Categorias
Cultura Notícias Ponta Grossa

Prefeitura entrega 1.225 computadores para mais 35 Laboratórios de Aprendizagem Criativa

Foto: PMPG/Reprodução

A Prefeitura de Ponta Grossa está entregando mais 1.225 novos notebooks para equipar os 35 novos Laboratórios de Aprendizagem Criativa (LACs) criados em 2024 nas escolas municipais, para uso dos alunos da Rede Municipal de Ensino. Os investimentos nos computadores de professores e alunos e equipamentos auxiliares de recarga são de R$ 4 milhões.

Os LACs oferecem atividades diferenciadas e proposta inovadora, sendo hoje o atual programa vencedor do Prêmio Gestor do Paraná na categoria Educação. Enquanto acontece a implementação física dos novos laboratórios, os professores já estão recebendo a formação profissional, realizada em parceria da Secretaria Municipal de Educação com o SESI, em projeto pedagógico exclusivo.

Iniciado com 15 salas de aula transformadas em laboratórios em 2023, o programa de educação disruptiva representado pelo LAC chegou a outras 35 escolas em 2024, totalizando 50 Laboratórios de Aprendizagem Criativa. Devido a seus resultados positivos, o projeto está em expansão e os recursos também já estão garantidos para as próximas 38 escolas. Assim, todas as 88 escolas municipais de Ponta Grossa terão seus novos Laboratórios até 2025.

Segundo a prefeita Elizabeth Schmidt, o programa oferece resultados positivos muito rapidamente para as escolas, com a melhoria do aprendizado em todas as matérias.

“O conceito criado pelo nosso time de educadores e aplicado nos laboratórios é inovador em toda a sua metodologia de trabalho. É uma proposta em que acreditamos no potencial de nossos professores e alunos, criamos a nossa própria inovação, e não compramos a inovação empacotada de outros. As crianças amam e os resultados são transformadores, melhorando as escolas como um todo”, relata a prefeita.

A secretária de Educação, professora Simone Pereira Neves, conta que o programa já se solidificou como proposta de alto nível nas escolas municipais.

“O primeiro ano de implementação dos Laboratórios trouxe excelentes resultados para a aprendizagem dos nossos alunos, com o desenvolvimento de projetos, postura proativa na solução de problemas pelos alunos e reflexos em todas as áreas. Neste ano, expandimos para 50 unidades e os professores já recebem a formação, de maneira antecipada, para que já possam utilizar todo o potencial dos LACs para as suas aulas”, comenta Simone.

O que são os LACs

Os LACs são espaços diferenciados dentro das escolas, diferentes de uma sala de aula convencional. Eles foram criados para o desenvolvimento da criatividade e para o despertar para o mundo tecnológico em professores e estudantes. Neles, as crianças têm a oportunidade de utilizar recursos da robótica educacional sustentável, computadores com tela touch conectados, equipamentos elétricos, materiais reutilizáveis, internet e língua estrangeira. A proposta metodológica do LAC busca o protagonismo infantil, com mediação do professor, tendo em vista a construção do conhecimento em uma sala de aula invertida. O projeto faz parte do programa Vale dos Trilhos, no eixo Educação e Empreendedorismo, e compõe o Programa Sinapses Criativas, que reúne as ações inovadoras na área da Educação em Ponta Grossa.

Com informações da PMPG

Categorias
Cultura Entretenimento Notícias Ponta Grossa

CPM 22 abre o Projeto Sexta às Seis amanhã (28)

CPM 22 é atração da abertura do Projeto Sexta às Seis 2024 | Foto: Reprodução

Começa amanhã (dia 28) a temporada 2024 do Sexta às Seis. A partir das 20 horas, o CPM 22, banda convidada para a abertura, sobe ao Palco do Parque Ambiental para levar, gratuitamente, muito rock para o público da cidade e da região. Antes, a partir das 19 horas, os ponta-grossenses do Jamp abrem a noite de atrações. A promoção do Projeto é da Prefeitura de Ponta Grossa, através da Secretaria Municipal de Cultura.

A expectativa é que um grande público compareça ao Parque Ambiental. A confirmação do CPM 22 foi recebida com entusiasmo pelos fãs, o que promete atrair muita gente para o início do Sexta às Seis que normalmente já é um dos eventos promovidos pela Secretaria Municipal de Cultura mais esperados pela comunidade. O secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal, destaca ainda que o Projeto é sempre muito aguardado também pelos músicos locais.

