histórico-cultural, com uma mediação especial em grupo, com início em outubro.
História
Era 1948 e um grupo de homens da elite ponta-grossense se organizava no Centro Cultural Euclides da Cunha (CCEC) para discutir a necessidade de preservar a cultura e a identidade regional, bem como debater conceitos em voga na época, como o nacionalismo, indianismo e liberalismo. Eram professores, juristas, artistas, músicos, comerciantes, jornalistas, etnógrafos, engenheiros, médicos, radialistas, historiadores, escritores, geógrafos, políticos, padres e militares.
O objetivo era criar uma faculdade, que foi autorizada alguns anos depois, mas eles iniciaram com a criação de um museu, espaço que era visto como local de disseminação da ciência, conhecimento histórico, cultura e erudição. Os acervos começaram a ser organizados em 1948 e o Museu Campos Gerais iniciou oficialmente as atividades em 15 de setembro de 1950 – data simbólica escolhida por ser aniversário da cidade de Ponta Grossa.
O MCG nasce como um espaço científico: já no anúncio de sua inauguração no jornal literário Tapejara, do CCEC, em 3 de setembro de 1950, há uma descrição de seus primeiros departamentos. “O Centro Cultural ‘Euclides da Cunha’, como é do conhecimento de todos, inaugurará, dentro de poucos dias, o Museu dos Campos Gerais, que é uma das dependências da preciosa entidade. Constará o mesmo de três departamentos, antropológicos, geológico e entomológico, respectivamente dirigidos pelos senhores Faris Antonio Michaele, Frederico Lange e Felippe Justus”.
A primeira concepção do museu é justamente essa, voltada à história natural e à pesquisa científica. “Foi o primeiro museu privado, o primeiro museu público, o primeiro museu municipal, o primeiro museu estadual e o primeiro museu universitário da cidade”, conta o historiador Giuvane de Souza Klüppel, que pesquisou a trajetória do Museu Campos Gerais.
Entre 1957 e 1965, a instituição esteve sob administração do governo municipal. Em 1965, o museu passa a ser administrado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Fafi), uma das faculdades precursoras da UEPG. Quando um decreto estadual cria a Universidade Estadual de Ponta Grossa, em 1969, o Museu Campos Gerais chega à gestão em que permaneceu pelas mais de cinco décadas restantes.
Até a década de 1980, o acervo do MCG era exposto em espaços improvisados e emprestados: no Centro Cultural Euclides da Cunha, Edifício Gabriel Bacila, que também era a casa de Faris Michaele; no segundo andar do Edifício Ópera, acima do Cine-Teatro; em uma sala na Concha Acústica; no porão da Prefeitura Municipal; em uma sala junto à Biblioteca Pública Municipal no “Castelinho Lange”; e espalhado por salas de aula, corredores e laboratórios de Geografia da Universidade.
Em 1983, o Museu ganha uma sede oficial: o antigo prédio do Fórum de Ponta Grossa, onde funcionou até 2003. O prédio é, por si só, parte do acervo histórico do Museu. Construído há quase 100 anos para ser a imponente sede do Judiciário no Interior do Estado, o prédio do Fórum ocupa seu espaço no imaginário ponta-grossense e na história da cidade.
Em 2024, volta à sua sede, depois da maior obra de restauro da história de Ponta Grossa. Ela também contemplou adequações de acessibilidade e a construção de um novo e moderno prédio aos fundos do Fórum, onde estão a reserva técnica, áreas administrativas e laboratório de conservação. Além disso, o MCG segue ocupando a sede do Banestado, com os acervos documentais disponíveis para consulta dos pesquisadores, o Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e o PPGH.
Serviço
Desde a reabertura do prédio histórico do MCG ao público, em junho de 2024, as exposições vêm batendo recordes de visitação. Hoje, são mais de mil visitantes por mês. Estão em exposição “Cotidiano e vida militar em Roma”, “Mostra Insetário Felipe Justus”, “Africanidades em Máscaras”, “2ª Micro mostra da Reserva Técnica” e “Era uma vez… Brinquedos” e “Desnuda”, uma exposição inédita com obras de Adalice Araújo, com curadoria de Orlando de Azevedo.
As visitações individuais dispensam agendamento. Para visitas de grupos e com mediação, a atividade deve ser combinada pelo e-mail museucamposgerais@uepg.br. O horário de atendimento é de terça-feira a sábado, das 9h às 11h45 e das 13h30 às 17h. Para mais informações sobre a história do museu, visite AQUI.
Na tarde desta quinta-feira (11), a Delegacia da PCPR em Ortigueira efetuou o cumprimento de mandado de prisão preventiva contra um homem de 38 anos, suspeito de praticar abuso sexual contra sua própria enteada, uma adolescente de 15 anos, enquanto ela dormia. Os fatos ocorreram em área rural, na aldeia indígena Queimadas, em Ortigueira, região dos Campos Gerais.
Após diligências realizadas pela equipe policial em campo, foi possível localizar o suspeito e, assim, dar fiel cumprimento ao mandado judicial.
O indivíduo foi encaminhado para realização de exame de lesões corporais no Pronto Atendimento Municipal e, na sequência, conduzido até a Cadeia Pública, onde permanecerá à disposição da Justiça .
Em declaração oficial, o delegado de Polícia Gustavo Fernandes Magalhães de Carvalho destacou:
“A PCPR reforça seu compromisso em combater os abusos sexuais contra mulheres e meninas no município de Ortigueira e região. Para tanto, contamos com a população para que continue realizando denúncias nos canais oficiais, a fim de que possamos agir de forma firme e efetiva na proteção das vítimas e responsabilização dos agressores.”
A PCPR reforça a importância da colaboração da população no combate à criminalidade. Informações podem ser repassadas anonimamente pelos números 197 (PCPR), 181 (Disque-Denúncia) ou diretamente à Delegacia de Ortigueira pelos telefones (42) 3277-1323 e (42) 99108-3520. Em casos de flagrante, a Polícia Militar deve ser acionada pelo número 190.
Assessoria de Imprensa
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