Acervo de Obras de Artes reúne mais de 700 obras em espaço aberto à comunidade.
Acervo de Obras de Artes reúne mais de 700 obras em espaço aberto à comunidade.
Será realizada na próxima terça-feira (7), às 19h30, a primeira edição do ‘Encontros de Acervo’, atividade que terá como foco a apresentação e a discussão de obras que integram o patrimônio artístico municipal. O evento será realizado no Acervo Municipal de Obras de Arte, espaço cultural localizado em anexo ao Centro de Cultura, na Rua Augusto Ribas, 722. A realização é da Prefeitura de Ponta Grossa, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMC). A programação é gratuita e aberta a todos os interessados.
O encontro vai destacar dez obras, escolhidas entre as mais de 700 peças que fazem parte do acervo do Município. Além de conhecer os trabalhos, os participantes terão acesso a conteúdos de história e crítica da arte. A proposta é que também seja realizado um debate sobre as obras. O secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal, destaca que a iniciativa busca aproximar a comunidade das obras que fazem parte da memória artística da cidade. “Queremos destacar o acervo que temos, mostrar, debater e conhecer as obras disponíveis”, afirma.
A mediação do encontro será feita pelo próprio secretário, ao lado de Mariângela Digiovanni, diretora e curadora do Acervo Municipal. Segundo Mariângela, a ideia é que cada edição tenha um caráter único, já que diferentes obras serão selecionadas.
O Acervo Municipal de Obras de Arte é uma das unidades culturais mantidas pela Secretaria Municipal de Cultura. O espaço abriga mais de 700 obras de diferentes linguagens, estilos e períodos, compondo um panorama diversificado da arte produzida e reunida em Ponta Grossa ao longo das últimas décadas.
Nesta sexta-feira (03), às 19h30, ocorre a segunda noite da III Mostra de Cultura Religiosa, Fé e Devoção, no Auditório B do Teatro Ópera (Rua XV de Novembro, 468), evento que valoriza a diversidade de tradições religiosas e artísticas presentes em Ponta Grossa e região.
A abertura contará com a presença do Secretário Municipal de Cultura, Alberto Portugal, e do coordenador do Círculo de Cooperação das Religiões Unidas de Ponta Grossa (URI-PG) Roberto Barbosa, que darão as boas-vindas ao público e reforçarão a importância da Mostra como espaço de diálogo, convivência e valorização das expressões de fé.
A programação da noite traz apresentações que refletem a pluralidade espiritual e cultural da cidade, com Casa do Divino, que apresenta cânticos devocionais tradicionais; Pai Bruno e sua Curimba, trazendo a força da música afro-brasileira; Coral da Terceira Idade da UEPG, interpretando canções populares; Roger, com uma interpretação instrumental ao violino; Vozes de Francisco, representando a tradição espírita; e a Curimba do Tuclei, somando sons e ritmos de matriz afro-religiosa.
Mais do que apresentações artísticas, a noite celebrará o respeito, a convivência e a diversidade cultural e religiosa que compõem o tecido social de Ponta Grossa. A Mostra reforça que a fé, a música e a arte são caminhos de encontro e esperança.
Serviço
Evento: III Mostra de Cultura Religiosa, Fé e Devoção – “Mãe, Mulher e Natureza”
Data: 03 de outubro (sexta-feira)
Horário: 19h30
Local: Auditório B do Teatro Ópera
Endereço: Rua XV de Novembro, 468 – Centro, Ponta Grossa
Ponta Grossa recebe nos dias 02 e 03 de outubro a III Mostra de Cultura Religiosa, Fé e Devoção, no Centro de Cultura CINEPG. O evento reúne diferentes tradições espirituais em rodas de conversa, momentos de mística, apresentações culturais e espaços de diálogo inter-religioso, com o tema central “Mãe, Mulher e Natureza”.
A abertura oficial acontece nesta quinta-feira (02), às 19h30, com a participação de líderes espirituais de diversas tradições e a condução de um grande encontro coletivo. O momento inicial terá a fala de acolhida de Alberto Portugal, destacando a importância da diversidade espiritual e da valorização das mulheres como guardiãs da vida e da natureza.
