A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou nesta terça-feira (16), por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro a pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos devido a comentários racistas feitos por ele a apoiadores quando ainda ocupava o cargo, em 2021.
Pela decisão, a União também deve pagar R$ 1 milhão pelos comentários de Bolsonaro. Os três desembargadores que julgaram o caso entenderam que as falas foram proferidas com o peso institucional da Presidência da República, o que atrai a responsabilidade do Estado.
O governo, contudo, pode depois mover uma nova ação para o ressarcimento do Estado por Bolsonaro, frisou o relator do caso, desembargador Rogério Fraveto. A condenação possui caráter civil, voltado à reparação do dano e sem efeitos criminais.
Para o relator, Bolsonaro praticou o chamado “racismo recreativo”, isto é, se valeu do humor para tentar encobrir o caráter racista de suas falas.
”Trata-se de comportamento que tem origem na escravidão, perpetuando um processo de desumanização das pessoas escravizadas, posto em prática para justificar a coisificação de seres humanos e sua comercialização como mercadoria”, disse o desembargador.
A segunda instância da Justiça Federal atendeu em parte a pedido do Ministério Público Federal, que recorreu da decisão de primeiro grau que havia negado a indenização. A Defensoria Pública da União (DPU) também figura como autora da ação civil pública contra Bolsonaro.
Os órgãos queriam que Bolsonaro fosse condenado a pagar R$ 5 milhões, mas a turma considerou o valor excessivo. Defesa e acusação ainda podem recorrer da decisão.
Falas
Os comentários pelos quais Bolsonaro foi condenado foram feitos entre maio e julho de 2021, alguns em frente ao cercado no qual ele costumava interagir com apoiadores, que ficava em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Em um desses episódios, por exemplo, Bolsonaro comparou o cabelo de uma pessoa negra a um “criatório de baratas”. A fala, dessa vez, ocorreu na live semanal que era realizada pelo ex-presidente. Na ocasião, ele disse que um apoiador negro não poderia “tomar ivermectina, vai matar todos os seus piolhos”.
Para o MPF, as falas são mais que meras piadas infelizes e configuram discriminação racial por seu caráter ofensivo. “Os fatos objetos desse processo se revestem de especial gravidade relacionada à discriminação de pessoas negras, havendo o ex-presidente da República proferido manifestações públicas de juízo depreciativo sobre cidadãos negros”, sustentou o órgão.
“Cabelo constitui um dos principais sinais diacríticos da negritude e tem sido historicamente alvo de preconceitos racistas, que negam a beleza a pessoas racistas”, continuou a representante do MPF.
Defesa
A advogada Karina Kufa, em defesa de Bolsonaro, disse que os comentários do ex-presidente foram “jocosas”, mas não tinham cunho racista, pois faziam referência ao comprimento do cabelo do alvo da piada, e não ao formato ou outras características especificas.
A defensora disse que as brincadeiras, “mesmo que de mau gosto”, eram feitas de modo particular e pessoa para o referido apoiador, que não se considerou ofendido. Ela negou que Bolsonaro tenha ofendido toda a população negra brasileira.
Rafael Gustavo Montrezol, gerente da Telhas Construção Brasil, e Elki Montrezol, CEO da empresa, são os convidados do Pontagrossauros Podcast desta terça (16).
Rafael Gustavo Montrezol, gerente da Telhas Construção Brasil, e Elki Montrezol, CEO da empresa, são os convidados do Pontagrossauros Podcast desta terça (16).
O episódio 110 do Pontagrossauros Podcast vai ao ar nesta terça-feira, 16 de setembro, às 20h, e recebe como convidados Rafael Gustavo Montrezol, gerente da Telhas Construção Brasil, e Elki Montrezol, CEO da empresa. A conversa abordará a trajetória da Telhas Construção Brasil, desde a sua fundação em 2002, quando era conhecida como Montreaço, até a consolidação como referência no mercado de telhas metálicas e ferragens armadas em Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
No episódio, Rafael e Elki detalharão os produtos da empresa, que vão de telhas metálicas sob medida, com diversas cores, formatos e opções de isolamento térmico e acústico, a colunas, vergalhões, telas e toda a linha de material estrutural. A conversa também abordará a inovação nos processos de produção, a busca pela qualidade e excelência no atendimento e a estratégia de expansão responsável, mantendo sempre a sustentabilidade e a ética como valores centrais.
