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Anvisa adia para sexta (19) debate sobre cigarro eletrônico

© Joédson Alves/Agência Brasil

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou para a próxima sexta-feira (19) o debate sobre a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para esta quarta-feira (17), mas foi adiada por conta de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube e que, até as 18h do dia anterior, não haviam sido sanados.

Com o adiamento, o prazo para envio de vídeos com as manifestações orais por parte de pessoas interessadas foi estendido até as 18h desta quinta-feira (18). Todos os vídeos encaminhados nos termos da pauta publicada, segundo a Anvisa, serão transmitidos durante a reunião. “A Anvisa lamenta eventuais transtornos causados e reforça absoluto compromisso com a transparência e a segurança da informação”.

Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.

Entenda

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propileno glicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, dentre outros.

Consulta pública

Em dezembro, a Anvisa abriu consulta pública para que interessados pudessem participar do debate sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil, “com argumentos científicos e relatos relevantes relacionados ao tema”. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. A consulta pública foi encerrada em fevereiro. Pouco antes do prazo ser encerrado, a Anvisa havia recebido 7.677 contribuições sobre o tema.

Perigo à saúde

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas, centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

Ainda segundo a AMB, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, além de aumentar a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Surto de doença pulmonar

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas.

Congresso Nacional

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

Jovens

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Com informações da Agência Brasil

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Mais de 214 mil pessoas foram imunizadas contra a gripe e outras doenças no Dia D

Foto: SESA

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou um balanço parcial nesta segunda-feira (15) sobre o Dia D de Mobilização para a Campanha de Vacinação Contra a Gripe, que aconteceu neste sábado (13) nos municípios. Foram aplicadas 214.774 doses, sendo 165.873 doses contra Influenza e as demais de outras campanhas de rotina. O número superou a meta da Sesa, que era aplicar cerca de 200 mil vacinas em todo o Estado.

Para o Dia D, o Estado mobilizou, juntamente às secretarias municipais de saúde, cerca de 10 mil profissionais, distribuídos em aproximadamente 1,3 mil salas de vacinação, facilitando o acesso do cidadão à atualização da carteirinha.

“Estamos satisfeitos com esse resultado, é motivo de muita alegria que tenhamos ultrapassado a meta estipulada para essa campanha. Especialmente agora, com a queda das temperaturas, a população fica mais protegida contra agravos”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

A mobilização estadual teve como foco a imunização contra a gripe, contemplando em grande parte idosos, além dos demais grupos prioritários. A população-alvo para a campanha da gripe é de 4.574.841 pessoas (doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade,  deficiência permanente, caminhoneiros, quilombolas, trabalhadores do transporte rodoviário coletivo, trabalhadores portuários, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade, entre outros).

De acordo com a plataforma do Ministério da Saúde, o Paraná já aplicou 628.214 doses contra a gripe, que representa 15,88% do total.    

Em relação à vacina contra a Covid-19, foram registradas 19.047 aplicações na população em geral, com a vacina monovalente. Já para os imunizantes que fazem parte do calendário vacinal (vacinas de rotina), houve o registro de 29.854 doses.     

Ainda de acordo com o levantamento da Sesa, foram avaliadas 129.641 carteirinhas de vacinação, em sua maioria de crianças. “Isso foi importante para a continuidade da vacinação. O nosso apelo é constante”, disse Beto Preto.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA – Dados do último boletim da gripe, divulgado no dia 11 de abril, indicam que foram notificados 4.628 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) Hospitalizado residentes no Paraná. Destes, 99 (2,3%) foram confirmados para Influenza; 19 (0,4%) como SRAG por outros agentes etiológicos; 931 (21,8%) como SRAG por Covid-19; 423 (9,9%) como SRAG por outros vírus respiratórios; 1.685 (39,5%) como SRAG não especificado; e 1.111 (26,0%) estão em investigação aguardando confirmação laboratorial.  

Com informações: AEN

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PG recebe modernizações e construções de Unidades de Saúde

Foto: PMPG/Divulgação

Com o objetivo de melhorar cada vez mais o atendimento à população na área da saúde, a Prefeitura de Ponta Grossa avança com a construção e reforma de dezenas de Unidades de Saúde do Município. As obras estão acontecendo em diversos bairros e vão modernizar a estrutura de atendimento na cidade.