“O Sexta às Seis é uma vitrine, um espaço para as bandas locais se apresentarem a um grande público, mostrarem suas produções e produzirem seus portfólios”, enfatiza.

Os paulistas do CPM 22 estão na estrada desde meados de 1995, quando o grupo foi formado na cidade de Barueri-SP. Nesse período, coleciona sucessos como ‘Um minuto para o fim do mundo’, ‘Dono da verdade’ e ‘Dias atrás’. 

O JAMP é uma das atrações da primeira noite to Sexta às Seis deste ano

Os ponta-grossenses do Jamp surgiram em 2007. A banda reúne diversas influências musicais, como pop rock, rock, reggae e rap em seu repertório. Hoje é bastante conhecida no Paraná e Santa Catarina, com apresentações já realizadas em pubs, casas noturnas e outros eventos, ganhando destaque e abrindo shows de grupos como Capital Inicial, O Rappa, Ira!, Blindagem, entre outros.

Categorias
Cultura Entretenimento Notícias Ponta Grossa

Observatório Astronômico da UEPG terá palestra sobre cinema e buracos negros com observação de telescópios

Foto: Jéssica Natal | Reprodução

Até que ponto os filmes de ficção científica estão corretos quando retratam buracos negros e buracos de minhoca? Esta é a questão que o Observatório Astronômico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) vai abordar na próxima quinta-feira (27), às 19h. A palestra será com Thiago Gilberto do Prado e pretende discutir sobre cenas icônicas do cinema mundial e oferecer explicações com embasamento científico. Após o evento, se as condições climáticas forem favoráveis, os participantes poderão fazer observação do céu com telescópios.

A “Noite com as Estrelas” é aberta ao público e gratuita, sem necessidade de agendamento. O palestrante da noite é egresso do curso de Bacharelado em Física da UEPG, mestre e doutor em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Atualmente, ele é professor associado da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Ponta Grossa, com experiência em Teoria Geral da Relatividade e Gravitação e sistemas dinâmicos.

Categorias
Cultura Notícias Ponta Grossa

Ministra da Cultura Margareth Menezes assina acordo de cooperação com a UEPG

Fotos: Jéssica Natal/Reprodução

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) recebeu a Ministra da Cultura Margareth Menezes para assinar um acordo de cooperação técnica na capacitação de gestores públicos em políticas culturais, em todo território nacional. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa realizada na Sala dos Conselhos, no Campus Uvaranas. O convênio busca viabilizar a execução de atividades de extensão relacionadas a estratégias de inovação para comunicação do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), a ser executado virtualmente.

O projeto será executado pelo Núcleo de Tecnologia e Educação Aberta e a Distância (Nutead), conforme especificações estabelecidas no plano de trabalho. Um dos planejamentos é, juntamente da Escola Solano Trindade de Formação e Qualificação Artística, Técnica e Cultural (Escult), contribuir para a oferta de cursos livres, formação inicial e continuada e pós-graduação em nível de especialização, no campo das políticas culturais.

Para o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, a UEPG nasceu do desejo do povo de ter uma Universidade.

“Nascemos do povo e existimos para a comunidade. Não faz sentido uma Universidade que não se preocupe com aqueles que, infelizmente, nunca chegarão a ela. É com esse princípio de universalizar o conhecimento, a cidadania, que nós temos tentado fazer a diferença nesta Universidade”, ressalta o reitor. “O conceito da universidade pública é: aquela que se coloca a serviço da população”, reforça.

A Ministra da Cultura, Margareth Menezes, declara que as políticas públicas de fomento vindas do Ministério da Cultura visam “fortalecer o povo brasileiro, a economia criativa das indústrias culturais do Brasil”. Ela enfatiza que as universidades são as maiores parceiras do Governo Federal neste momento de retomada da presença do MinC em diversas cidades do país: “isso não é só representatividade, é vida humana, oportunidade para quem nunca teve”. 

O deputado federal Aliel Machado, responsável por intermediar a parceria entre o Ministério da Cultura e a UEPG, ressalta que acompanhou de perto a retomada das atividades do MinC.

“Estou muito feliz pela nossa cidade estar recebendo o que merece”, celebra. O deputado reconhece a grande parcela de responsabilidade que a UEPG assume, neste momento. “Nós estamos fazendo com que os sonhos das pessoas se concretizem”, finaliza. 