Além do aspecto comercial, o podcast destaca o engajamento social da Telhas Construção Brasil. Os convidados falarão sobre projetos de doações em desastres naturais, apoio a instituições que acolhem pessoas em vulnerabilidade, educação de mais de 10 mil crianças e adolescentes em todo o estado e ações de construção e recuperação de casas de famílias em situação de necessidade.
O Pontagrossauros Podcast vai ao vivo hoje, e os ouvintes são convidados a acompanhar uma conversa que combina história, inovação, produtos personalizados e responsabilidade social, mostrando como a Telhas Construção Brasil se consolida como referência no setor de construção.
Pontagrossauros: 1 ano valorizando histórias de Ponta Grossa
Alex WillianRichard Eidam
O Pontagrossauros Podcast completou 1 ano de trajetória no início do mês de junho. Com mais de 160 convidados e 100 episódios gravados, o programa segue dando voz a quem faz parte do cotidiano da cidade. O podcast é transmitido ao vivo no YouTube e Facebook do portal Em PG é Assim, com cortes nas redes sociais como Instagram, TikTok e Kwai, além da versão completa no Spotify. Neste episódio, a apresentação fica por conta de Alex William e Richard Eidam.
O Pontagrossauros também está em busca de novas vozes para os próximos episódios. Interessados podem se inscrever preenchendo o formulário com nome, tema a ser abordado, disponibilidade (terça ou quinta-feira), links das redes sociais ou material de apoio e contato de WhatsApp. Acesse o formulário pelo link.
Vale lembrar que a inscrição não garante a participação automática. Todos os nomes enviados passam por curadoria da equipe do Pontagrossauros, que avalia os temas propostos e entra em contato com os selecionados.
O Sistema Nacional de Emprego (SINE) de Ponta Grossa divulgou a oferta de 241 vagas de emprego para esta quarta-feira (17). As oportunidades abrangem diferentes áreas e níveis de experiência, incluindo vagas para Pessoas com Deficiência (PCD).
Os interessados devem comparecer ao SINE, localizado na Rua Doutor Colares, 354, no horário das 8h às 16h. O órgão reforça que não fornece informações sobre vagas por telefone, sendo recomendado o uso das ferramentas digitais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e o site servicos.mte.gov.br.
Confira as vagas disponíveis:
Vagas com experiência
Açougueiro Ajudante de obras Alinhador veicular Analista de marketing Analista de redes e de comunicação de dados Analista de suporte técnico Armador de ferros Armazenista Assistente administrativo Assistente de compras Assistente de logística de transporte Atendente de balcão Auxiliar administrativo Auxiliar contábil Auxiliar de cobrança Auxiliar de confeitaria Auxiliar de confeiteiro Auxiliar de cozinha Auxiliar de estoque Auxiliar de limpeza Auxiliar de linha de produção Auxiliar de marceneiro Auxiliar de mecânico diesel (exceto de veículos automotores) Auxiliar de padeiro Auxiliar financeiro Auxiliar técnico na mecânica de máquinas Borracheiro Camareira de hotel Carpinteiro Chapista de lanchonete Churrasqueiro Coletor de resíduos hospitalares Comprador Confeiteiro Conferente mercadoria (exceto carga e descarga) Consultor de vendas Copeiro de bar Costureira em geral Cozinheiro de restaurante Cozinheiro geral Desenvolvedor de ti Eletricista auxiliar Eletricista de instalações Empregado doméstico nos serviços gerais Encarregado de açougue Faxineiro Fiscal de loja Funileiro industrial Gerente de contas – pessoa física e jurídica Gerente de marketing Gerente de recursos humanos Jardineiro Lavador de veículos Manobrista Marceneiro Mecânico de automóvel Mecânico de manutenção de caminhão a diesel Mecânico de manutenção de máquina industrial Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) Mecânico diesel (exceto de veículos automotores) Mecânico montador Montador Montador de