A prefeita Elizabeth Schmidt ressalta que se trata do maior pacote de investimentos voltados ao atendimento à saúde da população. “Queremos oferecer um serviço cada vez melhor para as famílias, garantindo atendimento de qualidade e humanizado. Para isso, aumentamos o número de médicos, com a contratação de 70 profissionais, sendo 40 contratados pela Prefeitura e mais 30 em que complementamos o salário do programa Mais Médicos do Governo Federal. Estamos avançando muito e iremos avançar ainda mais com estes investimentos direcionados exclusivamente às Unidades de Saúde”, destaca a prefeita.

A presidente da Fundação Municipal de Saúde, Priscila Degraf, enfatiza que o pacote de obras inclui dezenas de prédios da Rede de Saúde. “Além de diversas Unidades de Saúde, as obras contemplam também o Laboratório Central, o Centro Municipal de Especialidades e o Almoxarifado da Fundação Municipal de Saúde. As melhorias passam também pela compra de novos equipamentos e mobiliário para as UBS, incluindo computadores modernos, com capacidade e velocidade para dar mais rapidez no atendimento ao paciente”, afirmou.

A maior parte das obras está em fase final e devem ser entregues nas próximas semanas. Uma delas é o Superposto do Panamá. A estrutura é completamente nova e vai atender milhares de famílias do bairro Neves. O local terá consultórios médicos e odontológicos, salas de observação, vacinação e curativos.

Também está em andamento a construção da nova Unidade de Saúde Abrahão Federmann, na Vila Ana Rita. O local está em fase final da pintura externa, bem como ligação de energia, alarmes e câmeras. Em seguida, a unidade vai receber a instalação dos móveis.

Outras unidades que deverão ser entregues nas próximas semanas são as Unidades Sady Silveira (Olarias) e uma Unidade de Saúde que será instalada em contêiner, cujo terreno está sendo preparado com serviços de terraplanagem.

Há também UBSs com previsão de entrega para o segundo semestre, como a Unidade de Saúde Javier Cejas Arzabe (Superposto do Borato), no Chapada; a Unidade Antônio Saliba; a Unidade de Saúde Dom Bosco, localizada no bairro Contorno; e a Unidade de Saúde Cleon Macedo, no Jardim Paraíso.

Melhorias

Além da construção de novas UBSs, a Prefeitura está trabalhando na modernização de outros espaços, como a Unidade de Saúde Aurélio Grott, no Boa Vista; Unidade de Saúde César Rocha Milleo, em Olarias; Unidade de Saúde Madre Josefa, em Uvaranas; Unidade de Saúde Adão Ademar, no Colônia Dona Luiza; e a modernização da sede do SAMU – todas com entrega prevista para as próximas semanas.

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‘Dia D’ contra a gripe terá dez pontos de vacinação em Ponta Grossa

Foto: PMPG/Divulgação

A Prefeitura de Ponta Grossa organiza intensa mobilização da Saúde neste sábado (13), quando ocorre o Dia D de Vacinação contra a gripe. Ao todo, nove salas de imunização e o Ônibus da Vacina vão estar abertos para receber o público-alvo da campanha. Todos os pontos vão atender das 9h às 17h, sem pausa no horário de almoço.

O Departamento de Imunização informa que estarão em funcionamento as salas de vacina das seguintes Unidades: Alfredo Levandoski (Gralha Azul), Cyro de Lima Garcia (Oficinas), Júlio de Azevedo (Vila Vilela), Luís Conrado Mansani (Uvaranas), Rômulo Pazzinato (Nova Rússia) e Santo Domingo Zampier (Costa Rica). Também haverá vacina contra gripe disponível na zona rural: CRUTAC (Itaiacoca), João de Oliveira Bello (Guaragi) e José Sebastião Rodrigues (Pinheirinhos).

Além desses pontos, a imunização estará disponível no Ônibus da Vacina, que estará na Estação Saudade, no Centro. O funcionamento também é das 9h às 17h.

“Nossa meta é reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções causadas pelo vírus influenza na população-alvo da vacinação”, reafirma a coordenadora do Departamento de Imunização da Fundação Municipal de Saúde, Stela Godoy.

Grupos prioritários

Nesta etapa a vacina segue destinada aos grupos prioritários. Estão elencados para receberem a imunização: crianças de seis meses a menores de seis anos; crianças indígenas de seis meses a menores de nove anos; trabalhadores da saúde; gestantes; puérperas; professores dos ensinos básico e superior; povos indígenas; pessoas com mais de 60 anos.

