A partir de hoje, 15 de agosto, as Unidades Sentinelas de Saúde de Ponta Grossa, que foram responsáveis pelo atendimento exclusivo aos casos de dengue, encerram suas atividades voltadas para essa doença. As unidades Rômulo Pazzinato, Luís Conrado Mansani e Cyro de Lima Garcia, que estiveram em operação intensiva desde o início da crise, deixarão de atender exclusivamente casos de dengue devido à diminuição dos atendimentos registrados desde a segunda quinzena de julho e ao fim do Decreto Emergencial do Município.
A partir de amanhã, 16 de agosto, a população que apresentar sintomas compatíveis com a dengue deverá procurar sua unidade de saúde de referência. As unidades de saúde retomarão o atendimento normal, mas continuarão seguindo o protocolo municipal para direcionar e tratar os casos suspeitos de dengue.
Com informações da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou para esta quarta-feira (14) comitê de emergência para avaliar o cenário de surto de mpox na África e o risco de disseminação internacional da doença. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na última quarta-feira (7), em seu perfil na rede social X.
Segundo Tedros, a decisão de convocar o comitê de emergência levou em conta o registro de casos fora da República Democrática do Congo, onde as infecções estão em ascensão há mais de dois anos. O cenário se agravou ao longo dos últimos meses em razão do uma mutação que levou à transmissão do vírus de pessoa para pessoa.
Ontem (13), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África) declarou o cenário de mpox na região como emergência em saúde pública de segurança continental. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Jean Kaseya, ao citar a rápida transmissão da doença na África.
“Esse não é apenas mais um desafio. O cenário exige ação coletiva”, disse. “Nosso continente já presenciou diversas lutas. Já enfrentamos pandemias, surtos, desastres naturais e conflitos. Ainda assim, para cada adversidade, agimos. Não como nações fragmentadas, mas como uma única África. Resilientes, de forma engenhosa e resoluta.”
Números
De janeiro de 2022 a junho de 2024, a OMS registrou 99.176 casos confirmados de mpox em 116 países. No período, foram contabilizadas ainda 208 mortes provocadas pela doença.
Dados do relatório de situação divulgado segunda-feira (12) pela entidade mostram que, apenas em junho, 934 casos foram confirmados laboratorialmente e quatro mortes foram notificadas em 26 países, “sinalizando transmissão contínua da mpox em todo o mundo”.
As regiões mais afetadas em junho, de acordo com o número de casos confirmados, são África (567 casos), América (175 casos), Europa (100 casos), Pacífico Ocidental (81 casos) e Sudeste Asiático (11 casos). O Mediterrâneo Oriental não notificou casos nesse período.
No continente africano, a República Democrática do Congo responde por 96% dos casos confirmados em junho. A OMS alerta, entretanto, que o país tem acesso limitado a testes em zonas rurais e que apenas 24% dos casos clinicamente compatíveis e notificados como suspeitos no país foram testados em 2024.
Pelo menos quatro novos países na África Oriental, incluindo Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda, reportaram seus primeiros casos de mpox – todos ligados ao surto em expansão na região. Já a Costa do Marfim registra um surto da doença, mas de outra variante, enquanto a África do Sul confirmou mais dois casos.
Maior letalidade
No fim de junho, a OMS chegou a alertar para uma variante mais perigosa da mpox. A taxa de letalidade pela nova variante 1b na África Central chega a ser de mais de 10% entre crianças pequenas, enquanto a variante 2b, que causou a epidemia global de mpox em 2022, registrou taxa de letalidade de menos de 1%.
Vacina
Esta semana, a OMS publicou documento oficial solicitando a fabricantes de vacinas contra a mpox que submetam pedidos de análise para o uso emergencial das doses. O processo foi desenvolvido especificamente para agilizar a disponibilidade de insumos não licenciados, mas necessários em situações de emergência em saúde pública.
“Essa é uma recomendação com validade limitada, baseada em abordagem de risco-benefício”, destacou a entidade. No documento, a OMS solicita que os fabricantes de vacinas contra a doença apresentem dados que possam atestar que as doses são seguras, eficazes, de qualidade garantida e adequadas para as populações-alvo.