estruturas metálicas Montador de móveis de madeira Montador soldador Motorista carreteiro Motorista de caminhão Motorista de caminhão basculante Motorista de ônibus urbano Motorista entregador Oficial de manutenção Operador de caixa Operador de carregadeira Operador de empilhadeira Operador de jato abrasivo Operador de motoniveladora Operador de pá carregadeira Operador de retro-escavadeira Operador de rolo compactador Operador de trator de esteira Padeiro Pedreiro Pintor a revólver (pintura eletrostática) Pintor industrial Recepcionista de hotel Recepcionista, em geral Representante técnico de vendas Roçador – na cultura Serrador de toras Serralheiro Servente de limpeza Servente de obras Soldador Subgerente de loja (operações comerciais) Supervisor de vendas comercial Técnico de controle de qualidade de alimentos Técnico de suporte ao usuário de tecnologia da informação Técnico de suporte de ti Técnico de vendas Técnico eletricista Técnico em segurança do trabalho Topógrafo Torneiro mecânico Trabalhador da elaboração de pré-fabricados (concreto armado) Trabalhador rural Vendedor interno Vendedor pracista Zelador
Vagas sem experiência
Ajudante de açougueiro (comércio) Ajudante de padeiro Ajudante de serralheiro Atendente de balcão Atendente de lanchonete Atendente de telemarketing Auxiliar administrativo Auxiliar de cozinha Auxiliar de escritório Auxiliar de estoque Auxiliar de linha de produção Auxiliar geral de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) Balconista Chapeiro Corretor de imóveis Empacotador, a mão Farmacêutico hospitalar e clínico Garçom Instalador de alarme Mensageiro Motorista de ambulância Motorista de caminhão Motorista de caminhão guincho pesado com munk Operador de caixa Repositor – em supermercados Selecionador de material reciclável Técnico de edificações Trabalhador rural Vendedor interno Vendedor porta a porta Zelador
Vagas PCD com experiência
Assistente administrativo Auxiliar de cozinha Faxineiro Operador de máquinas fixas, em geral Operador de processo de produção Recepcionista, em geral Servente de limpeza
Vagas PCD sem experiência
Auxiliar de cozinha Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações
Serviço
Sine Ponta Grossa
Endereço: Rua Doutor Colares, 354 – Centro
Horário de atendimento: das 8h às 16h
Informações sobre vagas: somente presencialmente ou pelos canais digitais
Companhia Municipal de Dança de Ponta Grossa abre o Setembro em Dança com a coreografia Trajetória de uma Vida.
Companhia Municipal de Dança de Ponta Grossa abre o Setembro em Dança com a coreografia Trajetória de uma Vida.
Começa hoje (16) a edição 2025 do Setembro em Dança – Festival Nacional de Dança de Ponta Grossa. A abertura está marcada para as 19h30, no Ginásio de Esportes Jamal Farjallah Bazzi. Depois da solenidade inicial, acontece apresentação da coreografia “Trajetória de uma vida”, em homenagem a Milton Nascimento, com a Companhia Municipal de Dança de Ponta Grossa.
O festival segue até o dia 27, com diversas apresentações das diferentes mostras que vão movimentar o palco montado especialmente para o Setembro em Dança no Ginásio Jamal. “O festival tem como objetivo fomentar a prática da dança, a produção coreográfica e a integração de protagonistas desse segmento artístico”, destaca o secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal.
O secretário de Cultura ainda ressalta que o evento vai além das apresentações no palco e busca também abrir espaço para a formação e o intercâmbio cultural. “A proposta é valorizar a diversidade de estilos e linguagens, aproximar grupos consolidados e novos talentos e oferecer visibilidade para quem vem construindo sua trajetória na dança. Com isso, o festival contribui para o fortalecimento da cena cultural local e incentiva a participação ativa da comunidade nesse processo”, afirma.
