O frio castigou o paranaense no fim de semana. Dados consolidados nesta segunda-feira (1º) pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) revelam que em 91% dos municípios do Estado com algum tipo de medição feita pelo órgão apresentaram a temperatura mais baixa do ano. Das 57 cidades monitoradas, apenas Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio, Cambará e Santo Antônio da Platina, localizadas entre o Norte e o Norte Pioneiro, não quebraram o recorde de 2024.
No domingo (30), o frio mais intenso foi registrado em General Carneiro, na região Sul, com -3,5ºC. Também apresentaram marcas negativas Palmas (-3,3ºC), São Mateus do Sul (-2,1ºC), Inácio Martins (-2,0ºC), Guarapuava (-1,5ºC), Lapa (-1,0ºC), Pinhão (-0,7ºC) e Fazenda Rio Grande (-0,6ºC). Já União da Vitória (0,1ºC), Colombo (0,5ºC), Pato Branco (0,5ºC), Pinhais (0,6ºC), Francisco Beltrão (0,7ºC) e Irati (0,9ºC) ficaram no limite do zero grau. Curitiba ficou nos 2,0ºC.
“Os baixos valores são resultado de uma forte massa de ar polar, que provocou queda de temperatura brusca em todo o Paraná, com quebra de recordes para o ano. Exceção ao Norte, Norte Pioneiro, os municípios das demais regiões apresentaram a menor temperatura até o momento em 2024”, afirma o meteorologista Reinaldo Kneib. O Simepar é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
PREVISÃO – O frio, porém, começa a deixar o Paraná e, aos poucos, a temperatura vai subindo ao longo desta semana. Cidades tradicionalmente frias no inverno, Curitiba e Guarapuava apresentarão máxima de 24ºC e 23ºC, respectivamente. Já Jacarezinho e Maringá encostarão nos 30ºC.
“A massa de ar frio perde força, sem a previsão de geadas, com exceção do extremo Sul do Paraná. A temperatura fica mais agradável e mais para o fim da semana, há previsão de chuva”, diz Kneib.
O vereador Geraldo Stocco (PV) protocolou um projeto de lei (PL 231/2024) que obriga hospitais, públicos e privados, de Ponta Grossa a fornecerem dietas específicas para pacientes celíacos (com intolerância ao glúten) que ficarem internados em tais unidades de saúde. A proposta foi protocolada no último dia 26 no Legislativo Municipal e representa uma antiga reivindicação da comunidade celíaca da cidade.
A proposta determina que a obrigatoriedade da dieta livre de glúten seja produzida em local separado, para evitar “contaminação cruzada”. O projeto rege ainda que no caso dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento que não possuírem segregação na área de preparo dos alimentos servidos aos pacientes, a dieta especial a ser fornecida a pessoas com doença celíaca poderá ser preparada e entregue por empresa terceirizada devidamente regularizada perante o seu município.
Geraldo destaca que a medida foi proposta a partir de pedidos de pessoas com a condição (celíacos) que passaram por dificuldades extremas ao necessitar internamento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e mesmo hospitais de Ponta Grossa.
“Hoje nós temos cerca de 1% da população mundial com esse diagnóstico [intolerância ao glúten], sem falar daquelas pessoas que sofrem de tal condição e não são diagnosticadas”, conta Geraldo.
A proposta de Geraldo prevê que, caso a unidade hospitalar não tenha espaço dedicado a tal produção, poderá haver a contratação de uma empresa parceira, desde que alguns aspectos sejam seguidos.
“No caso das refeições serem servidas em ambiente hospitalar e preparadas por empresas terceirizadas, a alimentação deve estar em temperatura adequada conforme legislação sanitária vigente e de preparo recente, inferior a 6 (seis) horas”, destaca o PL.
O projeto de Geraldo destaca ainda que a alimentação (dieta) fornecida aos celíacos seja a mesma (em termos de alimentos e opções) seja a mesma dos demais pacientes e adequada às demandas prescritas pelos médicos e nutricionistas.
“Não queremos segregar os celíacos, pelo contrário… queremos incluí-los, dar condições de uma pessoa com essa condição ficar internada e poder se alimentar com tranquilidade”, destaca Geraldo.
O projeto dá 90 dias para que as unidades hospitalares se adequem ao que foi proposto. A iniciativa de Geraldo tramitará nas comissões internas antes de ser levada ao plenário da Casa de Leis.