O coordenador de Ensino Superior da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para Cultura e Museus, Renê Wagner Ramos, reforça que este é um momento chave para a cultura em Ponta Grossa e para a região dos Campos Gerais.

“É muito importante o investimento que uma Universidade faz em prol da cultura porque isso representa segmentar, valorizar e patrocinar a cultura em todos os aspectos. E quando envolvemos universidade, envolvemos pesquisa, ensino, extensão, e isso significa que vai fortalecer a corrente de todos que trabalham na cultura, vai ter mais dinamismo”. 

Com informações da UEPG

Categorias
Cultura Notícias Ponta Grossa

Ministra Margareth Menezes participa do 3º Encontro de Cultura do Interior do Paraná

Foto: Prefeitura Municipal de Ponta Grossa/Reprodução

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou hoje (dia 21) do 3º Encontro de Cultura do Interior do Paraná, que está sendo realizado em Ponta Grossa. A programação aconteceu no Cine-Teatro Ópera, que contou com a presença de grande público, da prefeita Elizabeth Schmidt e demais autoridades na cerimônia. Na oportunidade, a ministra destacou a alegria de estar na cidade e a importância do setor cultural para a sociedade como um todo. 

O secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal, destacou a relevância da presença da ministra no evento:

“Esta é a primeira vez que a gente recebe uma ministra da Cultura em Ponta Grossa. Estamos muito felizes porque isso marca o respeito aos gestores e gestoras da cultura que vieram de todo Paraná para o Encontro e estão todos unidos para fortalecer o trabalho da gestão pública de cultura e as políticas públicas de cultura”. O secretário disse ainda que é importante para o setor “ser visto e reconhecido, sabendo que cultura é sim um instrumento de transformação da cidade e da vida das pessoas”. 

O objetivo do Encontro, de acordo com a organização, é unir esforços em prol do fortalecimento cultural e artístico, principalmente dos pequenos municípios do Paraná, através do intercâmbio de informações. Busca, ainda, o fortalecimento das políticas públicas de cultura.

Para isso, durante os três dias, os gestores discutem e aprimoram conhecimentos e práticas na gestão, além de trocar informações sobre o que cada um vem fazendo em seus municípios e regiões. A realização é da Rede de Cultura do Interior do Paraná (RECIP), AMCG Cultura e Prefeitura de Ponta Grossa, através da Secretaria Municipal de Cultura. O evento conta ainda com apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e Ministério da Cultura. 

PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO

O sábado terá uma intensa programação, dentro do 3º Encontro de Cultura do Interior do Paraná. A partir das 9 horas, será realizada uma palestra sobre a gestão de unidades culturais com a equipe da Secretaria de Cultura de Ponta Grossa.

Logo depois, haverá uma visita guiada pelas instalações do Complexo Jovanni Masini. Durante todo o dia, a música tomará conta do evento, com a Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa se apresentando às 10 horas, com o concerto “Grandes Aberturas”; Coro Cidade de Ponta Grossa, às 13h30, com “Sonho Vívido”; Fascínios às Brasilidades – com alunos de canto do Conservatório Maestro Paulino, às 14h30; Conserva’s Big Band apresenta “All That Jazz”, às 15h30 e às 16h30 inicia o encontro de Bandas e Fanfarras dos Campos Gerais.

Além da programação no Complexo Cultural, na Concha Acústica, haverá oficina de artesanato em palha, um patrimônio cultural de Ponta Grossa, das 10h ao meio-dia; a galeria do Ponto Azul estará aberta com a exposição “Revivências”, de Zunir Andrade, durante todo o dia e o Cine-Teatro Ópera oferecerá visita guiada com análise técnica do teatro, das 14h às 16horas.

Com informações da Prefeitura

Categorias
Cultura Entretenimento Notícias Ponta Grossa

Museu Campos Gerais reabre prédio histórico depois de duas décadas

Texto por Jéssica Natal e Fotos por Aline Jasper, Jéssica Natal e Domitila Gonzalez, cedidos pela UEPG

Na noite desta quinta-feira (20), quem passou pela Rua Engenheiro Schamber via as luzes acesas e as portas abertas. Pelas frestas das janelas, já se viam os sorrisos e os olhares atentos. Todo o cenário foi montado por um motivo: o prédio histórico do Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCG-UEPG) voltou. Depois de mais de duas décadas sem atividades, o local se reencontrou com a comunidade e apresentou três exposições simultâneas.