Também compõem grupos prioritários pessoas em situação de rua; profissionais das forças de segurança e de salvamento; profissionais das forças armadas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade); pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso); trabalhadores portuários. Fazem parte, ainda, funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

“A vacinação objetiva minimizar a carga viral e prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, reduzindo os sintomas nos grupos prioritários, além de diminuir a sobrecarga nos serviços de saúde”, comenta a presidente da Fundação de Saúde, Priscila Degraf, reforçando que em todos os pontos de vacinação do Dia D haverá equipes compostas por enfermeiro e técnicos de enfermagem.

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Unidades de Saúde de PG agora contam com o Botão do Pânico

A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania e Segurança Pública, colocou em funcionamento nesta sexta-feira (5) o Botão do Pânico para que os servidores das Unidades de Saúde, ao se sentirem em perigo ou em uma situação de risco iminente, possam acionar rapidamente um alerta para a Guarda Civil Municipal, solicitando apoio imediato.

De acordo com a prefeita Elizabeth Schmidt, a ferramenta poderá salvar vidas, garantir a integridade física dos profissionais de daúde e promover um ambiente mais seguro para todos os envolvidos no cuidado da população.

“Nós não podemos e não vamos mais admitir qualquer tipo de violência contra nossos servidores da saúde. Esta medida visa garantir a segurança das equipes com a tecnologia utilizada atualmente por mulheres com medidas protetivas e pelas nossas escolas municipais”, destacou a prefeita.

A secretária municipal da Cidadania e Segurança Pública, Tânia Sviercoski, relata que o aplicativo tem outras funcionalidades adicionais, como rastreamento de localização em tempo real e o envio de mensagens de voz e de texto que poderão auxiliar a Guarda Civil Municipal no acompanhamento da situação, facilitando a intervenção e aumentando a efetividade das medidas de segurança.

“Com esse recurso, nossos servidores da saúde poderão desempenhar suas funções com mais tranquilidade e eficiência, demonstrando a preocupação da Prefeitura com a segurança e em proporcionar um ambiente seguro para os servidores, que são essenciais para o bom atendimento à população”, finaliza Tânia.

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Ponta Grossa ganha prêmio por ações de combate à dengue

Foto: PMPG/Reprodução

As diversas ações de combate à dengue realizadas pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), renderam um prêmio estadual para Ponta Grossa. A cidade ficou na 2ª colocação entre os municípios do estado, sendo apontada como uma das melhores iniciativas de combate ao mosquito da dengue do Paraná, ficando à frente de cidades como Londrina, Maringá e Curitiba.

O prêmio foi concedido através da campanha Primeiras Damas do Paraná Unidas contra a Dengue, que foi encabeçada pela Primeira Dama do Paraná, Luciana Saito Massa, e envolveu todas as primeiras damas do estado.

“Ficamos muito felizes com esse prêmio, que é mais um reconhecimento pelo excelente trabalho que as nossas equipes fazem. Mas mais importante do que isso, é saber que estamos vencendo a batalha contra o mosquito que provoca essa doença terrível. Com a mobilização de toda a população, e as ações de combate ao mosquito e o cuidado com os pacientes que contraem a doença, estamos vencendo”, afirmou a prefeita Elizabeth Schmidt.

A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Priscila Degraf, destacou o trabalho que toda a força-tarefa vem realizando durante as ações de combate à dengue em Ponta Grossa. “Estamos orgulhosos do trabalho realizado pelas nossas equipes, juntamente com os parceiros dessas ações. Nós alcançamos excelente avaliação em todos os índices analisados pela campanha”, ressaltou.

A classificação dos municípios foi dividida entre cidades de pequeno, médio e grande porte, com três municípios escolhidos em cada categoria. Entre as cidades de grande porte, Maringá ficou em terceiro lugar; Ponta Grossa em segundo; e Colombo ficou na primeira colocação.

Com o segundo lugar conquistado, Ponta Grossa vai receber kits, com roupas novas, calçados, cestas básicas e produtos de higiene e limpeza, os quais serão doados para as famílias de baixa vulnerabilidade que estão colaborando com a limpeza e fiscalizações.

Ações realizadas

As ações da Prefeitura no combate ao mosquito da dengue continuam realizando mutirões às terças e quintas-feiras. As equipes percorrem os bairros, visitando as casas, vistoriando possíveis focos do mosquito da dengue, e também orientando a população. As ações que estão sendo desenvolvidas contam com a participação de profissionais da FMS, Setor de Zoonoses, Vigilância Sanitária, Imunização, Atenção Primária e entidades como o Exército Brasileiro, SESMT, Transportes e NEP.