Um lugar cuja missão é recontar a história do planeta. Quatrocentos milhões de anos de história estão armazenados no Laboratório de Paleontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Localizado no Campus Uvaranas, o laboratório possui coleção de mais de 20 mil amostras de registros animais e vegetais, datados, em sua maioria, do Período Devoniano.
O Laboratório é sede do grupo de pesquisa Palaios – Paleontologia Estratigráfica, do Programa de Pós-graduação em Geografia da UEPG (PPGGeo), e é coordenado pelo professor Élvio Pinto Bosetti. O objetivo é reunir, numerar, catalogar e armazenar as amostras coletadas em campo pelos pesquisadores do Grupo e disponibilizá-las para o desenvolvimento de pesquisas. O Palaios opera em rede e reúne sete universidades de diferentes regiões do Brasil, sob coordenação da UEPG, na realização de estudos em conjunto na área.
A história do Laboratório de Paleontologia se integra à trajetória profissional de seu coordenador e fundador. Élvio explica que o Laboratório foi criado no ano de 2000, quando deu início ao seu trabalho de Doutorado e, junto de cinco alunos, começou a organizar e catalogar o acervo paleontológico da Universidade. Após negociações com a Reitoria da UEPG, foi criado o espaço, cuja estrutura é a mesma desde 2012. Desde sua fundação, o Laboratório de Paleontologia e as pesquisas ali desenvolvidas tornaram a UEPG referência na área e os resultados dessa atuação são as parcerias com diversas instituições.
“Somos referência nacional em pesquisas do Devoniano. Eu não conheço, na América do Sul, acervo desse período maior que o nosso”, exalta o professor.
Ele ressalta a referência que o Laboratório de Paleontologia da UEPG e seu extenso acervo representam para a Ciência, com um nível de abrangência de seus trabalhos que englobam desde pesquisas internacionais, publicações em revistas no Brasil e eventos locais. A atuação do Laboratório é, há anos, reconhecida pela Sociedade Brasileira de Paleontologia.
“Nosso trabalho tornou Ponta Grossa um polo formador de paleontólogos reconhecido em todo o país”.
Outro diferencial para a atuação do Laboratório está nas características da região dos Campos Gerais, marcada pela grande presença de fósseis do Período Devoniano. A região concentra grande diversidade de registros, carregados de informações sobre a vida no planeta há 400 milhões de anos. Durante o Devoniano, datado de 416 milhões a 359 milhões de anos, a região estava submersa por grande oceano, onde uma incrível variedade de formas de vida florescia.
Em meio à diversidade de conchas, vermes e trilóbitas, ancestrais dos artrópodes, o Laboratório detém tesouros únicos: esqueletos e barbatanas de pequenos peixes e tubarões que nadaram pelos Campos Gerais passam quase imperceptíveis nas rochas, não fosse o olhar treinado dos paleontólogos. As amostras são únicas no mundo e compõem pesquisa em andamento no Laboratório, encabeçada pela doutoranda Iniwara Kurovski.
A rotina do paleontólogo
Saber identificar o registro fóssil é apenas uma das etapas da missão dos pesquisadores. Os trabalhos iniciam fora do Laboratório, nas áreas fossilíferas, localizados nas cidades de Ponta Grossa, Tibagi, Arapoti, Jaguariaiva e outros municípios da região que um dia formou um mar primordial. Após a identificação dos exemplares nos afloramentos, é feita a extração da fração de rocha onde estão inseridos os espécimes. Uma vez coletados, os materiais são embalados, com a devida identificação de onde foram retirados, e levados ao Laboratório, onde passam pela curadoria, que consiste na limpeza e numeração.
Após a catalogação, os fósseis são registrados no Livro Tomo do projeto, onde estão inscritas amostras coletadas pela equipe e por pesquisadores de outras instituições que tem a UEPG como referência. Estão registrados nos livros mais de vinte mil peças; o número de espécimes, contudo, supera os cem mil indivíduos, considerando os animais e plantas fossilizados nos mesmos afloramentos.
O trabalho do Laboratório de Paleontologia da UEPG é desenvolvido por nove estudantes bolsistas de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado que compõe o Projeto Palaios na UEPG. Eles comentam sobre o seu amor pela Paleontologia e revelam os caminhos e as escolhas que os levaram aos estudos na área.
