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Moraes vota pela condenação de Bolsonaro e sete aliados na trama golpista

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES.

O ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento da trama golpista nesta terça-feira (9/9). Moraes julgou que mais sete réus do núcleo 1 também devem ser condenados nos termos da acusação da Procuradoria-geral da República (PGR). A sessão foi interrompida por volta das 14h20, após o voto de Moraes, e deve ser retomada às 15h30.

Além de Bolsonaro, Moraes votou pela condenação de: Alexandre Ramagem; Almir Garnier; Anderson Torres; Augusto Heleno; Mauro Cid; Paulo Sérgio Nogueira; e Walter Braga Netto. Em seu voto, o ministro relator classificou Bolsonaro como líder de uma organização criminosa que tentou voto golpe de Estado.

Crimes imputados pela PGR aos réus da trama golpista:
  • Organização criminosa armada.
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
  • Golpe de Estado.
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima (com exceção de Ramagem).
  • Deterioração de patrimônio tombado (com exceção de Ramagem).
  • Os crimes atribuídos a Alexandre Ramagem – deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado – foram suspensos por terem ocorrido após a diplomação, atendendo parcialmente ao pedido da Câmara dos Deputados.

Em mais de cinco horas de explanação do seu voto no julgamento da chamada trama golpista, o relator do caso, ministro Moraes, fez um resumo da ação penal aberta contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados. Ele detalhou, de forma cronológica, inclusive com uso de organogramas, o papel de Bolsonaro, apontado como líder da organização criminosa, e dos réus na tentativa de golpe de Estado.

“Esse julgamento não discute se houve ou não tentativa de golpe, se houve ou não tentativa de abolição ao Estado de Direito. O que se discute é a autoria. Não há nenhuma dúvida nessas todas condenações (anteriores) de que houve tentativa de abolição, que houve tentativa de golpe, que houve organização criminosa”, ressaltou o ministro, o primeiro dos cinco ministros da Primeira Turma do STF a proferir seu voto.

Já no início da tarde, o ministro relator ressaltou em seu voto uma resposta a questionamentos das defesas dos réus: “A tentativa consuma o crime. Todos esses atos executórios, desde junho de 2021, até este momento, e prosseguindo até 8/1 2023, foram atos que consumaram golpe de estado. Não consumaram o golpe, mas não há necessidade de consumar o golpe”.

Confira a matéria completa do Metrópoles

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“Não é uma discussão de esquerda e direita”, Aliel Machado critica “tarifaço” de Trump

Foto: Assessoria de Imprensa.

O deputado federal Aliel Machado (PV-PR) criticou duramente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor a taxação de 50% sobre os produtos brasileiros. O parlamentar afirma que a medida atinge diretamente a geração de empregos e a economia do país, além de representar uma afronta à soberania nacional.

“Não é uma discussão de esquerda e direita. A articulação política que está ocorrendo em favor do tarifaço é crime de lesa-pátria. Pessoas que se acham donas do país estão realizando uma movimentação que está prejudicando a geração de emprego no Brasil. A consequência de tudo isso é muito grave. Isso é não ser patriota”, afirmou Aliel.

Segundo o deputado, a medida agrava ainda mais a relação entre os dois países, que historicamente sempre mantiveram uma boa cooperação. “Nos últimos 15 anos, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos foi positiva para os americanos. A carta enviada por Trump ao Brasil é uma clara tentativa de interferência política no sistema judiciário brasileiro, em um caso que foi extremamente grave para a nossa democracia. Com esse tipo de imposição, não há possibilidade de negociação por parte do Governo Federal”, destacou.

União em defesa do Brasil

Aliel reforçou que este é um momento que exige unidade. “Esse é o momento em que todos nós deveríamos nos unir para defender o Brasil. É o nosso país, não importa o lado político que cada um defenda. Infelizmente, existe um radicalismo gravíssimo, que convence muitas pessoas através do medo e da divulgação de mentiras”, pontuou.

Impactos no Paraná e nos Campos Gerais

De acordo com o deputado, grande parte dos municípios paranaenses estão sendo impactados pela medida norte-americana. Nos Campos Gerais, setores estratégicos da economia regional já estão sentindo os efeitos. “Alguns setores do agro e do setor madeireiro, muito forte em municípios como Jaguariaíva e Telêmaco Borba, já começaram a enfrentar dificuldades. Primeiro foram dadas férias coletivas e agora já estamos em um processo de demissão desses funcionários. É uma situação muito ruim”, explicou Aliel, citando a demissão de 400 funcionários da unidade da BrasPine na região, anunciada na última semana.