Além das ações junto à população, a Prefeitura tem organizado blitz nas ruas, palestras nas escolas da rede pública e privada e apresentação de vídeos educativos, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e Núcleo Regional de Educação.

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No Dia Mundial da Saúde, conheça a pesquisa da UEPG que analisa qualidade de vida em pessoas com HIV

Como pessoas que convivem com HIV e Aids nos Campos Gerais se relacionam com os tratamentos de saúde disponíveis? É o que pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa estão investigando há mais de uma década. Desde 2011, professores e alunos da instituição avaliam contextos epidemiológicos, biológicos e de qualidade de vida de 1750 pacientes atendidos pelo Serviço de Atenção Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE-CTA) do município. No Dia Mundial da Saúde, comemorado neste domingo (07), a equipe apresenta os resultados do estudo, que auxiliam na prevenção e atendimento na região.

O projeto é ligado ao Departamento de Saúde Pública da UEPG e tem o objetivo de monitorar os parâmetros de carga viral no organismo, taxa de transmissão e proliferação da doença e interação medicamentosa no tratamento. “A partir do momento em que o paciente começa a tomar o medicamento, vemos se ele vai diminuir as cargas virais, se vai responder ao tratamento e quais as consequências terá com colesterol, triglicerídeos e pressão arterial”, explica o professor coordenador da pesquisa Erildo Vicente Müller. Ele ressalta que, embora o trabalho tenha iniciado há 13 anos, são monitorados dados registrados de pacientes desde 2002.

Os resultados mostram que 30% das pessoas monitoradas tiveram síndrome metabólica, condição que aumenta o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes. Os dados ainda apontam para o aumento de hipertensão arterial, em comparação com pessoas que não vivem com HIV. “Registramos também situações de neurotoxicidade e diminuição de força muscular. Agora, estamos estudando a procura da Prep, medicamento tomado antes da relação sexual e que prepara a pessoa para um possível contato com o HIV”, explica Erildo. A procura pela Prep aumentou no público jovem, segundo o professor. “Com isso, outras infecções sexualmente transmissíveis estão aumentando, pois o preservativo não é uma barreira física apenas para o HIV, mas também previne gonorreia e sífilis, por exemplo”, adverte.

Interação da universidade com a comunidade

A pesquisa conta com alunos dos cursos da saúde, que trabalham de forma direta com pacientes, além de realizar análise de dados. Rafaela Jacob é aluna do curso de Medicina e relata a importância do projeto para sua trajetória acadêmica. “Por ser aluna do primeiro ano, nós ainda não temos muito contato com os pacientes. Então eu acho que essa pesquisa está ajudando muito no lado humanitário, de enxergar os pacientes para além de casos, ver como isso impacta o dia a dia deles e como podemos ajudá-las”.

“Esta oportunidade abre caminhos para a pesquisa para os alunos”, destaca o acadêmico Gabriel Hito dos Santos. “Eu acho que é o jeito que temos de devolver para a sociedade o que foi investido na gente esse tempo todo”. Para ele, “é importante pra melhorar, mesmo, o cuidado com as pessoas com HIV, tanto em Ponta Grossa, que é onde a nossa Universidade está inserida, mas principalmente no Brasil como um todo”.

O professo Erildo salienta que a aproximação da universidade com os serviços de saúde é fundamental. “Nós fazemos as pesquisas para devolver para a sociedade e nossa pesquisa visa dar devolutiva para o serviço de saúde, para que eles possam intervir. Nosso objetivo é que os conhecimentos produzidos aqui na Universidade e melhorem a vida das pessoas vivendo com HIV e Aids”.

Como acontece o trabalho

A partir do momento em que os pacientes entram para atendimento no SAE-CTA e recebem o diagnóstico de HIV, são acompanhados pela pesquisa da UEPG. A equipe envolvida analisa como o paciente irá se comportar clinicamente com o tratamento medicamentoso e como o HIV fará a resposta inflamatória no organismo, o que faz com que ocorram outros problemas de saúde, como a própria síndrome metabólica.

“Isso a gente consegue entender por meio de intervenção direta com os pacientes, porque vai mudando os comportamentos, vai mudando as formas de entender as relações sexuais e assim por diante”. Segundo Erildo, esse contato direto auxilia no trabalho de prevenção e a melhor forma de abordagem a cada população infectada. “Na pesquisa, a gente pensa numas intervenções, mas elas muitas vezes não dão certo porque a gente não entendeu o que é o pensamento daquela geração para que possamos intervir, por isso acompanhamentos de longo prazo auxiliam, com evidência científica, na condução correta do serviço público de saúde”.

