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Equipes do DER/PR ajudam a recuperar rodovias de duas cidades no Rio Grande do Sul

Equipes do DER/PR ajudam a recuperar rodovias de duas cidades no Rio Grande do Sul
| Foto: DER-PR

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), completou uma semana de atividades emergenciais nas rodovias do Rio Grande do Sul, estado atingido por fortes chuvas e enchentes desde o início desse mês.

Os serviços foram priorizados em dois municípios gaúchos, conforme planejamento do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Sul (DAER/RS).

Em Santa Tereza, na ERS-444, são realizados os serviços de remoção de barreiras, desobstrução de bueiros, limpeza de valetas, limpeza da pista com uso de caminhão-pipa, espalhamento de material acumulado na faixa de domínio, sinalização emergencial em pontos de risco e disponibilização de uma carregadeira na pedreira do município.

Em Roca Sales, na ERS-129, está sendo realizado o alargamento de pista e reforço do subleito da rodovia no trecho não-pavimentado, e rebaixamento da faixa de domínio para melhorar a visibilidade. Em um ponto com rampa elevada e sinuosa também estão sendo auxiliados os veículos pesados que passam no trecho, com previsão de realizar correções na mesma para facilitar o tráfego.

Além disso, foram disponibilizados à prefeitura um caminhão munck e um caminhão-pipa, sendo utilizados para limpeza das vias públicas do município, principalmente no acesso ao hospital local.

As prefeituras de Santa Tereza e Roca Sales estão auxiliando o DER/PR na realização das atividades, que também contam com apoio da polícia rodoviária estadual gaúcha.

Nos próximos dias as frentes de trabalho devem ser deslocadas para outros municípios, de acordo com programação sendo definida pelo DAER/RS.

COMBOIO – No último dia 14 um comboio de equipamentos pesados das superintendências regionais do DER/PR partiram de Curitiba rumo a Bento Gonçalves, no alto da Serra Gaúcha, tendo chegado no dia seguinte ao seu destino.

Profissionais do DER/PR foram deslocados para conduzir e operar o maquinário, que incluem quatro caminhões basculantes, um caminhão carroceria, dois caminhões munck, dois caminhões-pipa, quatro caminhões prancha, três carregadeiras frontais, uma escavadeira hidráulica, uma retroescavadeira, um trator de esteira e quatro veículos leves de apoio.

A previsão é de permanecer 14 dias no estado vizinho, realizando serviços para melhorar a trafegabilidade das rodovias gaúchas, prazo que pode ser prorrogado a pedido do governo do Rio Grande do Sul.

da Agência Estadual de Notícias

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Com atuação em 11 cidades, mutirão do IAT completa dez dias de trabalho no RS

Força-tarefa com voluntários do IAT está concentrada em 11 municípios do Rio Grande do Sul. | Foto: IAT-PR

A equipe de voluntários do Instituto Água e Terra (IAT) completou nesta quarta-feira (22) dez dias de atuação ininterrupta para ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. São atualmente 67 técnicos do órgão ambiental à disposição da Defesa Civil local. O grupo está trabalhando em duas frentes: limpeza urbana e distribuição de água potável por meio de caminhões-pipa; e no resgate de pessoas, animais e apoio logístico com embarcações e caminhonetes 4×4.

Força-tarefa com voluntários do IAT está concentrada em 11 municípios do Rio Grande do Sul. | Foto: IAT-PR

Neste momento, a ação de limpeza pública de ruas, praças, escolas, creches e hospitais, entre outros espaços, está concentrado nos municípios de Estrela, Colinas, Roca Sales, Arroio do Meio, Muçum, Encantado, Cruzeiro do Sul, Sinimbu e Rio Pardo. Nesta quinta-feira (23), o apoio será estendido para Venâncio Aires com a chegada de nove novos caminhões-pipa cedidos por cidades vinculadas à regional do IAT de Ivaiporã, no Vale do Ivaí. Como cinco veículos tiveram de retornar para o Paraná, o comboio conta atualmente com 35 caminhões.

Já a assistência logística, com o suporte de sete caminhonetes 4×4 e cinco barcos para resgates, colabora com a distribuição de alimentos, água e medicamentos e no transporte de insumos e mantimentos. Essa parte do grupo, com 22 pessoas, ficará concentrado a partir desta quinta (23) na região do Lago Guaíba, em Porto Alegre. A previsão é que a força-tarefa siga pelo menos até o dia 29 de maio no Rio Grande do Sul.