A programação segue com a Roda de Conversa Inter-religiosa, que contará com 11 mulheres representantes de tradições como Budismo, Catolicismo, Cristianismo Evangélico, Umbanda, Candomblé, Quimbanda, Espiritismo, Islamismo, Seicho-no-ie e Xamanismo, entre outras, com confirmações ainda em andamento. Cada participante trará um símbolo ligado à natureza e compartilhará reflexões sobre maternidade, espiritualidade e o cuidado com a terra e a comunidade, durante a roda de conversa.
O encerramento da primeira noite terá participação especial dos índios Pataxós, a convite da Casa de Jagube, que apresentarão cânticos e rituais tradicionais como celebração da vida, da fé e da espiritualidade ancestral.
Serviço
Evento: III Mostra de Cultura Religiosa, Fé e Devoção – “Mãe, Mulher e Natureza”
Data: 02 a 03 de outubro (quinta e sexta-feira)
Local: Cine PG (Centro de Cultura)
Endereço: Rua Dr. Colares, 436 – Centro, Ponta Grossa
Abertura: 02/10, às 19h30, com roda de conversa inter-religiosa
Entrada gratuita, porém, a organização recomenda a doação de um alimento.
As apresentações de teatro da segunda etapa do projeto Dia de Arte para Todos em comunidades periféricas, áreas rurais e instituições voltadas para pessoas com deficiência e neurodivergentes de Ponta Grossa recomeçam nesta quinta-feira (2). Os espetáculos promovidos pelo Grupo Dia de Arte são gratuitos e têm como objetivo democratizar o acesso à cultura na cidade. A iniciativa foi aprovada pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná e recebeu recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
Michella França, diretora do Grupo Dia de Arte, conta que a recepção da primeira etapa do projeto nas comunidades quilombolas e regiões periféricas foi extraordinária, o que resultou em pedidos para novas apresentações. “É um público que raramente tem acesso a produções artísticas e agora está tendo a oportunidade de vivenciar a arte e seu poder transformador de maneira gratuita e acessível”, comemora. Ela acredita que este novo ciclo de apresentações é uma forma de continuar estabelecendo uma conexão das pessoas com a cultura. “A importância de levar a arte para todas as pessoas é tão grande, não somente para quem assiste, mas também para nós artistas que temos como princípio levar algo que reflita, discuta e divirta”, frisa.
Para Michella, o contato direto com o teatro desperta o senso crítico, estimula a criatividade e promove discussões importantes para a comunidade. “A arte é uma ferramenta vital de inclusão e sensibilização. Além disso, ela gera reflexões sobre temas importantes, como direitos humanos, inclusão social, diversidade e cidadania, meio ambiente e outras questões sociais relevantes”, enumera. Ela acrescenta que os espetáculos são adaptados ao contexto social de cada localidade, buscando gerar uma experiência ainda mais significativa e transformadora.
Inclusão e democratização
O diretor do Grupo Dia de Arte, David Dias, explica que as apresentações são inclusivas e contam com uma equipe de profissionais qualificados em Libras e audiodescrição. Ele destaca que a equipe responsável pelo projeto participou de diversas oficinas, o que permitiu que a descrição dos personagens e dos cenários das peças fosse incorporada aos espetáculos. Dessa forma, as peças também são acessíveis ao público surdo, cego ou com baixa visão. “Essa abordagem garante que os aspectos visuais das apresentações sejam compreendidos por todos, promovendo uma experiência cultural mais inclusiva”, frisa.
O poder transformador da arte também é salientado por David. “Nós acreditamos que todos têm o direito de acesso à arte, independentemente de onde vivem”, afirma. “A arte tem o poder de conectar pessoas, inspirar mudanças e fortalecer laços comunitários. Garantir que a cultura alcance todos os territórios é um passo importante para construir uma sociedade mais justa, diversa e consciente da riqueza de suas expressões artísticas”, reflete.
Apresentações incluem sete peças diferentes
Entre os dias 02 e 17 de outubro, o Grupo Dia de Arte irá realizar 10 apresentações gratuitas dos espetáculos “Entre o sol e a lua”, “Aí! Sumiram os brinquedos”, “Heróis da Natureza”, “O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou”, “Memórias”, “Uma aventura no mundo dos livros” e “Querem acabar comigo”. As peças serão exibidas para os alunos do Colégio Estadual Santa Maria, Escola Municipal Padre José Bugatti, Escola Municipal Armida Frare Gracia, Escola Municipal Lúcia Pacher, Escola Municipal Guitil Federmann, CMEI Profª Lindamara Paciesny e Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG). A programação se divide entre apresentações nas instituições e no espaço do grupo, localizado no bairro Santa Maria.