A concessão de autorização para uso emergencial, segundo a organização, deve acelerar o acesso às vacinas, sobretudo para países de baixa renda e que ainda não emitiram sua própria aprovação regulamentar. O processo também permite que parceiros como a Aliança para Vacinas (Gavi, na sigla em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) adquiram doses para distribuição.
A doença
A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.
Primeira emergência
Em maio de 2023, quase uma semana após alterar o status da covid-19, a OMS declarou que a mpox também não configurava mais emergência em saúde pública de importância internacional. Em julho de 2022, a entidade havia decretado status de emergência em razão do surto da doença em diversos países.
“Assim como com a covid-19, o fim da emergência não significa que o trabalho acabou. A mpox continua a apresentar desafios de saúde pública significantes que precisam de resposta robusta, proativa e sustentável”, declarou, à época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.
“Casos relacionados a viagens, registrados em todas as regiões, demonstram a ameaça contínua. Existe risco, em particular, para pessoas que vivem com infecção por HIV não tratada. Continua sendo importante que os países mantenham sua capacidade de teste e seus esforços, avaliem os riscos, quantifiquem as necessidades de resposta e ajam prontamente quando necessário”, alertou Tedros em 2023.
Em agosto de 2022, quando houve o pico de mpox no Brasil, o país contabilizou mais de 40 mil casos. Um ano depois, em agosto de 2023, o total caiu para pouco mais de 400 casos. Em 2024, o maior número de casos foi registrado em janeiro – mais de 170. Por fim, em agosto deste ano, a média de casos se mantém entre 40 a 50 novas infecções. O número é visto pelo Ministério da Saúde como “bastante modesto, embora não desprezível”.
“Sem absolutamente menosprezar os riscos dessa nova epidemia, o risco de pandemia e tudo o mais, o que trago do Brasil não é ainda um cenário que nos faça temer um aumento muito abrupto no número de casos”, avaliou o diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da pasta, Draurio Barreira, nesta terça-feira (13), ao relatar a situação epidemiológica da mpox no Brasil.
No webinário, Draurio lembrou que, nesta quarta-feira (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou para esta quarta-feira (14) comitê de emergência para avaliar o cenário de mpox na África e o risco de disseminação internacional da doença. A decisão levou em conta o registro de casos fora da República Democrática do Congo, onde as infecções estão em ascensão há mais de dois anos, além de uma mutação que levou à transmissão do vírus de pessoa para pessoa.
“Foi convocado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, uma reunião para definir a situação da mpox – se virá a ser considerada emergência em saúde pública de preocupação internacional. Ainda não temos esse cenário. Amanhã, vai haver a definição. O fato é que temos um aumento absolutamente sem precedentes na África, não só em número de casos em países que já haviam sido acometidos, como também em países vizinhos e que ainda não tinham relatado nenhum caso de mpox.”
Para Draurio, o quadro epidêmico de mpox ainda está circunscrito ao continente africano.
“Mas, nessa época de globalização que a gente vive, ter um caso na África, na Ásia, em qualquer lugar significa um risco disso se tornar rapidamente uma epidemia global”, disse. “Falando um pouco do Brasil, a gente tem uma atenção muito especial em relação ao mpox porque, no início da epidemia, em 2022, os dois países mais acometidos, não só em valores absolutos, mas também em incidência, foram os Estados Unidos e o Brasil”.
Números
Dados do ministério apontam que, entre 2022 a 2024, o Brasil registrou quase 12 mil casos confirmados e 366 casos prováveis de mpox. Há ainda 66 casos classificados como suspeitos e um total de 46.354 casos descartados.
“Como a gente vê um quadro epidêmico na África, temos que estar alertas. Essa iniciativa do webinário é uma antecipação, pra que a gente realmente não seja pego de surpresa, caso tenhamos uma nova pandemia”, avaliou Draurio.
Perfil
Os números mostram que o seguinte perfil epidemiológico das infecções por mpox no Brasil: 91,3% dos casos se concentram no sexo masculino, sendo que 70% dos homens diagnosticados com a doença têm entre 19 e 39 anos. A idade mediana definida pela pasta é de 32 anos, com idades variando de 27 a 38 anos. Além disso, 3,7% dos casos foi registrado na faixa etária até 17 anos e 1,1%, entre crianças de até 4 anos.