“Cada equipe cuida de dois municípios e vamos revezando conforme a necessidade e das demandas da Defesa Civil e das prefeituras”, destacou o chefe do escritório regional do IAT em Irati e um dos coordenadores da operação, Jonas André Bankersen.

CAMINHÕES – Os caminhões-pipa integram o projeto Patrulha Ambiental, inciativa da Sedest executada pelo IAT. Desde 2019, foram entregues aos municípios 733 veículos, entre caminhões-baú, compactadores, modelos limpa-fossas, caminhões-pipa e poliguindastes, totalizando um investimento de R$ 206,8 milhões.

AÇÕES – O Paraná tem prestado apoio às cidades gaúchas com o envio de forças de segurança, equipamentos e alimentos. Além de dezenas de bombeiros para trabalhar nos resgates, foram enviados policiais militares para ajudar a coibir roubos e saques nos locais mais afetados, policiais civis para apoiar as autoridades locais e profissionais da Polícia Científica. Por meio da Defesa Civil, já foram enviados mais de 8,4 mil toneladas de alimentos e mantimentos arrecadados pela campanha SOS RS.

O Governo do Estado enviou também viaturas, caminhões-tanque, embarcações e helicópteros, que estão sendo usados em diversas frentes de trabalho, além de bolsas de sangue, medicamentos e profissionais de outras áreas.

Com informações da Agência Estadual de Notícias

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Prefeitura disponibiliza estrutura para pessoas em situação de rua

Foto: PMPG/Divulgação

Com a queda das temperaturas nos últimos dias, a Fundação de Assistência Social espera um aumento no atendimento no albergue noturno. A Prefeitura de Ponta Grossa conta com uma rede completa de atendimento voltada a pessoas em situação de rua, com condições de atendimento para quem precisa.

O Serviço de Acolhimento em Albergue Noturno Maria Isabel Wosgrau iniciou os atendimentos em junho de 2022 e tem atendido uma média de 60 a 70 pessoas por noite, que recebem alimentação, banho e orientações e encaminhamentos para outros serviços.

A prefeita Elizabeth Schmidt destaca que o atendimento para as pessoas em situação de rua, principalmente neste período do ano, é muito importante, evitando que este público sofra com as baixas temperaturas.

“Trabalhamos para fazer de Ponta Grossa uma cidade mais humana, que promova o desenvolvimento humano e acolha as pessoas que precisam de ajuda”, comenta Elizabeth. 

A presidente da FASPG, Tatyana Belo, explica que a mudança de endereço do albergue noturno é resultado de uma Audiência Pública proposta pela Prefeitura, realizada ainda em 2023.

“A mudança aconteceu em 12 de março de 2024, e o novo local trata-se de um imóvel próprio do Município, localizado nos fundos do prédio do antigo Hospital 26 de Outubro, em construção anexa onde funciona a FASPG, atualmente”, conta Tatyana, que ressalta que o novo local atende a mesma quantidade de pessoas que a sede anterior do albergue. 

“Informamos que quando identificados casos de pessoas em situação de rua no município, orientamos que entre em contato com a equipe do Serviço de Abordagem Social pelo telefone ou WhatsApp (42) 98879-3792, em que uma equipe se deslocará até o local e fará o atendimento, prestando orientação e encaminhamentos para locais de acolhimento disponíveis”, disse Tatyana, que orienta que o Serviço de Abordagem Social funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h, no período da noite das 21h às 23h, e finais de semana em regime de plantão.

“Em relação ao Serviço de Abordagem, vale destacar que muitas pessoas em situação de rua que são atendidas, não aceitam sair das ruas, mas a equipe continua acompanhando as situações e insistindo nos encaminhamentos”, reforça a presidente da FASPG.

A Prefeitura conta também com o Centro POP, que atende de segunda a sexta, das 8h às 17h, as pessoas em situação de rua, com toda a estrutura de alimentação, banho, documentos pessoais, passagens rodoviárias e lavagem de roupas. Ainda existem mais duas entidades sociais com termos de colaboração que juntas ofertam mais 120 vagas em serviços de acolhimentos. 