Em sua primeira etapa, realizada no mês de julho, os espetáculos passaram pela Comunidade Quilombola Santa Cruz e Quilombola Sutil, Ocupação Urbana Ericson John Duarte, MST Emiliano Zapata, APAE e Associação de Proteção aos Autistas (APROAUT).
Cronograma de apresentações:
Quinta-feira, 02/10:
9h – Escola Municipal Guitil Federmann – Peça: “Heróis da Natureza”
14h – Escola Municipal Padre José Bugatti – Peça “Entre o sol e a lua”
Sexta-feira, 03/10:
8h – Colégio Estadual Santa Maria – Peça: “O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou” (no Espaço Dia de Arte)
Terça-feira, 07/10:
8h – Colégio Estadual Santa Maria – Peça: “Memórias” (no Espaço Dia de Arte)
Quinta-feira, 09/10:
9h – Escola Municipal Lúcia Pacher – Peça: “Uma aventura no mundo dos livros”
No próximo domingo, 5 de outubro, o El Cartel abre as portas para uma celebração da cena cultural ponta-grossense. O evento Madrigal – uma Família, um Negócio, um Legado reúne música ao vivo, exposições, gastronomia e experiências criativas em um só lugar.
Organizado pela Barbearia Gutierrez, Gutierrez Tattoo e Hamburgueria El Forastero, o Madrigal promete movimentar o público com atrações que valorizam projetos locais de identidade e autenticidade. Quem passar pelo espaço poderá aproveitar cortes clássicos da Barbearia, hambúrgueres artesanais da El Forastero, flash tattoos com descontos progressivos e ainda curtir o melhor do chopp Avalanche.
A trilha sonora do dia mistura blues, rock e música eletrônica, com shows de Scaravelhos, Dj Sufolk, Walter e Iago, OrangoThunder e Dj Bosta Gorda.
Além da música, o público poderá conhecer o trabalho de diferentes expositores que dão força à cena independente da cidade. A Red Blues Clothing leva camisetas e roupas com estampas variadas e de bandas de rock; o Selo Lambrequim apresenta uma curadoria diversa de discos, livros e camisetas; a Goat Stamp exibe artes exclusivas e produtos personalizados; e a Gutierrez Collor Tattoo mostra seu talento com tatuagens coloridas e referências da geek art.
O Madrigal começa às 14h e promete ocupar a tarde e a noite com cultura, música e boas experiências. A entrada custa R$ 20.
O projeto Teatro é Escola – Criança Consciente vai circular, a partir de outubro, por escolas públicas do interior do Paraná, promovendo uma experiência artística lúdica e transformadora para crianças, professores e toda a comunidade escolar. Unindo teatro, educação e sustentabilidade, a iniciativa utiliza a linguagem cênica como ferramenta para despertar a consciência ambiental desde a infância.
As apresentações gratuitas acontecerão dentro das próprias escolas, atingindo diretamente os estudantes e educadores. O espetáculo O Gato Kahlo, com dramaturgia e direção artística de Gabriel Vernek, abordará temas como consumo consciente, descarte correto de resíduos, economia de água e energia, e a relação com a natureza – tudo isso de forma leve, encantadora e próxima do universo infantil.
A peça conta a história de Pedro, um menino que perde seu gato e embarca em uma jornada repleta de encontros mágicos com personagens fantásticos, como a Coruja, o Saporóide e uma sereia. Ao longo do caminho, ele aprende lições valiosas sobre amizade, coragem e responsabilidade com o meio ambiente. O elenco é formado pelos atores Vinicius Alexandre, Diego Enrique e Guerra Figueiredo, que dão vida aos personagens com sensibilidade e dinamismo.
Além dos espetáculos, o projeto oferecerá oficinas formativas para professores e equipes pedagógicas de quatro cidades participantes. Ministradas por Gabriel Vernek, diretor artístico da iniciativa, as oficinas apresentarão o teatro como recurso pedagógico acessível, criativo e eficaz no contexto escolar.
“Democratizar o acesso à arte e inspirar práticas sustentáveis nas escolas é a forma que encontramos para fortalecer a relação das crianças com a natureza. Ao unir teatro e educação ambiental, mostramos que cultura também é compromisso social e responsabilidade com o futuro”, destaca a produtora Érika Vernek.