“No sexo feminino, a gente teve um número 10 vezes menor do que entre os homens. Cerca de mil mulheres, também na faixa de adulto jovem”, destacou Draurio. Há, entretanto, um percentual alto de gênero não informado. “19% praticamente, o que diminui todos os outros percentuais. Mas homens cis são mais de 70%. Se a gente conseguisse informação desses 18,7% não informados, certamente teríamos uma distribuição maior entre homens cis”.
Outra informação relevante, segundo o diretor do departamento, envolve grupos classificados pela própria pasta como mais vulneráveis, incluindo homossexuais, homens heterossexuais e bissexuais.
“Novamente, temos quase a metade das pessoas sem definição de orientação sexual”, ressaltou Draurio.
Do total de casos confirmados e prováveis para mpox no Brasil, 45,9% declararam que vivem com HIV. Entre os homens diagnosticados com a infecção, o índice chega a ser de 99,3%. A mediana de idade dos pacientes vivendo com HIV e que testaram positivo para mpox é de 34 anos, com idades variando de 29 a 39 anos.
“Todos os esforços que a gente tem feito se concentram, prioritariamente, na população HSH [homens que fazem sexo com homens]. Não por acaso, a responsabilidade pela vigilância e atenção está no Departamento de Aids, Tuberculose, Hepatites e ISTs”, completou Draurio.
O Brasil contabilizou ainda, de 2022 a 2024, 23 gestantes infectadas por mpox em diferentes momentos da gravidez.
Hospitalizações e óbitos
Em relação à hospitalização de casos da doença, o ministério considera que a infecção apresenta complicações em um número bastante reduzido de casos – 3,1% dos pacientes foram hospitalizados por necessidades clínicas ou por algum agravamento do quadro clínico; 0,6% foram hospitalizados com o propósito de isolamento; e 1,6% foram hospitalizados por motivos desconhecidos. Ao todo, 45 casos foram internados em unidades de terapia intensiva (UTIs).
“Embora um óbito seja extremamente relevante para nós, o quantitativo de óbitos decorrentes de mpox tem se mantido muito baixo em comparação com a incidência da doença”, avaliou Draurio.
A taxa de letalidade da doença, neste momento, é de 0,14%. Ao todo, 16 óbitos foram contabilizados entre 2022 e agosto de 2024 – nenhum este ano.
A mediana de idade, entre as pessoas que morreram em decorrência da infecção, é de 31 anos, com idades variando de 26 a 35 anos. Os números mostram que 100% dos pacientes que morreram apresentaram febre e múltiplas erupções, com erupções genitais de forma predominante. Além disso, 15 mortes foram identificadas entre imunossuprimidos vivendo com HIV (93,8%). Apenas um caso dos 16 óbitos se classificava como pessoa imunodeprimida decorrente de um câncer.
“Portanto, é uma doença que, no Brasil, até o momento, se não houver mudança no padrão epidemiológico, vem afetando principalmente e imensamente a população HSH [homens que fazem sexo com homens] e outros imunodeprimidos. Desses 15 óbitos [registrados nesse grupo], apenas cinco, um terço, recebeu tratamento antirretroviral”, destacou Draurio.
Testagem
O diretor do departamento considera que a confirmação do diagnóstico de mpox é fundamental. Entretanto, segundo ele, ainda não há teste rápido no país para detecção da doença – apenas testes moleculares ou de sequenciamento genético.
“Os casos confirmados são, de fato, confirmados. Mas não dá tempo de esperar o diagnóstico definitivo por método laboratorial para que a gente evite o processo de transmissão da doença. Portanto, na sintomatologia de pústulas, erupções cutâneas, feridas e todas as manifestações cutâneas que possam parecer, a gente tem que pensar imediatamente em mpox.”
“Como a gente está falando que a principal população afetada são pessoas vivendo com HIV, são pessoas que também têm muitos outros problemas dermatológicos comuns à imunodeficiência. Portanto, o quadro se confunde”, destacou o diretor, ao citar ser esse o motivo do alto número de casos descartados no Brasil. “É o raciocínio que a gente tem que fazer: pensar em mpox, isolar o paciente e começar o tratamento disponível de suporte”.