Serviço de Abordagem Social – (42) 98879-3792.

Informações da PMPG

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Ponta-grossense abre vaquinha para realizar cirurgia de prótese no quadril para voltar a andar

Com 55 anos de idade, Guacira convive diariamente com dores intensas, as quais nenhum medicamento resolve e necessita de auxílio de andador para um caso grave que recorre a realização de uma cirurgia para colocar uma prótese no lado esquerdo do seu quadril.

Em 2022, ela começou a sentir dores nas pernas que foram atribuídas inicialmente à má circulação e depois à inflamação do nervo ciático e por mais de um ano, Guá foi tratada com analgésicos e anti-inflamatórios, mas sem pedidos de exames por parte de médicos.

Já em Setembro de 2023, a dor já estava intensificada a ponto de que fizesse com que Guá travasse e não conseguisse andar. No pronto atendimento, foi realizado um raio-X, o qual o médico disse que se tratava de algo normal, sendo apenas dor muscular e receitou apenas duas injeções corticoides e prescrição médica controlada.

O resultado foi que nenhuma das medicações diminuiu a dor, continuou com dificuldades para caminhar e, uma semana após a primeira ida ao PA, teve queda. Retornou ao PA, realizou novo raio-X, no qual o médico plantonista da vez identificou um processo já avançado de artrose, orientando que procurasse um ortopedista e receitando oxicodona.

Após isso, um diagnóstico mais específico foi realizado e foi constado Radiculopatia lombar, quando há compressão do nervo espinhal e Artropatia degenerativa coxofemoral severa, onde ocorre desgaste na cartilagem que reveste os ossos que formam a articulação.

“Durante todo esse tempo as dores só aumentaram e a mobilidade diminuiu cada vez mais, impossibilitando-a de realizar tarefas simples e até mesmo de dormir. Recentemente tivemos que acionar o SAMU, tamanha era a dor sentida, que a levou para o hospital onde aplicaram morfina.”, conta Lohanne.

De acordo com os especialistas consultados, a única saída para o caso de Guá seria cirúrgica e por meio de prótese. Lohanne, filha de Guá, decidiu então abrir uma vaquinha online para ajudar a mãe buscando assim possibilitar a realização da cirurgia e que a mesma volte a ter qualidade de vida.

Para doar, basta acessar o link da vaquinha digital realizada para conseguir o valor da cirurgia de Guá:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/cirurgia-da-gua

Pix para doções: 046.459.849-42 (Nome: Lohanne Paz, Banco: Nubank)

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APACD de PG procura novos associados para apoiar a causa

Foto: APACD/Google Maps | Reprodução

A Associação Ponta-grossense de Assistência à Criança com Deficiência (APACD) realiza um comunicado para a comunidade de Ponta Grossa, buscando novos associados para a causa das crianças com deficiência, através da associação, a organização busca pessoas que possam contribuir com um valor mensal visando oferecer uma melhor qualidade dos serviços prestados para as crianças que frequentam a APACD.

Apesar dos esforços e recursos que a Instituição arrecada, os mesmos sempre se mostram faltantes e insuficientes para atender as necessidades, fazendo com que a APACD busque ajuda da comunidade. Ajuda essa que tem sido fundamental para que as atividades da Instituição sejam mantidas ao longo dos anos e que reforça o pedido da APACD para buscar novos associados.

A Associação Ponta-grossense de Assistência à Criança com
Deficiência é uma Organização da Sociedade Civil, sem fins lucrativos que há 48 anos desempenha na sociedade pontagrossense um papel de suma importância no segmento da habilitação e reabilitação da pessoa com deficiência e sua inclusão à vida comunitária. Para tanto conta com convênios com órgãos oficiais como Prefeitura Municipal de Ponta Grossa através da FASPG e FMS, Secretaria de Estado da Educação, Secretaria de Estado da Saúde. Além destes recursos a Instituição conta também com ajuda mensal de sócios contribuintes, venda de produtos da oficina ortopédica e a promoção de eventos para arrecadação de fundos promovidos por sua diretoria.