Alternativas e soberania nacional

Apesar do cenário adverso, Aliel destacou as ações que o Governo Federal vem adotando para reduzir os impactos do ‘tarifaço’. “O Brasil já está tomando providências, procurando abrir novos mercados, mas é algo que gera impacto significativo. É importante lembrar que essa questão das taxações não ocorreu apenas com o Brasil. Porém, no nosso caso, há um agravante: o saldo da balança comercial e a intenção dos EUA de interferir no nosso poder judiciário. A soberania de um país é algo inegociável”, concluiu.

Assessoria de Imprensa

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Saiba o que pode acontecer no julgamento de Bolsonaro no STF

Foto: Ton Molina/STF.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na terça-feira (9) o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. 

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

Nesta semana, o colegiado vai iniciar a votação que pode condenar Bolsonaro e os outros réus a mais de 30 anos de prisão.

Foram reservadas as sessões dos dias 9,10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento. 

Pesam contra os acusados a suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula. A denúncia também cita o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023

Quem são os réus?
  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Próximos passos

Na terça-feira (9), às 9h, a sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, será passada a palavra ao relator, ministro Alexandre de Moraes, que será o primeiro a votar.

Em sua manifestação, Moraes vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre as questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito. Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação

Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:

  • Flávio Dino;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia;
  • Cristiano Zanin.

A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática após o julgamento e só poderá ser efetivada o após a análise dos recursos contra a condenação.

Recursos

Em caso de condenação com um voto a favor da absolvição, Bolsonaro e os demais réus terão direito a mais um recurso para evitar a prisão, a ser analisado também pela Primeira Turma. A condição pode ser obtida com placar de 4 votos a 1, por exemplo.

Com a publicação do acórdão com o eventual placar desfavorável, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. 

Para conseguir que o caso seja julgado novamente e levado a plenário, os acusados precisam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. 

Agência Brasil

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Deputado Aliel Machado comenta cenário político no Pontagrossauros Podcast desta quinta (4)

O episódio 106 do Pontagrossauros Podcast vai ao ar nesta quinta-feira, 4 de setembro, e recebe como convidado o deputado federal Aliel Machado (PV-PR), de 36 anos, em seu terceiro mandato.

Nascido na Vila Hilgemberg, onde mora até hoje, Aliel começou a trabalhar cedo como engraxate e nas feiras da cidade. Aos 23 anos, tornou-se o presidente mais jovem da Câmara Municipal. Em 2014, recebeu mais de 61 mil votos apenas em Ponta Grossa, tornando-se o deputado federal mais votado da história do município.

No Congresso Nacional, presidiu três comissões permanentes e foi relator do marco regulatório do crédito de carbono. Também recebeu da UEPG o título de doutor honoris causa e, em 2024, foi inclúido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) entre os 100 parlamentares mais influentes do Brasil.

Entre suas principais conquistas estão a viabilização do novo Hospital Universitário da UEPG, o Hospital do Câncer da Santa Casa, em parceria com a Itaipu Binacional, a nova Maternidade da Santa Casa, obras de pavimentação em diversas vilas, o Centro Especializado em Reabilitação da UEPG e investimentos em saúde, esporte e assistência social.

Nesta nova participação no podcast, o deputado vai comentar os principais temas da cena política nacional: o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a trama golpista, a popularidade do governo Lula e os efeitos da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil.

A transmissão ao vivo será às 20h, no YouTube e Facebook do portal Em PG é Assim.

Pontagrossauros: 1 ano valorizando histórias de Ponta Grossa

O Pontagrossauros Podcast completou 1 ano de trajetória no início do mês de junho. Com mais de 160 convidados e 100 episódios gravados, o programa segue dando voz a quem faz parte do cotidiano da cidade. O podcast é transmitido ao vivo no YouTube e Facebook do portal Em PG é Assim, com cortes nas redes sociais como Instagram, TikTok e Kwai, além da versão completa no Spotify. Neste episódio, a apresentação fica por conta de Alex William, Richard Eidam e Jair Marques.

Acompanhe ao vivo:

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O Pontagrossauros também está em busca de novas vozes para os próximos episódios. Interessados podem se inscrever preenchendo o formulário com nome, tema a ser abordado, disponibilidade (terça ou quinta-feira), links das redes sociais ou material de apoio e contato de WhatsApp. Acesse o formulário pelo link.

Vale lembrar que a inscrição não garante a participação automática. Todos os nomes enviados passam por curadoria da equipe do Pontagrossauros, que avalia os temas propostos e entra em contato com os selecionados.