A média de tempo entre a data de início dos sintomas e o óbito é de 58,6 dias. Já a média entre a data de início dos sintomas e a necessidade de internação é de 26,4 dias. Em 2024, o ministério contabilizou 49 hospitalizações por mpox, sem óbitos pela doença.
Tratamento
Por fim, Draurio ressaltou que o ministério obteve da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização de uma licença de importação do remédio Tecovirimat.
“Por ser um medicamento off label, não foi ainda autorizado para o tratamento de mpox, mas, efetivamente, reduz a mortalidade”, avaliou.
“Estamos agora procedendo junto à Opas [Organização Pan-americana da Saúde]. Já pedimos a compra, via Opas, de tratamentos para a eventualidade de um surto no Brasil. Hoje, não temos tratamento específico”, disse. “Vai ser importante ouvir, amanhã, os encaminhamentos da OMS para que a gente adeque o plano de contingência nacional a orientações internacionais”, concluiu Draurio.
Em meio ao aumento de casos de mpox e à circulação de uma nova variante do vírus no continente africano, o Ministério da Saúde do Brasil convocou para esta terça-feira (13) uma reunião para tratar da doença.
Em nota, a pasta informou que a proposta é atualizar as recomendações e o plano de contingência para a doença no país. “Será realizada reunião com especialistas nesta terça-feira para atualização dos serviços de vigilância e assistência médica”.
Ainda de acordo com o comunicado, o ministério “acompanha com atenção” a situação da mpox no mundo e monitora informações junto à Organização Mundial da Saúde (OMS) e instituições como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).
“A avaliação é que o evento apresenta risco baixo neste momento para o Brasil”, destacou a pasta. Dados do ministério apontam que, em 2024, foram notificados 709 casos de mpox no Brasil e 16 óbitos, sendo o mais recente em abril do ano passado.
Sobre vacinas contra a mpox, a pasta lembrou que, em 2023, a imunização contra a doença foi realizada em um momento de emergência em saúde pública de importância internacional, com o uso das doses liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de forma provisória.
“Caso novas evidências demonstrem a necessidade de alterações no planejamento, as ações necessárias serão adotadas e divulgadas oportunamente”, concluiu o ministério.
Comitê de emergência
Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que havia convocado um comitê de emergência para avaliar o cenário de surto da doença na África e o risco de disseminação internacional do vírus.
Em seu perfil na rede social X, Tedros detalhou que a decisão levou em conta o registro de casos de mpox fora da República Democrática do Congo, onde as infecções estão em ascensão há mais de dois anos.
O cenário se agravou ao longo dos últimos meses em razão do uma mutação que levou à transmissão da doença de pessoa para pessoa, além da notificação de casos suspeitos na província de Kivu do Norte.
Vacinação
A OMS publicou documento oficial solicitando a fabricantes de vacinas contra a mpox que submetam pedidos de análise para o uso emergencial das doses. O processo foi desenvolvido especificamente para agilizar a disponibilidade de insumos não licenciados, mas necessários em situações de emergência em saúde pública.
“Essa é uma recomendação com validade limitada, baseada numa abordagem de risco-benefício”, destacou a entidade.
No documento, a organização solicita que fabricantes das vacinas apresentem dados que possam atestar que as doses são seguras, eficazes, de qualidade garantida e adequadas para as populações-alvo.
A concessão de uma autorização para uso emergencial, segundo a organização, deve acelerar o acesso às vacinas, sobretudo para países de baixa renda e que ainda não emitiram sua própria aprovação regulamentar em relação às doses em questão.
A autorização para uso emergencial também permite que parceiros como a Aliança para Vacinas (Gavi, na sigla em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) adquiram doses contra a mpox para distribuição.
“Existem, atualmente, duas vacinas em uso contra a doença, ambas recomendadas pelo Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização da OMS (Sage, na sigla em inglês)”, destacou a entidade.
A doença
A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.
De acordo com a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, a mpox requer tratamento de suporte, de forma a controlar os sintomas da forma mais eficaz possível e evitar mais complicações. A maioria dos pacientes tratados se recupera dentro de um mês, mas a doença pode ser fatal quando não tratada. Na República Democrática do Congo, onde a taxa de mortalidade da cepa existente é muito maior do que na África Ocidental, mais de 479 pessoas morreram desde o início do ano.