Para saber maiores detalhes, entre em contato com o número de telefone (42) 99937-3959 ou através das redes sociais da APACD:

Site: https://www.apacd.org.br

Instagram: https://www.instagram.com/apacdpontagrossa

Facebook: https://www.facebook.com/apacdpontagrossa/?locale=pt_BR

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Campanha de doações do Paraná já reuniu 11,5 mil toneladas ao Rio Grande do Sul

Campanha de doações do Estado já reuniu 11,5 mil toneladas ao Rio Grande do Sul
| Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

A campanha SOS RS, do Governo do Paraná, reuniu 11,5 mil toneladas de ajuda humanitária para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul e já enviou ao estado gaúcho 8,4 mil toneladas em mais de 450 caminhões. O volume total de donativos contabiliza alimentos, água potável, roupas e produtos de higiene e limpeza doados em todas as cidades paranaenses até esta sexta-feira (17).

A campanha é coordenada pelo gabinete da primeira-dama Luciana Saito Massa e pela Defesa Civil Estadual. De acordo com a coordenação do SOS RS, a prioridade no momento são alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal. Os mantimentos estão atendendo, principalmente, famílias que ainda estão desalojadas ou em abrigos. Em todo o Rio Grande do Sul, mais de 650 mil pessoas que estão fora de suas casas.

As entregas ocorrem de forma constante e saem a partir de centros de distribuição em Curitiba e de cidades do Interior. Elas estão recebendo escoltas especiais da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e guardas municipais.

A campanha segue até o dia 22 de maio. As entregas podem ser feitas em unidades do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, sedes do Instituto Água e Terra e espaços da Secretaria da Cultura.

AÇÕES – O Paraná tem prestado apoio às cidades gaúchas também com o envio de forças de segurança e equipamentos. Já foram enviados bombeiros para trabalhar nos resgates, policiais militares para ajudar a coibir roubos e saques nos locais mais afetados, policiais civis para apoiar as autoridades locais e profissionais da Polícia Científica.

O Governo do Estado enviou também viaturas, caminhões-tanque, embarcações e helicópteros para o Rio Grande do Sul, que estão sendo usados em diversas frentes de trabalho, além de bolsas de sangue, medicamentos, profissionais de outras áreas e técnicos da Defesa Civil.

SITUAÇÃO – De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, 461 municípios do estado foram afetados pelas chuvas e alagamentos. 154 pessoas morreram, 806 se feriram e 98 estão desaparecidas. Segundo o boletim mais atualizado, 78 mil estão em abrigos e 540 mil tiveram que deixar as suas casas. Ao todo, 82 mil pessoas e 12,1 mil animais foram resgatados em áreas alagadas.

Com informações da Agência Estadual de Notícias

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Prefeitura realiza conscientização sobre o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Foto: Prefeitura Municipal de Ponta Grossa/Reprodução

A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação de Assistência Social, realizou nesta terça-feira (14) uma Blitz Educativa em alusão ao Dia 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em frente ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social II, no Jardim Carvalho, e abordou mais de 100 pessoas. A ação faz parte da Semana do Maio Laranja, que visa a sensibilizar sobre o tema.

O evento contou com a presença das equipes do CREAS (FASPG), NUCRIA (Núcleo de Proteção às Crianças e Adolescentes Vítimas de Crimes), CEVES (Comissão de Enfretamento às Violências contra Crianças e Adolescentes) e Coordenadoria de Educação para o Trânsito.

“O objetivo da ação foi conscientizar a população sobre a necessidade de proteger nossas crianças e adolescentes dos abusos e exploração sexuais, denunciando e não se calando. Além da abordagem de mais de 100 pessoas que passavam na via, divulgamos também no comércio da região”, disse a presidente da FASPG, Tatyana Belo.

As equipes distribuíram um manual da campanha ‘Pra Toda Vida’, elaborado pelo Hospital Pequeno Príncipe em parceria com diversos órgãos da área em Ponta Grossa. O guia traz imagens, legislação e vários outros conteúdos relacionados ao tema da violência contra as crianças.

Tatyana comenta que esta ação faz parte da Semana do Maio Laranja, campanha de sensibilização ao enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes, promovida pela Comissão de Enfrentamento às Violências do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente.

“Durante esta semana contamos com uma programação especial com o intuito principal de garantir os direitos daqueles que serão o futuro da nossa cidade”, finaliza Tatyana.

