
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, na manhã desta sexta-feira (4), um empresário de 31 anos suspeito de ser um dos mandantes e articuladores do assassinato de Hugo Gabriel Moll e da tentativa de homicídio contra João Victor Pereira, proprietário de uma barbearia em Ponta Grossa.
O crime aconteceu no dia 19 de junho de 2026, dentro do estabelecimento localizado na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará.
Segundo a investigação, Hugo Gabriel Moll não era o alvo dos atiradores e foi morto por engano. O alvo principal seria um homem com antecedentes criminais que havia deixado a barbearia poucos segundos antes do ataque.
A Polícia Civil chegou ao empresário após aprofundar as investigações e analisar provas e informações reunidas durante as etapas anteriores do caso. Com os elementos obtidos, a Justiça autorizou a prisão temporária do suspeito, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira.
Com a nova prisão, a Polícia Civil afirma que vários suspeitos já foram identificados e presos durante a investigação. O inquérito agora segue para a conclusão do caso e a responsabilização dos envolvidos.
Entenda o caso
O crime ocorreu por volta das 16h15 do dia 19 de junho, em uma barbearia no bairro Cará-Cará. Um homem usando capacete vermelho, jaqueta azul e calça escura invadiu o local e efetuou disparos com uma pistola calibre 9mm.
Hugo Gabriel Moll estava sentado na cadeira, cortando o cabelo, quando foi atingido na cabeça. Ele morreu no local. O proprietário da barbearia, João Victor Pereira, também foi baleado, no tórax, e recebeu atendimento médico.
Durante a investigação, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança, informações sobre a movimentação de veículos e outros elementos que ajudaram a esclarecer a dinâmica do crime.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luís Gustavo Timossi, as investigações apontaram que as vítimas foram atingidas por engano. O principal alvo seria um homem envolvido com o tráfico de drogas, que havia saído da barbearia cerca de dez segundos antes do ataque.
Segundo a polícia, João Victor pode ter sido atingido durante a ação em uma tentativa dos criminosos de evitar que houvesse testemunhas ou durante uma reação no momento do ataque.
Em uma fase anterior da operação, realizada no dia 28 de julho, a Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, já havia cumprido cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participação na logística e na execução do crime.
Com a prisão do empresário nesta sexta-feira, a Polícia Civil segue com os últimos procedimentos da investigação para concluir o inquérito e encaminhar o caso à Justiça.