Todos os figurinos e cenários do espetáculo são confeccionados com materiais recicláveis e biodegradáveis, reforçando visualmente a proposta ecológica do projeto. A cenografia é
assinada por Nessandra Cordeiro e os figurinos por Kevin Braga, profissionais que contribuem diretamente para o impacto visual e educativo da montagem.
A circulação do Teatro é Escola – Criança Consciente é uma produção da Genius Social Cult e do Atteliê Criativo – Criação e Pesquisa em Arte, que contemplará 10 cidades com até 20 mil habitantes nos Campos Gerais e regiões próximas: Ivaí, Ipiranga, Teixeira Soares, Cândido de Abreu, Tibagi, Carambeí, São João do Triunfo, Porto Amazonas, Guamiranga e Siqueira Campos. Em cada uma, uma escola pública receberá as ações culturais e pedagógicas da iniciativa.
O projeto é Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com apoio da COPEL – Companhia Paranaense de Energia, e conta com apoio das Secretarias de Cultura e Educação dos municípios envolvidos.
Em setembro de 1956, a primeira edição dos Jogos Estudantis da Primavera (JEPs) era realizada pelo Diretório Acadêmico Joaquim de Paula Xavier (DAJPX) da, à época, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ponta Grossa. Em 2025, os JEPs da Universidade Estadual de Ponta Grossa acontecem de 26 de setembro a 5 de outubro e representam a 70ª edição de um evento que fez parte da história da cidade. Por isso, a UEPG preparou um material especial para resgatar a história dos Jogos como parte da formação da sociedade ponta-grossense. Os JEPs são os jogos mais antigos dos de forma ininterrupta, e um dos mais antigos do Brasil.
Em crônica para a Rádio Clube Ponta-grossense, em 17 de setembro de 1958, Vieira Filho celebrou o crescimento dos jogos. “De ano para ano ganha maior imponência, mais desenvoltura, brilho mais acentuado, esse magnifico torneio estudantil, que o espírito idealista e realizador de Antônio José França Satyro idealizou e concretizou (…)”. O radialista projetava uma tendência dos jogos para ganhar âmbito estadual, reunindo mais municípios. Além disso, destacou a importância de tomar providências: conseguir renda própria para hospedar delegações do interior e reforço do policiamento.
Em 2015, Cláudio Jorge Guimarães, historiador e professor do Departamento de Educação Física da UEPG, lançou o livro Jogos Estudantis da Primavera: 60 anos de esportes em Ponta Grossa. Como estudioso dos esportes, o professor faz um alerta: “Você não pode pensar os jogos pelos jogos. São pessoas interagindo, o que envolve uma questão econômica, a questão social, das relações e da interatividade. São os jogos como parte da sociedade da época e da história da cidade”, defende o professor Cláudio.
Professor Cláudio Jorge Guimarães (foto) escreveu o livro sobre os JEPs em conjunto com Alan Fernando de Almeida.
O início de tudo (1956-1973)
A principal característica dos Jogos Estudantis da Primavera em seu surgimento é ser realizado entre estudantes de diferentes níveis de ensino. Não dividir em categorias de idade permitia a disputa, por exemplo, de um time de Ensino Superior contra Ensino Médio. Até 1973, o evento foi organizado por um Diretório Estudantil. Em 2015, o professor Cláudio teve a oportunidade de entrevistar o professor Antônio José Franca Satyro, que era aluno de Filosofia e idealizador dos JEPs, e compartilhou sobre o início da história.
O idealizador dos jogos Antônio José França Satyro.
“Quando eu era estudante, eu tinha um grêmio lá no colégio. Aqui (em Ponta Grossa) não tem nada (…). Eu já tinha feito com a esposa o regulamento dos Jogos, estava prontinho (…). Li o regulamento, ele tá aprovado, e agora? Vamos às outras escolas. Vamos consultar! Ponta Grossa não tinha nada no meio estudantil, quando eu convidei um, convidei outro e fui visitar colégio, todo mundo topou imediatamente”, contou o professor Satyro, em entrevista em agosto de 2015.