A Mostra Competitiva contará com coreografias de ballet, jazz, sapateado, danças urbanas, pole dance, dança contemporânea e estilo livre. A avaliação ficará a cargo de grandes nomes da dança nacional, como Juliana Valadão, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Ray Santos, de Santos-SP; Gisella Martins, de Blumenau-SC; Fernando Lima, de Joinville-SC, entre outros.
O Setembro em Dança reserva ainda uma série de mostras paralelas, que complementam a programação principal do festival e proporcionam experiências diversificadas para todos os públicos. Entre os destaques estão as mostras especiais “Sapatilhinhas”, para crianças de até 12 anos. Toda a programação do festival é gratuita.
O festival também promove uma série de oficinas ministradas por grandes nomes da dança, abertas à comunidade. A iniciativa representa uma oportunidade valiosa para praticantes que desejam aperfeiçoar suas técnicas junto a profissionais de destaque. “São artistas de renome nacional e internacional que estarão presentes, oferecendo aos dançarinos a chance de ampliar seus conhecimentos e elevar ainda mais o nível de sua prática”, destaca o secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal.
Nesta segunda-feira (15), data em que a cidade de Ponta Grossa celebra seus 202 anos de história, a prefeita Elizabeth Schmidt fez o lançamento da pedra fundamental para a construção da UPA Oficinas. O anúncio deste presente para a população ponta-grossense foi feito ao lado da presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Liliam Brandalise, e marca o início da jornada para que a cidade ganhe sua quarta Unidade de Pronto Atendimento – se somando as UPAs Santa Paula, Sant’Ana e Uvaranas.
O investimento previsto para a construção do novo espaço, que será construído no terreno onde hoje está localizada a sede da Secretaria de Serviços Públicos (na rua Franco Grilo), está na ordem de R$10 milhões. Um dos grandes diferenciais da obra é a utilização de recursos próprios da Prefeitura de Ponta Grossa, resultado da boa gestão, eficiência e respeito com o dinheiro público.
“Esta é uma obra que vai mudar a realidade da saúde para quem vive nessa região, com estrutura moderna e inovadora, assim como foi com a UPA de Uvaranas. Hoje celebramos o passado e o futuro de Ponta Grossa, e esse futuro passa por cuidar das pessoas. É isso que estamos fazendo: construindo uma nova história na saúde, com respeito a quem precisa de atendimento”, ressalta a prefeita.
A nova UPA Oficinas deve contar com uma estrutura que deve superar os 1000 m², incluindo consultórios médicos, sala de triagem e espaços para exames e procedimentos. Assim como na UPA Uvaranas, a obra será executada no sistema Light Steel Framing, método de construção que era inédito nas obras da Prefeitura de Ponta Grossa e foi utilizado com sucesso na obra em Uvaranas.
O segundo museu mais antigo do Paraná está de aniversário. O Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCG-UEPG) completou 75 anos nesta semana em meio a recordes de visitação, novas instalações que incluem o prédio histórico restaurado, exposições em constante renovação, parcerias com diversas instituições, um relacionamento intenso com a pesquisa e pós-graduação e um protagonismo nacional no uso da tecnologia, inovação e de inteligência artificial na digitalização e gestão de acervos.
“O Museu Campos Gerais é o mais antigo do Interior do Estado e o museu universitário mais antigo do Paraná. Nós chegamos aos 75 anos como um museu dinâmico, que integra ensino, pesquisa, extensão, inovação tecnológica e atividades culturais”, comemora o diretor do MCG, professor Niltonci Batista Chaves.
O historiador destaca como fatores essenciais para o sucesso atual da instituição, que a credenciam como o principal museu do interior do Paraná: a estrutura, a integração com o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), a criação do Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e a articulação com outros museus e centros de documentação, por meio de redes.
O reitor Miguel Sanches Neto reforça que o MCG está alinhado à vocação da UEPG de valorizar e integrar diferentes áreas do conhecimento.
“Dentro de sua missão de agregar as principais iniciativas da área de ensino, cultura, comunicação e esporte, a UEPG incorporou o Museu Campos Gerais à sua estrutura e hoje, totalmente ressignificado, ele se tornou um centro cultural e de pós-graduação e pesquisa, ampliando sua abrangência. Assim, de forma agregadora, estamos construindo a mais sólida instituição pública dos Campos Gerais”, diz.