Ao subir os primeiros degraus da escada de mármore e ir para o lado esquerdo, podem ser vistas as salas da “Aula de Anatomia”, exposição em parceria com o Museu de Ciências Forenses. Do outro lado, está “Meu Coração de Polaco Voltou”, que resgata as raízes de Paulo Leminski. Basta subir um pouco mais as escadas de madeira, seguir para o lado direito e conferir as peças de “Albary, o Prefeito”.

No peito, o sentimento é de missão cumprida. “Este é um momento importante para a UEPG, porque devolvemos o prédio para a comunidade. Mais do que uma abertura, este momento simboliza o retorno de um espaço que faz parte da história moderna”, destaca o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto.

Em fevereiro, a instituição realizou a entrega do restauro – a noite de ontem marcou o reencontro com o público. “Aqui é um espaço de cultura, mas também de ensino e pesquisa, em um prédio icônico, que precisava ser devolvido para a comunidade, e é por isso que a universidade pública tem um papel importante para a desenvolvimento da cultura e ciência das comunidades”.

Que momento. Não deu pra esconder a alegria e gratidão por finalmente ver tudo pronto no olhar do diretor do MCG, Niltonci Batista Chaves.

“A nossa equipe está extremamente feliz de poder retomar os trabalhos no prédio”. Há uma importância histórica e cultural sobre tudo o que constitui o espaço. “Por toda essa afetividade que existe da nossa população com o prédio do antigo fórum, a equipe está absolutamente integrada ao processo, muito feliz e com uma expectativa grande de poder voltar a receber as pessoas aqui”, completa.

O público pode conhecer as mostras e conferir toda a beleza de um Museu totalmente restaurado e, em breve, a expectativa é que todas as salas sejam ocupadas com exposições.

Toda a atmosfera de cultura impactou também o coordenador de Ensino Superior da Superintendência Geral de Ciências, Tecnologia e Ensino superior (Seti) para Cultura e Museus, Renê Wagner Ramos. Emocionado em seu discurso, ele ressaltou a importância de existência de museus para as pessoas.

“Um museu, antes de tudo, significa a visão que uma sociedade tem do seu futuro. Quem não investe em museu e na compreensão do seu passado, não tem futuro”. Ciência é um direito e, segundo o Renê, a defesa dela garante a liberdade de que todos tenham acesso a ela. “É uma alegria estar na abertura do Museu, é uma sensação especial sentir aqui toda a emoção das pessoas”, salienta.

Gratidão

No meio do público, tinha um olhar que viu tudo começar. Maria Aparecida Gonçalves mal podia acreditar que estava presenciando o recomeço do espaço que ela viu nascer. A professora aposentada do Departamento de História foi a primeira diretora do Museu, nos anos 80. “Quando viemos pra cá, praticamente era eu e a escada por aqui”, relembra. Hoje, ambas permanecem em pé, para uma nova história. A primeira exposição foi feita de fotos da cidade, que a equipe solicitou para a comunidade. “Fomos pedindo fotografias e objetos das pessoas, para remontar o centenário de Ponta Grossa. Lembro de ver a confecção do primeiro mobiliário e, aos poucos, fomos montando a primeira exposição, ainda mais modesta”. 

Sentada no meio da plateia, ela recebeu um agradecimento especial de Niltonci, por ter guiado ele e a muitos profissionais de História pelo caminho da arte. Ver o resultado de um local reformado, pronto para contribuir para a trajetória cultural de uma região é um privilégio, segundo ela. “É uma emoção muito grande ver o progresso de todos que vieram depois de mim. Me sinto tão feliz de estar aqui e saber que pude contribuir, vendo toda essa mudança tão maravilhosa que foi realizada aqui”. Maria recorda das vezes que chamava escolas para visitas em grupo no Museu e em como todos se acomodavam na sala do júri para ouvir as palestras. “Foi tempo muito agradável, repleto de emoções, tínhamos algumas dificuldades em conseguir as coisas naquela época, mas vejo que hoje existe um trabalho maior pelo espaço. Graças a Deus estou viva para ver o trabalho frutificar”, finaliza.

Como foram pensadas as exposições

As salas foram selecionadas conforme o tamanho das disposições, para evidenciar o conjunto específico de objetos e informações. É o que explica o diretor de acervos e pesquisa, professor Robson Laverdi.