Primeira emergência
Em maio de 2023, quase uma semana após alterar o status da covid-19, a OMS declarou que a mpox também não configurava mais emergência em saúde pública de importância internacional. Em julho de 2022, a entidade havia decretado status de emergência em razão do surto da doença em diversos países.
“Assim como com a covid-19, o fim da emergência não significa que o trabalho acabou. A mpox continua a apresentar desafios de saúde pública significantes que precisam de resposta robusta, proativa e sustentável”, declarou, à época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.
“Casos relacionados a viagens, registrados em todas as regiões, demonstram a ameaça contínua. Existe risco, em particular, para pessoas que vivem com infecção por HIV não tratada. Continua sendo importante que os países mantenham sua capacidade de teste e seus esforços, avaliem os riscos, quantifiquem as necessidades de resposta e ajam prontamente quando necessário”, alertou Tedros em 2023.
Paraná encerra período epidemiológico 23/24 da dengue com 595 mil casos
Foto: Pedro Ribas/Arquivo AEN
Paraná encerra período epidemiológico 23/24 da dengue com 595 mil casos | Foto: Pedro Ribas/Arquivo AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) publicou nesta terça-feira (30) o último informe da dengue deste período epidemiológico, iniciado em 30 de julho de 2023. Foram registrados mais 8.031 casos da doença e 39 óbitos na última semana. Somados aos dados do período, o Paraná contabiliza 939.453 notificações, 595.732 casos confirmados e 610 mortes em decorrência da dengue.
Londrina (40.552), Cascavel (32.338), Maringá (23.232), Apucarana (18.619) e Ponta Grossa (17.440) foram os municípios com mais casos confirmados neste período epidemiológico. No total, são 397 municípios com confirmações da doença. Apenas Agudos do Sul e Tunas do Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba, não tiveram registros – Tunas do Paraná aparecia até há pouco com um caso confirmado, que foi descartado. Em relação aos óbitos, Cascavel (57), Londrina (52), Toledo (44), Apucarana (27) e Francisco Beltrão (19) lideram a lista.
Há 33 anos a Sesa divulga o panorama das arboviroses no Paraná. Em 1991, os primeiros dados registrados apresentaram 161 notificações da dengue e 16 casos importados confirmados ao longo de doze meses. No ano de 1993 foram registrados os primeiros casos autóctones do Estado, três no total.
A partir de 1995, o aumento dos casos autóctones foi expressivo, totalizando 1.519 dos 3.595 casos notificados naquele ano. À época, a população paranaense era de 8,7 milhões de habitantes e havia uma incidência de 17,43 casos autóctones por 100 mil habitantes. Os dados atuais são de 525.631 casos autóctones em uma população de 11,5 milhões de habitantes – uma incidência de 4.532,28 por 100 mil habitantes.
Até o período 2023/2024, o ano epidemiológico 2019/2020 era o que concentrava mais casos, com 227.724, além de 177 óbitos.
Para a coordenadora da Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, os dados de 2023/2024 podem ser atribuídos, em grande parte, às mudanças climáticas, influenciadas, principalmente, pelo El Niño. “As regiões que historicamente apresentavam baixa circulação viral passaram a apresentar um cenário de impacto”, diz. “O aumento da pluviosidade e das temperaturas médias tem sido importantíssimos para a proliferação do Aedes, fazendo com que a densidade vetorial aumente, o que reflete na transmissão da dengue, sendo imprescindível a eliminação dos criadouros”.
A Sesa se mantém vigilante quanto ao cenário e já trabalha definindo novas e contínuas ações para o novo período epidemiológico, que teve início em 28 de julho de 2024. “Já projetamos e programamos ações para o próximo período sazonal. Só nos últimos seis meses investimos R$ 100 milhões para apoiar gestores municipais nas ações de Vigilância em Saúde. Não faltam recursos. Mas pedimos a colaboração de toda a população com a eliminação de potenciais criadouros do vetor”, complementa Ivana Belmonte.
O secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, lembra que o último período foi de muito trabalho e dedicação das equipes. “A dengue está presente em praticamente em todo o País, com mais de 6 milhões de casos e 4,8 mil óbitos, e no Paraná não foi diferente. Assim como em outros estados, aqui também houve enfrentamento dessa grande epidemia. Não medimos esforços para a realização de ações resolutivas, porém precisamos da ajuda da população”, afirmou.