“Vivemos um dos melhores momentos do MCG, sob uma gestão dinâmica e com muitas atividades. O Museu está vivo, cheio de gente, estudantes e jovens. Esse dinamismo nos enche de orgulho em um espaço que preserva a história”, celebra o professor Ivo Mottin Demiate, vice-reitor.
Para comemorar a data, uma programação especial será realizada durante o V Colóquio de História do PPGH, 42ª Semana de História da UEPG e Primavera dos Museus, de 22 a 28 de setembro. Além disso, está previsto o lançamento de roteiros históricos especiais, nos mesmos moldes do projeto “Rota Preta”, agora voltados à memória esportiva local e à religiosidade. Os roteiros irão passar por pontos da cidade de Ponta Grossa que têm relevância histórico-cultural, com uma mediação especial em grupo, com início em outubro.
História
Era 1948 e um grupo de homens da elite ponta-grossense se organizava no Centro Cultural Euclides da Cunha (CCEC) para discutir a necessidade de preservar a cultura e a identidade regional, bem como debater conceitos em voga na época, como o nacionalismo, indianismo e liberalismo. Eram professores, juristas, artistas, músicos, comerciantes, jornalistas, etnógrafos, engenheiros, médicos, radialistas, historiadores, escritores, geógrafos, políticos, padres e militares.
O objetivo era criar uma faculdade, que foi autorizada alguns anos depois, mas eles iniciaram com a criação de um museu, espaço que era visto como local de disseminação da ciência, conhecimento histórico, cultura e erudição. Os acervos começaram a ser organizados em 1948 e o Museu Campos Gerais iniciou oficialmente as atividades em 15 de setembro de 1950 – data simbólica escolhida por ser aniversário da cidade de Ponta Grossa.
O MCG nasce como um espaço científico: já no anúncio de sua inauguração no jornal literário Tapejara, do CCEC, em 3 de setembro de 1950, há uma descrição de seus primeiros departamentos. “O Centro Cultural ‘Euclides da Cunha’, como é do conhecimento de todos, inaugurará, dentro de poucos dias, o Museu dos Campos Gerais, que é uma das dependências da preciosa entidade. Constará o mesmo de três departamentos, antropológicos, geológico e entomológico, respectivamente dirigidos pelos senhores Faris Antonio Michaele, Frederico Lange e Felippe Justus”.
A primeira concepção do museu é justamente essa, voltada à história natural e à pesquisa científica. “Foi o primeiro museu privado, o primeiro museu público, o primeiro museu municipal, o primeiro museu estadual e o primeiro museu universitário da cidade”, conta o historiador Giuvane de Souza Klüppel, que pesquisou a trajetória do Museu Campos Gerais.
Entre 1957 e 1965, a instituição esteve sob administração do governo municipal. Em 1965, o museu passa a ser administrado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Fafi), uma das faculdades precursoras da UEPG. Quando um decreto estadual cria a Universidade Estadual de Ponta Grossa, em 1969, o Museu Campos Gerais chega à gestão em que permaneceu pelas mais de cinco décadas restantes.
Até a década de 1980, o acervo do MCG era exposto em espaços improvisados e emprestados: no Centro Cultural Euclides da Cunha, Edifício Gabriel Bacila, que também era a casa de Faris Michaele; no segundo andar do Edifício Ópera, acima do Cine-Teatro; em uma sala na Concha Acústica; no porão da Prefeitura Municipal; em uma sala junto à Biblioteca Pública Municipal no “Castelinho Lange”; e espalhado por salas de aula, corredores e laboratórios de Geografia da Universidade.
Em 1983, o Museu ganha uma sede oficial: o antigo prédio do Fórum de Ponta Grossa, onde funcionou até 2003. O prédio é, por si só, parte do acervo histórico do Museu. Construído há quase 100 anos para ser a imponente sede do Judiciário no Interior do Estado, o prédio do Fórum ocupa seu espaço no imaginário ponta-grossense e na história da cidade.