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Senado aprova redução do prazo de inelegibilidade para 8 anos na Lei da Ficha Limpa

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.

Os políticos condenados à inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa (Lei 134/2010) ficam proibidos de disputar eleições por, no máximo, 8 anos a contar da condenação. É o que define o Projeto de Lei Complementar 192/2023 aprovado nesta terça-feira (2) pelo plenário do Senado por 50 votos a 24. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

O projeto antecipa o início da contagem do tempo para o cumprimento da pena e unifica em 8 anos o período de inelegibilidade, com limite de 12 anos em caso de múltiplas condenações, mesmo em processos diferentes, e veda a possibilidade de mais de uma condenação por inelegibilidade no caso de ações ajuizadas por fatos relacionados.

O prazo de 8 anos de pena passará a ser contado a partir:

  • da decisão que decretar a perda do mandato;
  • da eleição na qual ocorreu prática abusiva;
  • da condenação por órgão colegiado; ou
  • da renúncia ao cargo eletivo.

Na prática, os prazos reduzem o tempo de perda dos direitos políticos. 

Atualmente, no caso de delitos eleitorais de menor gravidade ou de improbidade administrativa, a inelegibilidade dura por todo o mandato e por mais 8 anos após o término do mandato no qual o político foi condenado, o que pode se estender por mais de 15 anos.

Para crimes mais graves, segue valendo a regra atual, na qual o prazo de inelegibilidade de 8 anos começa a partir do final do cumprimento da pena. 

Entre esses crimes estão o contra a administração pública, o de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, de tráfico de entorpecentes e drogas afins, de racismo, tortura, terrorismo, crimes contra a vida, contra a dignidade sexual, praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando.

Para o relator do projeto, senador Weverton (PDT-MA), “não é razoável que nós possamos permitir que a inelegibilidade seja ad eternum”, mas a manutenção da regra para crimes graves ajuda a preservar “o espírito principal da Lei da Ficha Limpa”. 

De autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-deputado Eduardo Cunha, cassado em 2016, o texto ainda define que as mudanças devem valer para casos de inelegibilidades já definidos, e não apenas para as próximas condenações.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apoiou o projeto. 

“Eu faço questão dessa modernização, dessa atualização da legislação da Lei da Ficha Limpa para dar o espírito do legislador quando da votação da lei. A inelegibilidade não pode ser eterna! Está no texto da lei: 8 anos. Não pode ser nove nem vinte”, defendeu.

Os parlamentares contrários ao projeto entendem que seria um enfraquecimento da legislação. 

“O espírito da Lei da Ficha Limpa é que quem foi punido com inelegibilidade fique por duas eleições fora do pleito. Com esta lei que nós estamos aprovando agora, ninguém, por crime eleitoral, ficará mais por duas eleições fora do pleito, porque está sendo estendida, para a data da diplomação, a aferição dos 8 anos do cumprimento da pena, o que eu entendo que é uma anomalia”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Agência Brasil

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Lula defende que Congresso discuta cassação de Eduardo Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (26) que o Congresso Nacional comece a discutir a cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Desde então, tem atuado junto às autoridades norte-americanas para a aplicação de sanções ao Brasil.

Para Lula, o comportamento do deputado é, “possivelmente, uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”.

“Não existe nada que possa ser mais grave do que uma família inteira ter um filho custeado pela família, um cidadão que já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados, insuflando com mentiras e com hipocrisias, um outro Estado contra o Estado nacional do Brasil”, disse.

Na semana passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro e Eduardo foram indiciados pela Polícia Federal pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

As sobretaxas impostas ao Brasil fazem parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas de parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, em 6 de agosto, Trump aplicou uma tarifa adicional de 40% ao Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

Agência Brasil

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Notícias Política Ponta Grossa

Publicitário Marcelo Cattani é finalista do Prêmio Camp da Democracia

Foto: Assessoria de Comunicação.

O jornalista e publicitário Marcelo Cattani é um dos finalistas do 4º Prêmio Camp da Democracia – uma das principais premiações no cenário político do país. Cattani é finalista na categoria Melhor Campanha para Prefeito, com os materiais produzidos para a reeleição de Elizabeth Schmidt, em Ponta Grossa, no ano passado.

Na etapa final do prêmio, a proposta criada pelo publicitário paranaense concorre com os cases de reeleição de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e de Ricardo Nunes, em São Paulo, entre outros. “Estratégia ousada garantiu o sucesso da vovó Betinha. Concorrer a um prêmio nacional, entre as melhores campanhas do eixo Rio- São Paulo, com grandes profissionais e estruturas, já é uma vitória”, destacou Cattani.