A situação em relação à doença fez com que o Governo do Estado decretasse, em março, a situação de emergência em saúde pública para a dengue. A decisão foi tomada devido ao aumento no número de casos e óbitos pela doença. A vigência do decreto foi de 90 dias.
VÍRUS – No período 23/24, foram detectados três sorotipos de dengue em circulação no Paraná: DENV-1, DENV-2 e DENV-3. O DENV-1 teve a maior circulação nos municípios, representando mais de 80% das amostras tipificadas pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen). “A dengue é uma doença endêmica, temos casos durante todo o ano, mas o período de maior concentração de casos notificados teve início em janeiro e foi até maio, sendo que março e abril concentram o maior número de casos”, explicou a coordenadora da Vigilância Ambiental.
CHIKUNGUNYA E ZIKA – Durante este período de um ano não houve confirmação de casos de zika no Paraná. Em relação à Chikungunya, o Estado registrou 1.920 notificações, 240 casos confirmados e nenhum óbito pelo agravo. Houve o registro de 183 casos autóctones e, destes, 77 eram pacientes residentes do município de Foz do Iguaçu, concentrando 42% dos casos autóctones no Paraná.
O informativo da dengue voltará a ser divulgado pela Vigilância Ambiental da Sesa na terceira semana de agosto. Confira os dados do último relatório da dengue AQUI. Outras informações estão neste link.
A Prefeitura de Ponta Grossa anunciou a programação do Ônibus da Vacina para a última semana de Julho de 2024. O serviço de vacinação móvel estará disponível em três bairros da cidade, oferecendo imunizantes do Calendário Nacional.
Foto: Retirado das redes sociais de Aliel Machado, Elizabeth Schmidt, Mabel Canto e Marcelo Rangel
Na última terça-feira (16), o Conselho Municipal de Saúde de Ponta Grossa votou pelo impedimento das obras de construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Uvaranas, gerando grande repercussão nas redes sociais.
Modelo da UPA Uvaranas | Foto: PMPG/Reprodução
Com isso, diversas lideranças da cidade repudiaram a decisão do impedimento das obras. Entre eles, alguns dos pré-candidatos a Prefeitura de Ponta Grossa nas eleições deste ano de 2024, como a prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil), o deputado federal Aliel Machado (PV), o deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), a deputada estadual Mabel Canto (PSDB), usaram de suas redes sociais para se manifestar em repúdio a decisão emitida pelo CMSPG (Conselho Municipal de Saúde de Ponta Grossa). Confira o vídeo com o posicionamento de cada candidato abaixo:
Vídeo foi retirado das redes sociais dos Candidatos | Reprodução
Elizabeth Schmidt
Atual prefeita de Ponta Grossa e pré-candidata à prefeitura da cidade nas eleições deste ano, Elizabeth Schmidt (União Brasil) revelou estar muito indignada com a notícia de que o CMSPG teria votadocontra a construção da UPA Uvaranas.
“Um serviço importante demais para a nossa cidade, que segue todas as normas do Ministério da Saúde e que vai melhorar muito o atendimento para quem mora em Uvaranas e Cará-cará”.
Schmidt revela que houve um empate de votos durante a votação do Conselho e que o desempate foi realizado pela presidente do Conselho Municipal de Saúde e que, segundo Elizabeth, é publicamenteconhecida por possuirligação com uma pré-candidata à prefeitura.
“Pergunto: isso é pelo bem-estar das famílias para quem mais precisa ter acesso à saúde ou temos interesses pessoais em criar o crescimento da nossa cidade, da nossa saúde? Querem prejudicar a prefeita ou querem prejudicar os moradores do Cará-Cará?”, Elizabeth questiona.
Aliel Machado
O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Ponta Grossa, Aliel Machado (PV), através das redes sociais, emitiu um novo posicionamento buscando fazer um apelo ao Conselho Municipal de Saúde para que reveja a posiçãocontrária a construção da UPA Uvaranas.
“O conselho tem uma função técnica, eu sei que a preocupação do Conselho é com a falta de planejamento, que ao longo dos anos prejudica a cidade de Ponta Grossa e a área da saúde”, afirma o deputado.