“Nós procuramos olhar o tamanho das salas, mas também observar as possíveis reações do público nos diferentes espaços, por conta de iluminação e dos artefatos que fazem o suporte dos materiais expostos”. 

Ao receber três exposições, cada uma com suas peculiaridades e características próprias, a equipe encarou o desafio de suprir todas as exigências das mostras.

“Cada um aqui no museu tem uma habilidade ou desenvolve uma função, que nesses momentos de preparação de uma exposição sempre são utilizados na sua máxima atenção. A equipe toda está preparada e ansiosa para que o público possa opinar sobre o próprio prédio novo e tudo que está sendo apresentado”, complementa o professor.

Dentre as três, uma delas é inédita fora da capital. A exposição “Aula de Anatomia” trará corpos mumificados, órgãos humanos e objetos de autópsia pertencentes ao Museu de Ciências Forenses. É a primeira vez que o acervo sai de Curitiba e fica alocado em outro Museu, com o objetivo de gerar uma narrativa própria para ações educativas. O acervo conta com peças que existem desde 1910, quando então era conhecido como Museu do Crime, constituído por objetos relacionados a delitos.

E nada de foto lá dentro. Por se tratar de conteúdo sensível, as pessoas que entrarem devem estar cientes de que o Museu do Crime retratou a violência e as deficiências do corpo humano. Somente maiores de 12 anos (menores de idade acompanhados pelos responsáveis) poderão entrar nessas salas. Como conta o diretor de Ação Educativa do MCG, professor Ilton Cesar Martins, que intermediou a vinda da exposição ao MCG, o “Aula de Anatomia” contará com instrumentos e equipamentos utilizados desde o início das atividades periciais no Paraná.

“Além de livros, documentos e arquivos fotográficos, de ossos e outras peças anatômicas consideradas interessantes para o estudo da medicina legal, o público verá que o conhecimento do corpo humano é essencial para a prática forense”. 

Residente em Ponta Grossa há pouco mais de três anos, Ilton não esconde o orgulho e a ansiedade em participar da reabertura do Museu.

“A entrega de um aparelho cultural, simbolicamente e afetivamente tão importante para a população da cidade, é muito importante. Espero que todos usufruam sempre que puderem e quiserem do MCG, um espaço público, gratuito, democrático e acessível”, completa.

A parceria entre os Museus acontece desde 2023, por meio da exposição “V ou F: venha ser um cientista forense”, que estava anteriormente no MCG. Fabíola Schützenberger Machado, diretora do Museu de Ciências Forenses, explica que o material exposto é delicado e exige bastante cuidado no manejo.

“É muito importante pra gente que outras pessoas possam conhecer esse acervo. Nós temos sedes da Polícia Científica em 20 cidades do Paraná, mas o Museu nós só temos em uma, então levar o trabalho da perícia para outros lugares é bem significativo”. O desejo para que esta parceria não seja a última é o imperativo na fala de Fabíola. “Esse apoio da Universidade é muito importante para o Museu. Sem essa rede é difícil desenvolver as atividades, de pensar em novas ideias e em novas pesquisas, e junto da UEPG ficamos mais fortes”.

O coração voltou 

Neto de colonos poloneses por parte de pai, Paulo Leminski tem obras carregadas de referências à cultura polonesa. E são estas raízes que estão à mostra no “Meu Coração de Polaco Voltou”. Quem passar pelas salas verá uma série de documentos originais, livros, painéis com reprodução de textos, fac-símiles e fotos do acervo particular de Leminski, com curadoria de Aurea Leminski e Estrela Ruiz Leminski. A brasilidade do poeta e escritor não o impediu de assumir com orgulho o seu coração polaco, como afirma Aurea. “Este projeto garante a difusão da obra do artista, das tradições polonesas, além de reforçar a importância do legado do autor e sua relação orgânica com a comunidade brasileira”. A mostra nasceu em 2015, em Curitiba, e já passou por Porto Alegre, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Palmeira e por diversas cidades da Polônia, como Varsóvia e Poznan. 