“Essa área me fascina desde criança. Antes de entrar na Universidade já pesquisava sobre o tema, na Iniciação Científica Jr., o que possibilitou eu me aproximar mais do tema e das pessoas que o pesquisam quando passei no Vestibular em Geografia”, declara Luana Oliveira, mestranda do PPGGeo e uma das paleontólogas do Laboratório. “Sempre fui a estranha da família”, brinca Luana, ao relembrar seu interesse pela vida pré-histórica.
Por sua vez, Gabrieli Goltz descreve que sua entrada para o campo foi “por acaso”. A bióloga e doutoranda revela que a paixão pela Paleontologia teve início durante uma atividade prática em campo, durante a graduação,
“Durante a escavação eu encontrei alguns fósseis. E o professor Elvio, que estava presente na atividade, percebeu a minha felicidade e ofereceu a oportunidade de ser pesquisadora pelo projeto. Eu, que era interessada por outra área, me apaixonei pela Paleontologia”. Para o doutorando Kevin William Richter, também biólogo, o caminho foi mais longo: “Na graduação eu passei por várias áreas, em diferentes grupos de pesquisa, até entrar para o Grupo, quando fiz Mestrado. O começo foi difícil, mas como era uma área que me fascinava desde pequeno, foi importante para mim”.
Acesso ao público
A riqueza paleontológica dos Campos Gerais pode ser vista pela população. Parte do acervo coletado pelo Grupo Palaios e o Laboratório de Paleontologia está em exposição do Museu de Ciências Naturais da UEPG (MCN), no Campus Uvaranas. A coleção de fósseis do MCN conta com cerca de duzentas peças, com destaque ao material do Período Devoniano. O coordenador do Museu, professor Antônio Liccardo, destaca ser essencial expor as peças para exaltar a referência que a UEPG é nesse campo de estudo.
“O Museu de Ciências Naturais é uma vitrine para essas pesquisas. Levamos ao público um conhecimento desenvolvido ao longo de décadas e que tornaram nossa universidade referência nesse campo do conhecimento”, destaca o coordenador. Ele ressalta que cada fóssil exposto é único e carregado de informações. “Nossa função, enquanto Museu, é traduzir essas informações ao público e despertar o fascínio das pessoas sobre o passado da Terra”.
O Museu de Ciências Naturais da UEPG funciona de segunda à sexta-feira, das 9h30 a 12h e das 14h00 às 17h30.
Reconstruindo tesouros
No dia 2 de setembro de 2018, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi parcialmente destruído por incêndio, que queimou grande parte do seu acervo. Entre os materiais consumidos pelo fogo, haviam amostras fósseis doadas pela UEPG. Desde que iniciaram os esforços para reconstrução do Museu, a Universidade é parceira na reestruturação da sua coleção. No dia 14 de junho, o Laboratório de Paleontologia da UEPG recebeu a visita de equipe do Museu Nacional.
Os paleontólogos Sandro Schefler, do Museu Nacional, e Rafael Silva, do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), foram recebidos pelo coordenador do Laboratório de Paleontologia, professor Élvio Bosetti, os pesquisadores do laboratório e o coordenador do Museu de Ciências Naturais da UEPG, professor Antônio Liccardo. O objetivo da visita foi conhecer o acervo do Laboratório e recordar a parceria de longa data das duas instituições.
O Museu Nacional é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das instituições que compõem o Grupo Palaios. “Quando aconteceu o incêndio, eu perdi material”, lamenta o professor Elvio. Ele considera como muito boa a relação da UEPG com a UFRJ e o Museu Nacional dentro do esforço conjunto das universidades que compõem o grupo para auxiliar na reconstrução do acervo.
O vínculo do Museu Nacional com a região dos Campos Gerais data desde antes da criação da UEPG. Os primeiros registros de fósseis devonianos da região foram feitos pela Comissão Geológica do Império, no final do Século XIX, e levados ao Rio de Janeiro, onde, posteriormente, foram incorporados ao acervo do Museu Nacional. A visita dos pesquisadores, no último dia 14, também possibilitou a gravação de imagens para documentário em produção, sobre os caminhos percorridos por pesquisadores para a formação da coleção do Museu, antes de sua destruição.
“Temos atuado em conjunto há muitos anos. A importância da UEPG é fundamental, principalmente quando vamos à campo nos Campos Gerais para reconstruir nossas coleções”, explica Schefler.