Completando a sua afirmação, o candidato diz que a região de Uvaranas é uma das maispopulosas da cidade e que necessita do espaço da UPA visando melhorias na área da saúde.
Marcelo Rangel
O deputado estadual, ex-prefeito de Ponta Grossa e pré-candidato à Prefeitura, Marcelo Rangel (PSD) também se posicionoucontra a decisão, afirmando que não irá aceitar a mesma e que não entende o porquê do impasse.
“Um conselho que deve defender o povo e lutar por mais saúde, tenta impedir uma nova UPA que pode diminuir os problemas graves que hoje existem na nossa cidade”.
Rangel também afirma ser favorável à abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que, de acordo com o mesmo, seria para “descobrir se houve interferência política nessa decisão inaceitável e para avaliar quais são os problemas apontados”.
Mabel Canto
Pré-candidata à Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e deputada estadual, Mabel Canto (PSDB) se posicionou através das suas redes na manhã desta quinta (18) sobre o resultado da votação realizada pelo CMSPG na última terça (16).
No vídeo, a deputada afirma que “estão tentando atribuir a decisão do Conselho, de formapolítica, a ela“. No entanto, Mabel reitera seu apoio à construção da nova UPA, ela defende que “o Conselho de Saúde é técnico e toma suas decisões de forma técnica“. A deputada também aborda a polêmica sobre sua assessora, que é presidente do Conselho, assegurando que “toma suas decisões de forma autônoma“ e que ela nãointerfere.
O anúncio da obra foi realizado na última sexta-feira (5) pelo deputado federal Aliel Machado e pelo reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto | Foto: Divulgação
O anúncio da obra foi realizado na última sexta-feira (5) pelo deputado federal Aliel Machado e pelo reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto | Foto: Divulgação
Lideranças que atuam nos Campos Gerais destacaram a importância do novo hospital avaliado em R$ 108 milhões, que será construído na cidade de Ponta Grossa. O projeto consiste na construção de uma Nova Torre em anexo ao Hospital Universitário Regional (HU-UEPG). O anúncio da obra foi realizado na última sexta-feira (5) pelo deputado federal Aliel Machado e pelo reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, em cerimônia realizada na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) com a presença de autoridades da região e direção do HU.
O reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Miguel Sanches Neto, exaltou a conquista e falou sobre a necessidade da estrutura.
“A partir de agora, somando todas as estruturas, seremos o maior polo de saúde do interior do Paraná. Nós tiraremos muitos pacientes das estradas, pessoas que saíam dos seus municípios para buscar atendimentos na Região Metropolitana. Nós estamos conseguindo isso porque houve união entre todas as partes envolvidas. A principal missão é com aqueles que mais precisam”, apontou.
O presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e prefeito de São João do Triunfo, Abimael do Valle, mencionou o impactopositivo que o hospital trará para as outras cidades da região.
“Por meio desta grande estrutura, poderemos garantir um serviço público de qualidade para a população. O período da pandemia gerou uma série de dificuldades e este investimento chega como uma solução para mudar a realidade da saúde regional. Parabenizo o deputado Aliel e a UEPG pela conquista e também agradeço por todo o apoio e comprometimento com a nossa população”, enalteceu.
Apoio aos municípios
A prefeita de Carambeí, Elisangela Pedroso, que estava presente no evento, também falou da importância da obra para a região.
“A construção do hospital é uma notícia importante não só para Ponta Grossa. É um projeto que irá impactar toda a região dos Campos Gerais. Gostaria de enaltecer o trabalho do deputado Aliel, que trabalha incansavelmente pelos municípios. O setor de saúde exige carinho, acolhimento e um serviço de qualidade. Este empreendimento chega para revolucionar o nosso atendimento”, disse.
O prefeito de Ipiranga, Douglas Modesto, falou sobre a realidade das cidades de menor porte.
“Durante a pandemia, vivenciamos a dificuldade por falta de leitos. Vimos pessoas precisando de vagas, porque não existiam leitos disponíveis. A nova torre do HU-UEPG será muito importante para toda a região. Acredito que seja o investimento mais importante da saúde pública regional dos últimos anos. Com essa ampliação, muitas pessoas terão oportunidade de receber um atendimento digno”, avaliou.