Durante o livro, o professor Cláudio explica o contexto de surgimento dos JEPs: “… os Jogos nasciam em um contexto de greve em que os estudantes não possuíam alternativas outras, além dos estudos. Sem atividades voltadas para lazer, falta de espaços destinados para a juventude do período”. Nesse cenário, o primeiro regulamento dos jogos estabelecia a participação permitida a todos estabelecimentos de ensino, desde que se comprometessem em cumprir a regulamentação. Ou seja, não havia limitações de idade. Em sua primeira edição, o regulamento previa a realização de competições de futebol, bola ao cesto (basquete) e vôlei. Além deles, tênis de mesa e xadrez foram disputados, diante da inscrição dos interessados.
Já em 1956, o Regente Feijó iniciou uma dinastia. Mesmo disputando contra alunos de Ensino Superior, o Regente foi campeão geral 20 vezes nos 22 primeiros anos do evento (de 1956 até 1978). “O Regente tinha um volume de alunos muito grande. Eram quase 4.000 alunos, então montar equipes era muito fácil. Para os alunos, era difícil conseguir uma vaga, porque o nível era muito alto”, explica o professor Cláudio.
Ainda nessa primeira fase, um grande marco é a construção do Ginásio de Esportes Borell Du Vernay, que foi inaugurado em março de 1960. O espaço ficava lotado para receber os jogos e as filas para compra de ingressos eram enormes. Outro ponto que ajudava a atrair grandes públicos é que os Jogos da Primavera eram realizados próximos ao aniversário de Ponta Grossa. Com isso, a abertura da primeira edição dos JEPs contou, inclusive, com a presença do governador à época, Moisés Lupion.
O crescimento dos Jogos (1974 – 2000)
Em 1974, a primeira turma do curso de Educação Física entra na UEPG. Na época, existia uma obrigatoriedade legal para a prática esportiva. Até então, profissionais do 13º Batalhão de Infantaria Blindada (13º BIB) ministravam a prática esportiva com os alunos da Faculdade, mas já existia uma pressão para formação de mão de obra local que pudesse atender essa necessidade. A criação do Centro de Desportos e Recreação (CDR) reuniu os professores responsáveis por realizar essa prática.
Abertura dos JEPs em 1995. Fonte: Acervo negativos Crav UEPG – Museu Campos Gerais.
“Todo esse processo é em 73 e a primeira turma de Educação Física entra na nossa Universidade em 74, turmas masculinas e turmas femininas. Então, há uma legislação que exige a questão da prática desportiva. Eu sou desse contexto aí, com começo dos anos 80, onde a gente tinha a obrigatoriedade da prática desportiva. Como eu trabalhava durante o dia e estudava a noite, eu fui dispensado”, conta o professor Cláudio. Nesse período, a organização dos Jogos é realizada pela UEPG a partir do Diretório Central de Estudantes (DCE).
Em 1979, um grande marco para a história dos JEPs: João do Pulo participa do desfile de abertura. À época, ele já havia conquistado o bronze nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976) e estava prestes a repetir o feito nas Olimpíadas de Moscou (1980). “Era o ponto de encontro da juventude. As imagens e as narrativas jornalísticas mostram a abertura do evento com mais de 10 mil pessoas (…). Nós temos essa movimentação cultural, com baile de abertura dos jogos e baile de encerramento”, conta o professor Cláudio.
Em 1981, o vice-reitor professor Waldir Silva Capote defendia os JEPs como “tão necessários ao desenvolvimento do esporte brasileiro e que hoje inclusive se destacam no esporte profissional”, segundo depoimento para o CAC Informativo de setembro de 81. Outro reflexo desse momento social é a premiação para a rainha dos jogos, como mostra matéria do CAC Informativo de setembro de 1982. Neste ano, a abertura contou com desfile no Estádio Germano Kruger. A edição bateu recorde de participação, com quase três mil atletas inscritos e 21 municípios participantes. “Os JEPs vêm sendo desenvolvidos há 27 anos constituindo-se no maior evento poliesportivo no interior do Paraná”, avisa a chamada de capa da edição do periódico.
Desfile das candidatas à rainha dos JEPs de 1989. Fonte: Acervo de negativos CRAV – Museu Campos Gerais.
Novos tempos (2001 – atualmente)
A entrada no século XXI traz novas discussões para a área esportiva. Novas modalidades, paradesportos e, posteriormente, a inserção dos jogos eletrônicos mudam a perspectiva dos esportes. “Nós saímos das modalidades mais tradicionais e vamos encontrar outra estrutura, outro pensamento dos jovens, a partir do século XXI”, explica o professor Cláudio.