Em 2024, volta à sua sede, depois da maior obra de restauro da história de Ponta Grossa. Ela também contemplou adequações de acessibilidade e a construção de um novo e moderno prédio aos fundos do Fórum, onde estão a reserva técnica, áreas administrativas e laboratório de conservação. Além disso, o MCG segue ocupando a sede do Banestado, com os acervos documentais disponíveis para consulta dos pesquisadores, o Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e o PPGH.
Serviço
Desde a reabertura do prédio histórico do MCG ao público, em junho de 2024, as exposições vêm batendo recordes de visitação. Hoje, são mais de mil visitantes por mês. Estão em exposição “Cotidiano e vida militar em Roma”, “Mostra Insetário Felipe Justus”, “Africanidades em Máscaras”, “2ª Micro mostra da Reserva Técnica” e “Era uma vez… Brinquedos” e “Desnuda”, uma exposição inédita com obras de Adalice Araújo, com curadoria de Orlando de Azevedo.
As visitações individuais dispensam agendamento. Para visitas de grupos e com mediação, a atividade deve ser combinada pelo e-mail museucamposgerais@uepg.br. O horário de atendimento é de terça-feira a sábado, das 9h às 11h45 e das 13h30 às 17h. Para mais informações sobre a história do museu, visite AQUI.
Ponta Grossa vive um momento histórico de desenvolvimento estrutural e econômico, resultado da articulação do deputado federal Aliel Machado (PV-PR) junto ao Governo Federal, em parceria com a Prefeitura e diversas frentes. O parlamentar destaca que os investimentos representam a maior série de conquistas já asseguradas para o município, contemplando saúde, infraestrutura, educação e habitação.
Segundo Aliel, a saúde pública está entre os setores mais beneficiados, com obras estruturantes que vão garantir atendimento digno à população. “Viabilizamos mais de R$ 200 milhões que se transformarão em esperança, respeito e dignidade. São obras já garantidas e outras em andamento, profissionais contratados e resultados concretos. Estamos trabalhando muito pelo povo da nossa cidade, com muito trabalho e união de forças”, destacou.
Novo HU-UEPG terá obras já em 2025
O principal marco desse novo momento será a construção da nova torre do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG). O investimento de R$ 110 milhões, articulado junto ao Ministério da Saúde e ao Governo do Estado, resultará em um hospital de grande porte, com mais de 15 mil m², 260 novos leitos, quatro centros cirúrgicos e mais de 60 leitos de UTI. “Não se trata apenas de um hospital, mas de um hiper-hospital. Um complexo que dará respostas à população pelos próximos 50 anos”, ressaltou Aliel. As obras terão início ainda em 2025.
Policlínica e Centro de Reabilitação
Outro destaque é a construção da Policlínica de Ponta Grossa, orçada em R$ 30 milhões pelo Novo PAC Saúde. Única no Paraná nesse modelo, a estrutura reunirá consultas especializadas, exames e procedimentos em um único espaço.
Já o Centro Especializado em Reabilitação (CER-4), chamado carinhosamente pelo deputado de “Clínica do Autismo”, contará com R$ 10 milhões em investimentos para atender pessoas com deficiência e autistas. As obras da nova estrutura já estão em andamento.
Na Santa Casa de Misericórdia, dois projetos avançam a partir de convênio com a Itaipu Binacional: a implantação do Centro de Radioterapia no novo Hospital do Câncer, com acelerador linear de última geração para o tratamento oncológico, e a reforma completa da maternidade SUS, que contará com 10 novos leitos de UTI Pediátrica. Os dois projetos também já estão com as obras caminhando.
Saúde mais perto da comunidade
Os avanços viabilizados com apoio do deputado também alcançam a atenção básica. Entre eles estão a construção da nova UBS do Jardim Los Angeles, avaliada em R$ 5,3 milhões com recursos do PAC. Também já foram anunciadas a UBS do bairro São José e a Unidade de Saúde da Vila São Francisco, em Uvaranas, que receberá investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Além disso, três novas ambulâncias do Samu foram entregues pelo PAC, e 30 profissionais do programa Mais Médicos já atuam nas unidades desde 2023.