Durante o lançamento do novo hospital, a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, destacou a importância do projeto para o desenvolvimento da saúde pública local.
“Nunca se investiu tanto em saúde. Agradeço ao deputado Aliel Machado mais uma vez pelo grande apoio. Aliel é meu opositor político, mas é amigo da cidade. Está trabalhando e fazendo seu trabalho enquanto deputado, articulando e fazendo isso acontecer”, disse ela durante o anúncio.
Reconhecimento da Ministra
A Ministra da Saúde, Nísia Trindade, parabenizou o parlamentar por toda a mobilização em torno do projeto.
“Agradeço todo o empenho do deputado Aliel, que vem desde o ano passado. Quando estive em Ponta Grossa, reunida com todas as lideranças, tive a dimensão da importância de uma nova estrutura. Graças a esse trabalho conjunto, poderemos reduzir o tempo de espera para cirurgias, exames e demais atendimentos. Tenho certeza que a ampliação levará mais qualidade de vida para todos os moradores dos Campos Gerais”, disse ela em vídeo exibido na cerimônia.
Estrutura e Custeio
A nova torre do hospital contará com um total de seis pavimentos, incluindo Pronto Atendimento, total de 239 leitos, Centro Cirúrgico, 60 Unidades de Terapia Intensiva (UTI), 20 UTIs neonatal, Farmácia Geral, Laboratório de Análises Clínicas, área externa de convivência, cobertura com heliponto, entre outros setores. Ao todo, a nova torre terá uma área de 15.460 metros quadrados.
O custo estimado da obra é de R$ 108,2 milhões. Para viabilizar o investimento, o deputado Aliel Machado garantiu cerca de R$ 70 milhões, incluindo valores de emenda e recursos viabilizados junto ao Ministério da Saúde. Haverá valores de contrapartida do Governo do Estado.
De acordo com o informe semanal divulgado pela Secretaria do Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (09), Ponta Grossa ultrapassou a marca de 15 mil casos de dengue, foram registrados 1.225 novos casos nesta última semana.
Em geral, desde o início do período epidemiológico, a cidade soma 15.171 casos e 15 mortes confirmadas por dengue. Ao comparar com o boletim divulgado anteriormente pela Secretaria, foi registrado um aumento de quase 9% de novos casos na cidade.
Já na 3ª Regional de Saúde de PG, 21.106 casos totalizam a infecção pela doença, registrando também, 17 óbitos na região.
Boletim semanal da dengue registra 18.306 novos casos e 15 óbitos no Paraná
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta terça-feira (9) o novo boletim epidemiológico semanal da dengue. O Paraná registrou mais 13.811 notificações, 18.306 novos casos da doença e 15 óbitos. Ao todo, desde o início deste período sazonal, em 30 de julho de 2023, o Estado contabiliza 912.908 notificações, 565.657 casos e 526 mortes em decorrência da doença.
Os 15 novos óbitos ocorreram entre 15 de fevereiro e 4 de junho. São seis homens e nove mulheres com idades entre 37 e 91 anos. As mortes foram registradas em Sulina (1), Foz do Iguaçu (2), Serranópolis do Iguaçu (1), Janiópolis (1), Santa Isabel do Ivaí (1), Arapongas (4), São Pedro do Ivaí (1), Jaguapitã (1), Londrina (1), Cornélio Procópio (1) e Ivaiporã (1).
A Regional de Saúde (RS) de Londrina é a que tem mais casos confirmados em números absolutos, com 74.114 diagnósticos, seguida da 10ª RS de Cascavel, com 65.946, e de Francisco Beltrão, com 60.636.
Com relação aos óbitos, a Regional de Saúde de Londrina registra o maior número, com 95 mortes. Depois vêm a Regional de Cascavel, com 75 mortes, e a de Francisco Beltrão, com 71.
ZIKA E CHIKUNGUNYA – As informações sobre chikungunya e zika, também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, constam no mesmo documento. Neste período houve o registro de 12 novos casos de chikungunya, somando 189 confirmações e 1.906 notificações da doença no Estado. Não há casos confirmados de zika vírus – o boletim soma 143 notificações no Paraná.
Confira o informe semanal AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.