Para a equipe organizadora dos JEPs atualmente, esse cenário é um desafio. “A ideia é chegar o mais perto possível da grandiosidade que os jogos já foram. Queremos criar um momento de encontro para a juventude, mas temos que entender que são outros tempos. Temos televisão, videogame, shopping, e várias coisas que diluem a atenção dos jovens”, explica a administradora da Coordenadoria de Desportos e Recreação (CDR), professora Natasha Rise. Para isso, a CDR aposta na inserção de novas modalidades, integração com as atléticas da UEPG e nos E-sports. Para esta edição, a disputa de esportes eletrônicos será de Fifa e League of Legendes (LoL).
Os JEPs carregam a marca de serem os mais antigos jogos realizados de forma ininterrupta no Paraná. Mesmo durante a pandemia, o evento continuou a ser realizado. “O caso dos E-sports foi específico por causa da pandemia. Em 2021, foi tudo remoto com os E-sports como carro chefe. Em 2022, houve uma versão reduzida. Estava naquela suspeita se iria abrir tudo ou não, mas no momento de submeter o projeto ainda tinha essa incógnita. O que aconteceu? No fim, quando os jogos aconteceram, já estava funcionando tudo normalmente”, explica a professora Natasha.
UEPG, JEPs e grandes atletas
A história da Universidade Estadual de Ponta e dos Jogos da Primavera caminham juntas. O surgimento dos Jogos é dentro da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ponta Grossa, que compõe o grupo de instituições que posteriormente vai originar a UEPG. A partir de 1974, os Jogos passam a ser realizados dentro da UEPG em conjunto com o DCE. Posteriormente, a organização passa para a CDR. Em 70 edições, os Jogos da Primavera reuniram figuras marcantes da cidade e do esporte.
O professor Joao Lubczyk, antigo reitor da UEPG, foi presidente do DAJPX e contribuiu na construção dos Jogos. O também ex-reitor Daniel Albach Tavares foi presidente do DAJPX entre 1960 e 1961, coordenou os jogos durante esses anos ainda como acadêmico e ficou conhecido como um grande apoiador das atividades esportivas. Na área da disputa esportiva, um dos grandes nomes com atuações pelos Jogos da Primavera foi o jogador de basquete Mayr Facci, com participação, inclusive, nas Olimpíadas de Helsinque de 1952 e Olimpíadas de Melbourne de 1956.
Para o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, a edição 70 dos Jogos é um momento de comemoração. “Esta é uma edição histórica dos Jogos Estudantis da Primavera, que chega ao seu ano 70 com a mesma jovialidade da primeira edição, mas com um olhar para toda essa trajetória, homenageando grandes figuras que participaram dele. A longevidade dos Jogos é mais uma prova da responsabilidade da UEPG com os grandes projetos que ela sedia. Para nós, é uma honra participar desta edição”, defende o reitor.
Para esta edição, a abertura dos Jogos homenageia em sua abertura grupos de atletas históricos, gestores políticos, treinadores e gestores da Coordenadoria de Desportos e Recreação (CDR), – órgão responsável pela organização dos Jogos dentro da UEPG – que fizeram parte da história dos JEPs. Em sua 70ª edição, os Jogos da Primavera vão reunir 4.041 atletas, que compõem 121 delegações, entre instituições de ensino e atléticas. Ao todo, 20 municípios serão representados, com disputas em 19 modalidades. Além disso, os jogos movimentam 288 membros de comissão técnica e 30 dirigentes. Serão 3.450 medalhas em disputa durante toda a competição.
Após duas semanas de atividades, o projeto “Incluindo Alegria – O Circo do Palhaço Picolé” chega ao fim celebrando o sucesso da turnê que percorreu 11 cidades do Paraná, levando arte, cidadania e inclusão para centenas de pessoas atendidas pelas APAEs. Foram 22 apresentações circenses gratuitas e 11 oficinas de circo, todas adaptadas de forma lúdica e interativa para o público com deficiência.
A iniciativa, contemplada em edital da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Plano Nacional Aldir Blanc, se destacou pelo impacto social e cultural. Além de democratizar o acesso à arte, promoveu momentos de encantamento, aprendizado e convivência entre estudantes, famílias e comunidades.