Com informações da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa

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Paraná é o primeiro estado do País a criar Rede de Ajuda Humanitária de alcance nacional

Foto: Valdelino Pontes/SECID – Reprodução

O governador em exercício Darci Piana sancionou na noite desta terça-feira (14) a Lei nº 21.981/2024, que instituiu a Rede Estadual de Ajuda Humanitária, a primeira do País com abrangência nacional, o que permite auxílio mais célere do Estado em situações extremas, como as chuvas do Rio Grande do Sul. A lei passou por aprovação na Assembleia Legislativa. A Rede Estadual de Ajuda Humanitária deverá promover ações de respostas rápidas e de caráter humanitário, tanto no Paraná, como em qualquer outro estado da Federação.

Ela deve ser um caminho mais fácil para ações de caráter social, podendo contar inclusive com participação de organizações da sociedade civil na execução das medidas, em ações como campanhas de arrecadação e criação de mecanismos para facilitar doações. A rede terá uma comissão permanente com membros da Superintendência Geral de Ação Solidária, Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Secretaria de Desenvolvimento Social e Família e Secretaria da Justiça e Cidadania. Os recursos serão de responsabilidade do órgão que propor alguma medida emergencial, com ampla transparência para a sua utilização.

De maneira geral as crises humanitárias impõem decretos de situação de emergência ou calamidade, aprovados por governos estaduais e federal, o que permite que a Defesa Civil apoie as prefeituras com a distribuição de bens para atender as famílias vulneráveis, além de telhas, lonas e outros materiais.

Com a Rede Estadual de Ajuda Humanitária, a ideia é que a liberação de recursos seja mais rápida, inclusive antes dos decretos, e possa atender inclusive outros estados, para distribuição de donativos, de efetivo para o trabalho e também de recursos financeiros.

“A aprovação da rede chega em boa hora. É fundamental dar uma resposta rápida, para fazer mais pelos nossos irmãos gaúchos. Ela permite que possamos socorrer qualquer ente federativo que esteja passando por uma crise humanitária”, disse a primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa.

CAMPANHA SOS RS – Em pouco mais de uma semana de arrecadações, a campanha SOS RS, do Governo do Paraná, já reuniu 6,5 mil toneladas de ajuda humanitária para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. O volume total de donativos contabiliza alimentos, água potável, roupas e produtos de higiene e limpeza doados em todas as cidades paranaenses até esta terça-feira (14). Apenas o Instituto Água e Terra recebeu 10 toneladas de doações.

Mais de 300 caminhões já foram encaminhados ao Rio Grande do Sul. As entregas ocorrem de forma constante e saem a partir de centros de distribuição em Curitiba e cidades do Interior. Elas estão recebendo escoltas especiais da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e guardas municipais. A campanha segue até o dia 22 de maio. As entregas podem ser feitas em unidades do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, sedes do Instituto Água e Terra e espaços da Secretaria da Cultura.

O Paraná também tem prestado apoio às cidades gaúchas com o envio de forças de segurança e equipamentos. Já foram enviados bombeiros para trabalhar nos resgates, policiais militares para ajudar a coibir roubos e saques nos locais mais afetados, policiais civis para apoiar as autoridades locais e profissionais da Polícia Científica.

O Governo do Estado enviou também caminhões para desobstrução de rodovias, caminhões-tanque, viaturas, embarcações e helicópteros, que estão sendo usados em diversas frentes de trabalho, além de bolsas de sangue, medicamentos, profissionais de outras áreas e técnicos da Defesa Civil.

Com informações da Agência Estadual de Notícias

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Paraná envia maquinário para desobstruir rodovias do RS

Governo do Parana envia caminhões, escavadeiras, motoniveladoras e tratores para ajudar a liberar tráfego nas estradas do Rio Grande do Sul. | Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística e do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), enviou nesta terça-feira (14) 28 equipamentos pesados e 31 profissionais para auxiliar o Rio Grande do Sul a liberar rodovias interditadas devido às enchentes. A previsão de chegada dos equipamentos ao município de Bento Gonçalves, no alto da Serra Gaúcha, é na quarta-feira (15).