Ele destaca que a Universidade, por meio do professor Elvio, desenvolve pesquisas de ponta na área da Paleontologia, que a tornam referência nacional. Rafael Silva, do SGB, destaca que, após mais de um século desde as primeiras expedições paleontológicas na região, é essencial revisitar a coleção da UEPG para conhecer as novas descobertas até então escondidas pela Terra.
A LCA Móveis e Decorações, referência em produtos de qualidade em Ponta Grossa, sempre trazendo novidades em sua linha diferenciada de itens, realizará, a partir da próxima semana, uma grande promoção para seus clientes com o objetivo de esvaziar o estoque. O “Grande Feirão de Estoque” inicia-se em 1º de julho e oferece descontosimperdíveis em itens selecionados, com reduções que variam de 10% a até 40%. Os produtos com preços reduzidos estão disponíveis à prontaentrega, permitindo que os clientes levem suas novas aquisições para casa imediatamente.
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Endereço e contato: A LCA Móveis e Decorações está localizada na rua Dom Pedro I, 421, no bairro de Oficinas, próximo ao Clube ARHT, e abre de segunda a sábado. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone/WhatsApp (42) 99972-0640. A LCA também está presente nas redes sociais: acesse o Instagram @lcapontagrossa.
SERVIÇO
LCA Móveis e Decorações
Endereço: Rua Dom Pedro I, nº 421, Oficinas, Ponta Grossa, Paraná.
As inscrições para as vagasremanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao primeiro semestre de 2024 serão encerradas nesta segunda-feira (1º) exclusivamente pela internet, por meio do sistema Fies Seleção, disponível no Portal Acesso Único do MEC.
“As vagas remanescentes do Fies referem-se às oportunidades de financiamento que não foram preenchidas durante as etapas regulares de seleção do programa. Elas são destinadas exclusivamente aos estudantes efetivamente matriculados no curso, turno e local de oferta para os quais se inscreveram”, informou o Ministério da Educação.
Segundo o MEC, os candidatos devem estar obrigatoriamente em situação de “cursando” no momento da inscrição no Fies ou devem ter cursado o referido semestre com aproveitamento em pelo menos 75% das disciplinas, caso o semestre já tenha sido encerrado.
De acordo com o Edital 19/2024, que trata do processo de oferta e ocupação de vagas remanescentes do Fies, o resultado da ordem de classificação e da pré-seleção será divulgado na próxima quinta-feira (4), constituído de chamada única e de lista de espera.
CadÚnico
Candidatos com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) terão prioridade na classificação para a ocupação das vagas remanescentes. Nesses casos, também será possível solicitar a contratação de financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pelas instituições.
Entenda
Instituído pela Lei nº 10.260, de julho de 2001, o Fies tem como proposta conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos. Os cursos devem ser ofertados por instituições de educação superior privadas participantes do programa, bem como ter avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Na madrugada de sábado (29), por volta de 02 horas da manhã, policiais rodoviários federais realizavam fiscalização no KM 388 da BR 277, município de Candói-PR, quando deram ordem de parada ao condutor de um veículo Cobalt de cor verde e emplacamento do município de São José dos Pinhais-PR.
Durante fiscalização no veículo, foi encontrada a maconha no porta-malas e no banco traseiro, posteriormente feita a pesagem de 329,35kg da droga.
O condutor informou que teria pego o ilícito na cidade de Marechal Cândido Rondon e levaria até Curitiba.
Diante dos fatos, o condutor foi encaminhado para a Polícia Civil de Guarapuava.
PCPR prende quatro por soltura de balões que chegavam a custar mais de R$ 20 mil | Foto: PCPR
PCPR prende quatro por soltura de balões que chegavam a custar mais de R$ 20 mil | Foto: PCPR
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu quatro pessoas em flagrante ligadas a um grupo criminoso envolvido em incêndios e soltura de balões. As capturas aconteceram durante uma operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (1º), em Curitiba. Durante a ação ainda foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão.
Seis fábricas de balões foram desmanteladas. As equipes da PCPR também apreenderam unidades prontas para soltura e mais de R$ 200 mil de papel de seda, usado na confecção de balões. Um dos balões estava sendo produzido há quatro anos ao custo de mais de R$ 20 mil.
PCPR prende quatro por soltura de balões que chegavam a custar mais de R$ 20 mil | Foto: PCPR
Ao todo nove pessoas são investigadas e devem responder pelos crimes de soltura de balões, associação criminosa e incêndio, com penas que podem chegar a 12 anos de prisão.