“Foram dias intensos e emocionantes. O circo tem essa capacidade única de transformar realidades e conectar pessoas pelo riso, pelo encantamento e pela inclusão. Encerro este projeto com a certeza de que conseguimos oferecer um acesso adaptado e inclusivo à arte, ampliando horizontes dentro das APAEs”, afirma Robert Salgueiro, idealizador do projeto e intérprete do Palhaço Picolé.
Ao longo da turnê, a Trupe visitou as APAEs de Carambeí, Tibagi, Ipiranga, Castro, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Prudentópolis, Reserva, Imbituva, Palmeira e Arapoti, reforçando a importância do circo como ferramenta de inclusão social e valorização da diversidade.
Foto: Duo Festa Fotografias.Foto: Duo Festa Fotografias.
Sobre a Trupe do Palhaço Picolé
Com mais de 10 anos de trajetória, a Trupe do Palhaço Picolé é reconhecida por sua atuação em projetos socioculturais que utilizam a linguagem do circo para promover cidadania, inclusão e bem-estar. Seus espetáculos combinam humor, improviso e técnicas circenses tradicionais, encantando públicos de todas as idades.
Companhia Municipal de Dança de Ponta Grossa abre o Setembro em Dança com a coreografia Trajetória de uma Vida.
Companhia Municipal de Dança de Ponta Grossa abre o Setembro em Dança com a coreografia Trajetória de uma Vida.
A edição 2025 do Setembro em Dança – Festival Nacional de Dança de Ponta Grossa chega ao fim neste sábado, dia 27. Para marcar o encerramento, será realizada a tradicional Noite de Gala, às 19h, no Ginásio de Esportes Jamal Farjallah Bazzi, reunindo novamente os vencedores da Mostra Competitiva em todas as categorias.
Hoje (26) acontece a última apresentação da Mostra Competitiva, com o estilo Jazz tomando conta do palco. As apresentações iniciam às 19h.
Com entrada gratuita, a Noite de Gala representa mais uma chance para o público prestigiar as coreografias e artistas premiados durante o festival. Antes disso, a programação ainda inclui a última oficina da edição: Jazz, ministrada por Nando Lima, às 9h, no CEU das Artes. No mesmo dia, o Ginásio Jamal também recebe a Mostra Sapatilhinhas, em duas sessões, às 9h e às 14h.
Realizado desde o dia 16, o evento movimenta a cidade com oficinas e apresentações em diferentes estilos. A Mostra Competitiva contemplou gêneros como Ballet, Dança Contemporânea, Jazz, Danças Urbanas, Sapateado, Estilo Livre e Danças Populares, avaliados por profissionais renomados, entre eles Juliana Valadão, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Ray Santos, de Santos-SP; Gisella Martins, de Blumenau-SC; e Fernando Lima, de Joinville-SC.
Para o secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal, o resultado foi bastante positivo. “O Setembro em Dança se consolida cada vez mais como o maior e principal festival de dança do Paraná, abrindo espaço para talentos locais e de outras regiões. Neste ano, tivemos uma adesão expressiva do público, reforçando o valor da arte e da cultura como instrumentos de integração social e desenvolvimento humano”, afirma.
Promovido pela Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o festival manteve seu caráter inclusivo e acessível, com toda a programação gratuita e aberta à comunidade.
A Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Ponta Grossa oferece à comunidade duas novas exposições de artes plásticas. A partir desde terça-feira (23), a Galeria do Ponto Azul recebe a mostra “Sutura”, da artista Andressa Rodrigues, com curadoria de Nelson Silva Júnior. A visitação segue até 31 de outubro. A exposição explora temas ligados ao corpo, à identidade e às costuras simbólicas entre arte e existência, em uma proposta estética que une fotografia e bordado.
Já no Acervo Municipal de Obras de Arte, a exposição “Primitivo”, de Abraão Hachicho, abre para visitação entre 26 de setembro e 24 de outubro. Com curadoria de Brugnera e coordenação de Daniela Soares dos Santos, a mostra apresenta obras que abordam a relação entre o ser humano e a natureza, trazendo à tona reflexões sobre transformações ambientais e memórias coletivas.
As duas exposições contam com apoio da Prefeitura de Ponta Grossa, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e do Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A visitação é gratuita.
O Acervo de Obras de Artes está instalado na Rua Augusto Ribas, 722, no Centro. Já a Galeria do Ponto Azul fica na Praça Barão do Rio Branco, também no Centro.
Assessoria de Imprensa
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