O coordenador do SAE-CTA de Ponta Grossa, Jean Zuber, também colabora na análise de dados da pesquisa. Segundo ele, a parceria é fundamental para dar um retorno para a população que frequenta o serviço. “Conseguimos entender algumas variáveis que são regionais, só nossas. Conseguimos olhar de marcadores laboratoriais para os de adesão do paciente, o que influencia na rotina do serviço”.  A pesquisa ajudou a dar um outro para o serviço, de acordo com Jean. “O HIV traz um peso grande do estigma, e essas pesquisa traz evidências de como a gente pode mudar o atendimento e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”, finaliza.

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Ponta Grossa se aproxima de mil casos de dengue confirmados

Foto: © nuzeee/Pixabay

O município de Ponta Grossa se aproxima da marca de 1,000 (mil) casos de dengue em nova atualização do boletim estadual sobre os casos de dengue, 3 mil casos prováveis estão sendo analisados.

No geral do estado:

O Paraná registrou mais 44.985 notificações e 23.396 casos confirmados de dengue em uma semana. Há ainda, 10.454 casos descartados. Ao todo, desde 30 de julho do ano passado, o Estado já soma 351.325 notificações, 159.357 casos confirmados, 101.879 casos descartados e 77 óbitos. Os dados são do informe semanal da doença elaborado e publicado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (2).

Ainda de acordo com o boletim, os 399 municípios do Estado já registraram notificações de dengue e 389 tiveram casos confirmados.  Apenas 10 cidades não possuem casos confirmados de dengue: Adrianópolis, Agudos do Sul, Doutor Ulysses, Piên, Fernandes Pinheiro, Rio Azul, Paula Freitas, Coronel Domingos Soares, Honório Serpa e Santana do Itararé.

O boletim não registrou novas mortes pela doença. A Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Sesa segue monitorando e auxiliando os municípios na investigação e encerramento de óbitos suspeitos por dengue. As equipes municipais de saúde são responsáveis pela investigação das mortes suspeitas pela doença, e, após concluírem os casos, devem atualizar e encerrar as informações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.

As 77 mortes já confirmadas pela doença foram registradas nos municípios de Antonina, Chopinzinho, São João, Ampére, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Nova Esperança do Sudoeste, Salto do Lontra, Santa Terezinha de Itaipu, Boa Vista da Aparecida, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Lindoeste, Nova Aurora, Quedas do Iguaçu, Luiziana, Mariluz, Cianorte, Marilena, Paranavaí, Planaltina do Paraná, Mandaguari, Maringá, Sarandi, Apucarana, Arapongas, Cambira, Jandaia do Sul, Cambé, Londrina, Rolândia, Cornélio Procópio, Siqueira Campos, Terra Roxa, Toledo e Ivaiporã.

COMPARATIVO – O documento da Sesa também apresenta um comparativo dos registros realizados na semana epidemiológica 31 a 13 desde 2019 (os boletins começam na semana 31 de cada ano). No período 2019/2020, por exemplo, nesta mesma semana o Paraná apresentava 204.807 notificações, 87.900 casos confirmados e 69 óbitos. Comparado com os dados atuais, o aumento foi de 71,53% em notificações, 81,29% em casos confirmados e 11,59% em óbitos. Em relação a 2022/2023, com 14.032 casos confirmados e 12 óbitos, os aumentos são de 1.035% e 541%.

CHIKUNGUNYA E ZIKA VÍRUS – O informe também registra 64 novas notificações e cinco casos confirmados de chikungunya no Estado. Ao todo o Paraná soma 987 notificações e 97 casos confirmados. Já com relação ao zika vírus, dentre as 93 notificações, não há registros de casos confirmados da doença no Estado.

Confira o informe semanal AQUI e mais informações neste link.

Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN)

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Brasil passa a adotar esquema de dose única contra o HPV

Foto: Pixabay

A vacinação contra o HPV no Brasil, a partir de agora, passa a ser feita em dose única. O anúncio foi feito pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, na noite dessa segunda-feira (1º). Até então, o país utilizava um esquema de duas doses para combater a infecção, principal causadora do câncer de colo de útero.

“Uma só vacina vai nos proteger a vida toda contra vários tipos de doença e de câncer causados pelo HPV, como o câncer de colo de útero. Não vamos deixar que crianças e jovens corram esse risco quando crescerem”, escreveu a ministra em seu perfil na rede social X, antigo Twitter.