Reeleição da vovó. Contra tudo e contra todos

A estratégia que levou Marcelo Cattani à etapa final do Prêmio Camp da Democracia nasceu da ideia de usar a palavra VERDADE nas peças de campanha. A prefeita Elizabeth Schmidt mostrava os fatos e o que ela realmente fez pela cidade, em contraposição ao que alegavam os adversários.

Além disso, a equipe do publicitário trabalhou para revitalizar a imagem da prefeita, que administrou Ponta Grossa durante a pandemia de Covid-19 e, portanto, carregava o desgaste natural daquele período. Os materiais também combatiam ataques preconceituosos, que começavam pelo gênero e terminavam na idade da candidata de 73 anos. A campanha mostrou uma mulher experiente, determinada, que já tinha transformado a cidade nos últimos anos e estava pronta para fazer mais.

Com essas táticas, Cattani conseguiu reeleger a prefeita que havia começado a corrida eleitoral 20 pontos atrás do primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto. O candidato apoiado pelo governador Ratinho Jr e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ficou em terceiro lugar na disputa. E o político apoiado pelo presidente Lula, em quarto. Elizabeth Schmidt foi reeleita com 53,72% dos votos válidos e se consolidou como força política do estado.

O Prêmio

O Prêmio Camp da Democracia foi criado para reconhecer campanhas e valorizar profissionais que usam criatividade e técnica em trabalhos que tragam impactos na consolidação da democracia.

Criada em 2019, a premiação ocorre a cada dois anos. Nessa quarta edição, que avalia campanhas das eleições municipais de 2024, foram quase 600 cases inscritos. A cerimônia de premiação será dia 25 de agosto, em São Paulo.

Quem é Marcelo Cattani?

Marcelo Cattani é jornalista e publicitário. Tem 35 anos de atuação no mercado de campanhas e estratégias eleitorais. Foi secretário de estado da Comunicação do Paraná entre 2011 e 2015. Liderou campanhas vitoriosas de Beto Richa, Rafael Greca, Sérgio Moro, Alexandre Curi e, em 2024, coordenou 10 campanhas no Paraná – entre elas, a de Elizabeth Schmidt, em Ponta Grossa, finalista do Prêmio Camp, e a de Cristina Graeml, em Curitiba.

Assessoria de Imprensa

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Causa Social Notícias Política Ponta Grossa

Câmara de Ponta Grossa aprova projeto de criação de moradias com participação das próprias comunidades

A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) aprovou nesta segunda-feira (18), com 15 votos favoráveis, o Projeto de Lei nº 205/2025, de autoria do presidente do Legislativo, vereador Julio Kuller (MDB). A medida prevê a produção social de moradias por autogestão, permitindo que as próprias comunidades participem do planejamento e da execução das obras, com o objetivo de garantir o direito à moradia digna.

Segundo o autor do projeto, a produção social de moradia por autogestão é um processo coletivo e solidário, no qual as famílias organizadas em cooperativas ou associações participam ativamente da construção ou reforma de suas casas, contando com apoio de equipes técnicas especializadas.

A proposta busca enfrentar o déficit habitacional da cidade oferecendo uma alternativa mais justa, econômica e acessível. Além disso, pretende fortalecer o associativismo e o cooperativismo habitacionais, estimular o financiamento de projetos e obras, e fomentar a implementação de cidades inteligentes.

Durante a discussão, o vereador Ricardo Zampieri (PL) expressou ressalvas sobre a transparência na execução do projeto. “O principal ponto é que nós observamos algumas obras que, pelo fato desses recursos serem repassados para as cooperativas, esses sistemas de organização interna, ele tem problemas com obras inacabadas, tem problemas com a gestão de recursos, como em qualquer situação do poder público, ele está aberto a esse risco”, explicou antes de se abster na votação.

A medida foi aprovada em primeiro turno e será novamente votada na sessão de quarta-feira (20). Se aprovada, seguirá para avaliação do Poder Executivo, que terá 15 dias para sancionar ou vetar o texto.

Assessoria de Imprensa

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Notícias Política

Moraes diz que não vai recuar em ações sobre trama golpista em entrevista ao Washington Post

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, relator das ações sobre uma trama golpista que teria tentado manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, disse “não haver a menor possibilidade de recuar nem mesmo um milímetro” na tramitação do caso. 

A declaração foi dada em rara entrevista sobre o caso concedida aos correspondentes internacionais Marina Dias e Terrence McCoy, autores de um perfil do ministro publicado nesta segunda-feira (18) pelo jornal norte-americano The Washington Post. 