Esse novo apoio é fruto de uma parceria do Estado com a Assembleia Legislativa do Paraná, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Ministério Público do Paraná (MPPR) e o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que vão disponibilizar recursos e integrar um pacote de R$ 10 milhões de investimento para auxílio direto às necessidades do estado gaúcho, cofinanciando ações da Defesa Civil e o trabalho dos técnicos paranaenses no estado.

O DER/PR disponibilizou 40 equipamentos ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Sul (DAER-RS). Neste primeiro momento foram escolhidos 28 maquinários, sendo 20 da Superintendência Regional Leste do DER, em Curitiba, e os outros oito da Superintendência Regional Oeste, em Cascavel. Esse número poderá aumentar a pedido do DAER-RS nos próximos dias.

Entre os maquinários enviados estão um caminhão caçamba, três carregadeiras, duas escavadeiras, três caminhões basculantes, duas retroescavadeiras, duas motoniveladoras, um caminhão de transporte, um carregador frontal, um trator de esteira, dois caminhões-pipas, além de veículos leves de apoio e geradores de energia.

Segundo o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti, os equipamentos paranaenses devem ficar, inicialmente, 14 dias no Rio Grande do Sul, prazo que poderá ser prorrogado conforme necessidade.

“Nós disponibilizamos 40 equipamentos do DER com seus operadores, para que pudesse prestar esse auxílio na desobstrução de vias e na recomposição de aterros, dando trafegabilidade para aquelas regiões que estão com algum tipo de problema”, explicou.

Os 31 profissionais serão divididos em três equipes, sendo que uma delas ficará em Bento Gonçalves e as outras duas em municípios próximos, à disposição das autoridades locais. Essa é uma região que foi fortemente afetada pelas chuvas e enchentes.

“Os profissionais enviados já atuam há muitos anos em nossas estradas e rodovias. São equipes experientes e todos os equipamentos estão indo com os seus operadores, chefes de equipes e também engenheiros. Ou seja, é uma equipe especializada, experiente no assunto”, destacou o diretor-presidente do DER/PR.

Para o engenheiro civil da Superintendência Regional Leste do DER/PR, Márcio Gurski, a experiência do Paraná em deslizamentos será um diferencial para o atendimento ao Rio Grande do Sul. “A nossa expectativa é fazer o máximo possível de serviços para proporcionar o acesso, a chegada das doações, das pessoas poderem ir e vir”, afirmou.

“A expectativa é encontrar algo semelhante ao que já aconteceu em eventos parecidos aqui no Paraná, como nas rodovias que levam ao Litoral, então como já temos essa experiência a intenção é que se resolva tudo o mais rápido possível”.

Segundo o governo gaúcho, atualmente são 101 trechos com bloqueios totais e parciais em 52 rodovias, entre estradas, pontes e balsas. Até o momento, 450 municípios foram afetados, sendo que 538 mil pessoas estão desalojadas, 125 pessoas desaparecidas e 147 óbitos confirmados.

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Entre os maquinários enviados estão um caminhão caçamba, três carregadeiras, duas escavadeiras, três caminhões basculantes, duas retroescavadeiras, duas motoniveladoras, um caminhão de transporte, um carregador frontal, um trator de esteira, dois caminhões-pipas, além de veículos leves de apoio e geradores de energia. Foto: Rodrigo Félix Leal/Seil


APOIO PARANAENSE – Desde os primeiros dias de chuvas e alagamentos no Rio Grande do Sul, o Paraná enviou uma série de recursos, entre pessoal, equipamentos e donativos, para auxiliar a população gaúcha.

Foram enviados bombeiros militares para auxiliar nos resgates das vítimas, policiais militares para o patrulhamento das áreas alagadas, policiais civis para colaborar com as forças de segurança locais, policiais científicos para realização de perícias, além de aeronaves, viaturas, barcos, caminhões-pipa e médicos veterinários. Medicamentos especiais e bolsas de sangue também foram enviados por aeronaves da Casa Militar do Paraná.

Durante esse período, a campanha SOS RS, capitaneada pelo gabinete da primeira-dama do Estado, Luciana Saito Massa, já arrecadou 3,3 mil toneladas em doações de alimentos, água, colchões e outros itens. A arrecadação continua e as doações podem ser entregues nos quartéis do Corpo de Bombeiros, unidades da Polícia Civil, museus do Estado, escritórios regionais do Instituto Água e Terra (IAT) e brigadas comunitárias.