A parceria com o MCG é de longa data. Desde que a exposição “Múltiplo Leminski” esteve no Museu em 2021, as equipes já estavam discutindo a possibilidade de fazer novas exposições sobre Leminski. “Com a conclusão do restauro do prédio histórico, vimos uma excelente oportunidade de incluir a exposição na programação de abertura. Estamos muito felizes em compartilhar com os visitantes de Ponta Grossa outros aspectos da vida e obra de Paulo Leminski, especialmente neste ano em que celebramos os 80 anos de seu nascimento”, ressalta Aurea, que celebra o momento especial da reabertura para a cidade, Museu e UEPG.

“Estamos muito orgulhosas de que a nossa exposição faça parte deste momento histórico para a cidade, com a abertura da nova sede do Museu Campos Gerais. Estamos testemunhando um marco na profissionalização da instituição, que agora conta com um espaço expositivo de excelência”, finaliza.

Quem fez questão de comparecer à abertura da exposição foi a cônsul-geral da República da Polônia em Curitiba, Marta Olkowska. Marta esteve na Reitoria da UEPG na parte da manhã, onde, recebida pelo reitor Miguel Sanches Neto, pelo chefe de gabinete Rauli Gross e pela professora Vera Lucia Martiniak, pôde se familiarizar com a história do MCG e o processo de restauro, concluído em janeiro de 2024. Impressionada com a estrutura da UEPG, a cônsul parabeniza a Universidade pelas ações desenvolvidas.

“Tudo isso é muito interessante, não passava na minha cabeça que vocês eram tão envolvidos na comunidade. É uma surpresa, quando eu cheguei aqui, eu pensei uma coisa, e é muito bom saber que vocês estão nessa vanguarda, é bom ouvir essa vontade de vocês de estar à frente”, declara.

Ex-prefeito 

Albary Guimarães foi um dos gestores mais importantes que a cidade já teve. Esta é a perspectiva que a exposição “Albary, o Prefeito” procura mostrar. “Há quase 100 anos, ele promoveu um saneamento financeiro na cidade e pagou todas as dívidas, isso os dados nos provam”, afirma Niltonci, também curador da mostra. Guimarães foi prefeito de Ponta Grossa entre 1934 e 1944. A trajetória desta década estará presente com objetos, roupas, livros e documentos, do acervo do próprio Museu e da família do ex-prefeito. Participaram da organzação desta exposição Edson Armando Silva, Carmencita de Holleben Mello Ditzel e Rosângela Wosziack Zulian.

“No nosso entendimento, a grande importância do Albary foi pensar a cidade para o futuro, pois ele promoveu uma grande reforma urbana em Ponta Grossa”, explica Niltonci.

Foi Albary quem planejou o desenvolvimento da cidade nas décadas seguintes, tornando o município relevante no cenário paranaense. Juntamente com a trajetória política e memórias familiares, a exposição também mostra a relação de Albary com outras duas figuras fundamentais: Manoel Ribas; que era um interventor do estado, cargo similar ao Governador; e Getúlio Vargas, Presidente da República.

“Então a exposição explora essa relação dos três líderes públicos, porque eles ocuparam o poder no mesmo período nas décadas de 30 e 40”. Em breve, mais exposições virão para integrar as que estão em mostra. “No próximo mês nós devemos entrar com a comemoração do Centenário do Poty Lazzarotto, que vem do Museu Oscar Niemeyer”, informa.

A equipe do MON estará nesta sexta-feira (21), para uma visita técnica ao MCG e acertar os detalhes.

Histórico

A primeira vez que o prédio histórico abriu as portas foi em 04 de janeiro de 1928, como símbolo do Poder Judiciário. Foi a data da inauguração do Fórum da Comarca de Ponta Grossa, primeiro do interior do Paraná. Por ser um espaço de grandes proporções, juntamente funcionavam a Coletoria Estadual, a Delegacia de Polícia, tabelionatos, Cartórios do Crime e de Registro Civil e o atendimento jurídico gratuito ofertado pelo curso de Direito da UEPG. Depois de 55 anos, o prédio passou a ser do Museu Campos Gerais, em 28 de março de 1983, com transferência do Fórum para uma nova sede, em Oficinas. Por conta de danos estruturais, o Museu foi interditado em 2003 e transferido para outro prédio, na mesma quadra, esquina  as ruas Engenheiro Schamber e XV de Novembro. Enquanto pró-reitor de Extensão e Assuntos Culturais, o professor Miguel Sanches Neto, em 2008, entrou com uma licitação para restauro do edifício. Em 2010, a UEPG captou R$1 mi via Lei Rouanet, valor utilizado para reforma nos pontos mais emergenciais da estrutura: forro, vigamento e telhado, bem como a pintura externa e interna do pavimento térreo. Na época, o restauro não foi possível, mas foram realizados reparos que mantiveram a estrutura até 2021. Foi em 2022 em que a obra que deu nova vida ao prédio e o restauro iniciou, graças a uma verba de R$ 10,5 milhões, vindas do Fundo Nacional de Defesa de Direitos Difusos.