“Vamos fazer o que é certo: vamos receber a denúncia, analisar as evidências, e quem tiver de ser condenado vai ser condenado, e quem tiver de ser absolvido vai ser absolvido”, afirmou Moraes, segundo a entrevista publicada em inglês. 

O jornal descreve Moraes como alguém acostumado a grandes embates com os poderosos, nos quais assume com postura pessoal a máxima “nunca desista, sempre avance”. 

Em outro trecho, o ministro afirma “com tranquilidade” que “não há chance de recuarmos do que devemos fazer”, referindo-se aos ministros do Supremo. Segundo Moraes, o Brasil foi infectado por uma doença “autoritária” e faz parte do seu trabalho “aplicar a vacina”. 

Para produzir o perfil, os repórteres entrevistaram 12 pessoas próximas a Moraes, entre amigos e colegas, a maior parte de forma anônima. 

Entre os interlocutores ouvidos, segundo o jornal, a maioria avalia que as decisões rígidas de Moraes ajudaram a preservar a democracia brasileira num momento de avanço global do autoritarismo. Outros, porém, consideram que o ministro se excede e prejudica a legitimidade do Supremo. 

No geral, ele é descrito como alguém de postura agressiva e propenso a demonstrações de poder efetivo. 

O artigo afirma ainda que Moraes ganhou uma fama global peculiar de “xerife da democracia”, devido à repercussão de seus “abrangentes despachos” em países cada vez mais polarizados sobre temas como liberdade de expressão, tecnologia e poder estatal. 

Entre as medidas citadas pelo jornal como exemplos do modo de agir do ministro está a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, ordenada no início do mês. 

Confira a matéria completa da Agência Brasil

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Presidente da Câmara pede cassação de Eduardo Bolsonaro ao Conselho de Ética

Foto: Saul Loeb/AFP.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviou ao Conselho de Ética, nesta sexta-feira (15), 20 pedidos para abertura de processos por quebra de decoro parlamentar contra 11 deputados, incluindo quatro representações que solicitam a cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

No mesmo despacho, Motta enviou representações contra outros 10 deputados por quebra de decoro parlamentar: André Janones (Avante-MG); Gustavo Gayer (PL-GO); Lindbergh Farias (PT-RJ); Gilvan da Federal (PL-ES); delegado Éder Mauro (PL-PA); Guilherme Boulos (PSOL-SP); José Medeiros (PL-MT); Sargento Fahur (PSD-PR); Kim Kataguiri (União-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG).

Eduardo Bolsonaro

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo é investigado por obstrução à Justiça e coação no curso de processo judicial no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar se licenciou do cargo e foi para os Estados Unidos, de onde passou a defender sanções contra a economia brasileira e autoridades do país.

O filho do ex-presidente é denunciado por atentar contra a soberania do país ao articular “sanções ao Brasil”, em três representações do PT e uma do PSOL.

“O representado, em total dissintonia com a realidade, atentando contra os interesses nacionais, patrocina, em Estado estrangeiro, retaliações contra o seu próprio país e também contra um dos integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz a representação do PT. 

O PT sustenta que as ações do parlamentar são articuladas para “coagir, intimidar ou retaliar membros do Poder Judiciário brasileiro, em especial o relator da ação penal contra Jair Bolsonaro e do inquérito da tentativa de golpe de Estado em curso no STF”.

Eduardo Bolsonaro, no entanto, alega que é “perseguido político”. Ele afirma que a taxação comercial imposta pelos Estados Unidos contra a economia do Brasil só será revista com “anistia geral e irrestrita” a todos os condenados pela tentativa de golpe de Estado para anular as eleições presidenciais de 2022.

Motim

A pauta da anistia foi uma das reivindicações da oposição durante o motim de parlamentares na primeira semana de agosto, quando deputados impediram os trabalhos legislativos.

Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que não irá ceder à chantagem de pautar o projeto enquanto não houver maioria do colégio de líderes para votar o tema.

Segundo Motta, não é razoável anistiar pessoas que planejaram matar pessoas. 

“Não há ambiente na Casa para uma anistia ampla, geral e irrestrita”, afirmou.

O pai de Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de liderar uma tentativa de golpe de Estado ao pressionar comandantes militares para anular a eleição presidencial de 2022. 

Nas investigações, a Polícia Federal (PF) encontrou planos para matar e prender autoridades do país. Os acusados negam e o STF marcou o julgamento contra o ex-presidente para o dia 2 de setembro.

Agência Brasil

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