Nesta segunda-feira (13), o IAT enviou 22 técnicos, 11 caminhões-pipa, sete caminhonetes 4×4 e cinco embarcações. Os escritórios regionais do órgão ambiental também realizaram a doação de mudas de árvores em troca de doações para o Rio Grande do Sul.

Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN)

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Paranaenses atendem mais de mil animais resgatados em hospital veterinário no RS

Foto: Arquivo Pessoal/AEN

Veterinários paranaenses mobilizados pela Rede Estadual para Atendimento de Animais em Situação de Desastre (Remad) montaram um hospital de campanha veterinário em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para atender os animais que são resgatados nas enchentes do Rio Grande do Sul. A unidade foi estruturada de forma emergencial no início da semana passada e até esta segunda-feira (13) mais de mil animais tinham sido atendidos, principalmente gatos e cachorros, além de cavalos e até uma cobra.

Criada em outubro do ano passado, a Remad é fruto de uma articulação entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR). O objetivo é garantir o atendimento adequado aos animais domésticos e silvestres em situações de desastre como o que ocorre no Rio Grande do Sul.

Na semana passada, as aeronaves da Casa Militar levaram os veterinários até o Rio Grande do Sul para montar o hospital de campanha e gerenciar os abrigos. Duas equipes, cada uma com três profissionais, foram à campo nos primeiros dias da semana passada. Nesta segunda-feira (13), as duas equipes retornaram para Curitiba para reavaliação das estratégias e devem retornar ao Rio Grande do Sul na próxima semana.

“O Paraná foi o primeiro estado brasileiro a montar uma rede especializada no atendimento, que se mobilizou rapidamente para ajudar nos resgates e atendimentos na tragédia que ocorre no Rio Grande do Sul”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Schunig. “Os animais que são encontrados nos telhados das casas e nas áreas de resgate são levados até esse local para serem examinados, alimentados, medicados e operados quando necessário. No futuro, será organizado o processo de adoção ou a devolução aos seus donos”.

O trabalho em Canoas conta com apoio do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad) do Rio Grande do Sul, Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do estado gaúcho, Ibama, ICMBio, além de ONGs de proteção animal e de voluntários. Além disso, há um hospital veterinário em Porto Alegre.

Segundo a médica veterinária Letícia Koproski, presidente da Comissão de Gestão de Risco de Animais em Desastres do CRMV-PR, que coordenou a força-tarefa, os profissionais que atuam no Rio Grande do Sul estão ligados ao trabalho desse colegiado.

“Em um primeiro momento a nossa equipe foi direcionada para Santa Cruz do Sul e após verificar a estabilização das ações de atendimento dos animais por lá, fomos redirecionados para a atuação nos abrigos instalados em Canoas. A segunda equipe já foi direcionada direto para Canoas, onde atualmente são mantidos cerca de 2.500 animais”, disse.

Ela também relatou os procedimentos que foram realizados logo após os primeiros dias das enchentes. “Nós fazíamos uma triagem, identificando as emergências e direcionando para o hospital de campanha. Nesse período em que fiquei lá a equipe do Paraná trabalhou no atendimento dos casos de baixa e média complexidade e no gerenciamento e manutenção dos animais do abrigo”, afirmou.

Ela também reforçou a importância desse atendimento. “O manejo específico de animais em desastres é importante por questões sanitárias, além do relacionamento que têm com as famílias. Na resposta a esses incidentes é imprescindível atuar na manutenção da saúde animal para evitar surtos de zoonoses, que são as doenças que podem ser transmitidas dos animais para os humanos. Mantendo a saúde dos animais, é mantida a saúde das pessoas e do ambiente. Existe uma relação entre os organismos e o meio, somos conectados e formamos uma só saúde”, complementou.

RESGATES – Mais de 10,8 mil animais de estimação e silvestres já foram resgatados das enchentes no Rio Grande do Sul, conforme boletim da Defesa Civil do estado. Já são 147 vítimas nos temporais e cheias desde o final de abril. São 127 desaparecidos e 806 feridos. O número de pessoas fora de casa já chegou a 617 mil. No total, 79,5 mil estão em abrigos e 538 mil estão desalojados (em casa de amigos e parentes).

Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN)

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