Nísia pediu ainda que estados e municípios façam uma busca ativa por jovens com até 19 anos que não receberam nenhuma dose da vacina. Segundo ela, em 2023, foram aplicadas 5,6 milhões de doses do imunizante. “O maior número desde 2018 e um aumento de 42% no número de doses aplicadas em relação a 2022”.

“Agora, temos mais vacinas para proteger nossa população contra os riscos causados por esse vírus. Usar apenas uma dose de vacina foi uma decisão baseada em estudos científicos, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, destacou.

Quem pode se vacinar

A imunização no Brasil, atualmente, é indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos; vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham sido imunizadas previamente; pessoas que vivem com HIV; transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea; e pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos.

Testagem

Em março, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de um teste para detecção de HPV em mulheres classificado pela própria pasta como inovador. A tecnologia utiliza testagem molecular para a detecção do vírus e o rastreamento do câncer do colo do útero, além de permitir que a testagem seja feita apenas de cinco em cinco anos.

A forma atual de rastreio do HPV, feita por meio do exame conhecido popularmente como Papanicolau, precisa ser realizada a cada três anos. A incorporação do teste na rede pública passou por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a atualmente ofertada no SUS.

A infecção

O HPV é considerado atualmente a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero. A estimativa do ministério é que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil todos os anos.

Apesar de se tratar de uma enfermidade que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de morte por câncer em mulheres – sobretudo negras, pobres e com baixos níveis de educação formal.

Com informações de Agência Brasil

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Dengue: Américas podem registrar pior surto da história, alerta Opas

© shammiknr/Pixabay

Com mais de 3,5 milhões de casos de dengue contabilizados nos três primeiros meses do ano, o continente americano pode registrar, em 2024, o pior surto da doença em toda a história. O acumulado chega a ser três vezes maior que o total de casos registrados no mesmo período do ano passado. O alerta foi feito nesta quinta-feira (28) pela Organização Pan-americana da Saúde (Opas).

Brasil, Argentina e Paraguai, segundo a entidade, respondem por mais de 90% dos casos e por mais de 80% das mortes por dengue nas Américas. Dados da Opas mostram que o Brasil aparece em primeiro lugar no ranking, com 2.966.339 casos e 758 mortes, seguido pelo Paraguai, com 191.923 casos e 50 mortes, e pela Argentina, com 134.202 casos e 96 mortes.

Em coletiva de imprensa, o diretor-geral da Opas, Jarbas Barbosa, classificou a situação no continente como preocupante. Ele lembrou que mesmo países como Barbados, Costa Rica e Guatemala, onde os surtos de dengue geralmente acontecem no segundo semestre, já relatam aumento de casos da doença. Porto Rico, por exemplo, decretou situação de emergência por dengue no início da semana.

Jarbas destacou que, em 2024, os quatro sorotipos da dengue circulam pelas Américas e que, quando há circulação de dois ou mais sorotipos, o risco de casos graves aumenta consideravelmente. Até o momento, dados da Opas indicam que pelo menos 21 países do continente já reportaram circulação de mais de um sorotipo, incluindo o Brasil.

Para o diretor-geral da Opas, as causas ambientais desempenham “papel fundamental” no cenário epidemiológico identificado nas Américas. Jarbas citou, como exemplo, as altas temperaturas, as ondas de calor e as secas intensas que levam a população a armazenar água de forma inadequada, além de inundações que contribuem para o aumento da circulação do mosquito vetor.

Questionado se não seria o caso de declarar emergência em saúde pública de interesse internacional, como aconteceu com o vírus Zika em 2016, Jarbas explicou que se tratam de cenários bastante distintos. Em 2016, segundo ele, a emergência foi decretada em razão de uma forte relação entre o vírus Zika e casos de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas.

“A OMS [Organização Mundial da Saúde], de forma acertada, declarou a emergência até que pudéssemos ter uma avaliação do que estava acontecendo”, disse. “Na dengue, a única novidade é o aumento na transmissão, mas não há mudança na expressão clínica da doença ou nos sintomas”, completou.

“A dengue é um desafio importante. Quando temos uma epidemia, a circulação é tão forte que quase todas as pessoas têm contato com aquele sorotipo. Depois, passamos um período de três ou quatro anos até que tenhamos outro surto. Parece que a doença desapareceu, foi embora”, concluiu Jarbas, ao destacar a necessidade de programas permanentes nas Américas para identificar precocemente novos surtos.

Com informações da Agência Brasil

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Pontagrossauros 😂

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