Serviço

As visitações individuais dispensam a necessidade de agendamento, em caso de visitas de grupos, a atividade deve ser combinada pelo e-mail museucamposgerais@uepg.br. O horário de atendimento é de terça-feira a sábado, das 9h às 11h45 e das 13h30 às 17h.

Com informações da UEPG e Fotos: Aline Jasper, Jéssica Natal e Domitila Gonzalez.

Categorias
Cultura Entretenimento Notícias Ponta Grossa

Livro em comemoração aos 70 anos da Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa é lançado nesta sexta-feira

Foto: PMPG/Reprodução

O lançamento da obra do historiador Fábio Mauricio Holzmann Maia, pelas editoras Arte Telúrica e ABC Projetos Culturais, acontecerá no Centro de Música de Ponta Grossa (Conservatório de Música Maestro Paulino), na sexta-feira, dia 21 de junho, a partir das 19h, com a apresentação da Orquestra de Cordas de Ponta Grossa, e às 20h, com sessão de autógrafos e venda de livros.

“A Orquestra que Plantou Arroz” é um projeto aprovado pela Secretaria Municipal da Cultura, da Prefeitura de Ponta Grossa, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura do Governo Federal, e realizado pelas editoras Arte Telúrica e ABC Projetos Culturais.

Em 160 páginas de cultura, história e música, o autor traz as raízes da Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa. A obra trata de pontos como a subsistência do grupo na década de 1950, que, por dificuldades financeiras, decidiu plantar arroz para garantir os recursos de manutenção, além de identificar os integrantes e o repertório musical tocado pelo grupo ao longo dos anos.

 O livro do historiador nasceu da sua pesquisa de 20 anos na área da história da música, ao investigar a presença de uma orquestra sinfônica em Ponta Grossa, num momento em que o Brasil tinha poucos conjuntos dessa natureza, o que também evidencia a importância de sua formação, em 4 de julho de 1954. “Oito amigos se reúnem para produzir música que eles consideravam de qualidade, pedem à diretoria do Clube Princesa do Campos (Clube Verde) que cedesse o espaço para que aos sábados eles pudessem fazer ensaios”, relata o autor sobre os primórdios do grupo.

Em 2024, são comemorados os 70 anos da criação da Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa, data marcante para a cultura da Princesa dos Campos. O grupo recebeu carta de Eleazar de Carvalho, maestro da Orquestra Sinfônica Brasileira no ano de 1956, parabenizando a cidade por possuir uma orquestra sinfônica. O historiador afirma que a Orquestra está entre as dez primeiras no país, “ela é um produto do contexto cultural da cidade, é possível produzir cultura quando se tem um ambiente favorável, e Ponta Grossa contava muito com isso”.

O autor acrescenta que o grupo é um ambiente democrático, “essa é uma das características da Orquestra, do respeito à diversidade, do respeito ao outro e à opinião do outro, o ideal da música unia pessoas com pensamentos diferentes”. A obra será disponibilizada em formato impresso e em audiolivro, que conta com ambientação de música de orquestra, além da audiodescrição das imagens históricas presentes no encarte fotográfico.

Com informações da assessoria

Categorias
Cultura Entretenimento Notícias Ponta Grossa

CPM 22 realiza show de abertura da nova temporada do Sexta às Seis

Foto: Reprodução

Marque na sua agenda: Dia 28 de junho é dia de CPM 22 no Sexta às Seis. Na abertura da nova temporada de shows do Sexta às Seis, quem vai comandar a noite com direito a ato de abertura pela banda Jamp, é o CPM 22.

Muito conhecido por seus hits “Não Sei Viver Sem Ter Você”, “Apostas e Certezas”, “Desconfio”, “Dias atrás”, “Regina Let’s Go” e “Um Minuto Para o Fim do Mundo”, a banda, com uma bagagem de quase 30 anos de história chega a Ponta Grossa para levar o Parque Ambiental as alturas.

Os shows da banda Jamp e CPM 22 acontecem respectivamente, as 19h e 20h, no Parque Ambiental, no dia 28 de junho. O evento é uma promoção da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa juntamente com a Secretaria de Cultura.

Categorias
Cultura Entretenimento Notícias Ponta Grossa

Galã do Amor será o convidado do Pontagrossauros Podcast nesta terça (18)

Foto: Reprodução das redes sociais do Galã do Amor

O amor vai se espalhar pelo ar nessa terça, pois o Pontagrossauros Podcast recebe o Galã do Amor, influenciador e mestre da sedução para mais uma edição. Com mais de 70 mil seguidores apenas em uma das suas redes, Galã se tornou uma das maiores referências da cidade no meio digital, com o seu jeito sincero, engraçado, galanteador e de bem com a vida.

Dessa vez, após grandes participações em programas como The Noite, Podcast Ticaracaticast, é hora do Galã participar do principal Podcast de Ponta Grossa e região.

Já marque na sua agenda para não perder nenhum momento desse papo mais que especial com o Galã e também para não perder o oxigênio do amor entrando na sua casa.

🎙️ Pontagrossauros Podcast

📅 Data: Terça-feira, 18 de junho

⏰ Horário: 19h

A transmissão acontece no canal oficial do Pontagrossauros Podcast no YouTube e você já pode se inscrever e ativar as notificações para não perder nenhum episódio do Podcast. Inscreva-se aqui: https://www.youtube.com/@Pontagrossauros

Conheça o Pontagrossauros Podcast

Com uma das melhores estruturas de PodCast da região dos Campos Gerais, o Pontagrossauros fornece uma experiência de excelência para os convidados e telespectadores que nos acompanham, quando se trata de transmissão, conteúdo e estrutura. Abordando histórias, curiosidades e notícias locais, o Pontagrossauros é uma condensação de tudo o que o Ponta-grossense é e gosta.

Para ficar por dentro de tudo o que acontece no Podcast, cortes, curiosidades, anúncios de convidados e mais, siga o Instagram oficial: https://www.instagram.com/pontagr

Categorias
Cultura Entretenimento Notícias Ponta Grossa

UEPG abre inscrições para o 52º Fenata

Foto: Aline Jasper/UEPG | Reprodução

A Universidade Estadual de Ponta Grossa, por meio da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex-UEPG), abre as inscrições para o 52º Festival Nacional de Teatro (Fenata), que acontece entre os dias 07 e 13 de novembro de 2024. As inscrições podem ser feitas pelo preenchimento do formulário, até o dia 07 de julho.

No momento da inscrição, devem constar os dados sobre o grupo proponente, como o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e seu histórico de atuação; e informações sobre a peça: categoria que a apresentação melhor se enquadra, sinopse, direção, classificação indicativa e número de membros de elenco e equipe. As inscrições devem ser feitas por peça, podendo o grupo inscrever mais de uma apresentação.

Em sua quinquagésima segunda edição, o Fenata levará doze categorias de apresentação ao público, sendo metade inédita. Além das tradicionais mostras de Teatro de Rua, Adulto, Infantil, e as mostras Especial, Campos Gerais e “Dez em Cena Telmo Faria”, o Festival recebe, neste ano os segmentos de Teatro Experimental, Científico, Animação, Universitário, Palhaçaria e “Gastronomia em Cena”.

O diretor de Assuntos Culturais da UEPG e coordenador do Fenata, professor Nelson Silva Júnior, explica que as novas mostras incorporadas ao Festival são reflexo das edições anteriores, a exemplo da Palhaçaria, que foi temática central da edição de 2023.

“Nossa linha curatorial para este ano é dedicada às brasilidades. Sempre buscamos, junto a atores e produtores culturais, observar as principais tendências do cenário nacional para o Fenata, visando levar o Teatro para além do palco”, destaca o diretor.

O 52º Festival Nacional de Teatro é realizado pela UEPG, por meio da Diretoria de Assuntos Culturais da Proex (DAC), e pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Institucional, Científico e Tecnológico (FAUEPG). Demais informações sobre esta edição do Festival estão disponíveis no edital de seleção dos grupos participantes.

Categorias

Category Not Found!

Pontagrossauros 😂

Ria com os melhores memes de Ponta Grossa e região.

Dê uma volta ao passado com fotos de lugares marcantes em PG.

Confira a agenda de eventos de Ponta Grossa.