Infraestrutura e mobilidade: projeto do Costa Rica
Na área de infraestrutura, Aliel destaca o investimento de R$ 38 milhões na região do Costa Rica, no bairro Neves. O pacote, viabilizado a partir de articulação do deputado junto ao Ministério das Cidades e de projetos apresentados pelo município, inclui a construção de uma ponte duplicada sobre o Rio Verde, duplicação de vias estratégicas, ciclofaixas, viadutos, trincheiras para eliminar conflitos com a ferrovia, além de um novo miniterminal de ônibus e ligações viárias que vão integrar bairros historicamente isolados.
A obra chegará para otimizar o tráfego de veículos na área do bairro, que dá acesso a diferentes núcleos, entre eles: Costa Rica, Panamá, Londres e Jardim Lagoa Dourada. “É um dos problemas mais urgentes da nossa cidade. Agora temos recursos assegurados para mudar a realidade de milhares de famílias que hoje sofrem com trânsito travado e prejuízos diários”, afirmou o deputado, que também destacou o trabalho da prefeita Elizabeth Schmidt e sua equipe.
Moradia digna para centenas de famílias
Outra conquista importante é a construção de 204 novas unidades habitacionais populares em bairros e distritos de Ponta Grossa, como Rio Tibagi, Chácara São José, Gralha Azul, Santa Clara, Jardim Ouro Verde e Itaiacoca. “Moradia é sinônimo de dignidade, oportunidade e respeito. Essa é a boa política: trabalhar para quem mais precisa”, disse Aliel.
Novas escolas e apoio à educação
No setor da educação, os investimentos também são expressivos. Estão em andamento a construção de um novo CMEI no Jardim Califórnia, orçado em R$ 3,6 milhões, e de uma escola de tempo integral no bairro Neves, com recursos de mais de R$ 11,5 milhões do PAC.
Além disso, por meio da atuação do deputado, escolas estaduais de Ponta Grossa receberam R$ 750 mil em reformas e equipamentos. “Educação é investimento no futuro. Ao garantir estruturas modernas e equipadas, damos condições para que nossos estudantes tenham mais oportunidades e que nossas escolas acolham melhor professores e comunidade”, afirmou o deputado.
A Polícia Civil do Paraná, por meio do setor de homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, concluiu as investigações sobre o homicídio do recém-nascido Gustavo Moreira, ocorrido em 19 de agosto de 2025. A criança foi morta logo após o parto pela própria mãe, de 19 anos.
O caso teve início quando a jovem procurou atendimento médico alegando sofrer de hemorroidas. Durante a consulta, os profissionais identificaram sinais de um parto recente. Questionada, ela afirmou inicialmente que o bebê havia nascido sem vida. As investigações, no entanto, comprovaram que o recém-nascido nasceu vivo e foi morto pela mãe.
Em depoimento, a suspeita declarou que não queria a criança porque o suposto pai teria se negado a assumir a paternidade. Três homens chegaram a ser apontados como possíveis genitores e forneceram material genético para exame de DNA, entre eles um adolescente de 17 anos.
O laudo necroscópico confirmou que o bebê nasceu com vida e apontou como causa da morte um traumatismo craniano provocado por objeto perfurocontundente compatível com tesoura. O corpo apresentava múltiplas perfurações.
Com base nas provas e na confissão da jovem, ela foi indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O homicídio foi considerado qualificado por motivo torpe — a intenção de manter a vida de solteira e esconder a gravidez —, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, prática contra menor de 14 anos e contra o próprio filho.
A investigação também apontou que a jovem tinha conhecimento da gestação e tentou interrompê-la em diferentes momentos, além de ocultar a gravidez de familiares e conhecidos. As autoridades concluíram que ela agiu com dolo e premeditação.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público. As penas previstas podem chegar a até 50 anos de prisão.
Envases está na dase final das obras em Ponta Grossa.
Envases está na dase final das obras em Ponta Grossa.
Em meio às comemorações dos 202 anos de Ponta Grossa, a série Empresas que constroem Ponta Grossa destaca a Envases, que em 2023 escolheu o município para sediar sua nova planta de Resina Reciclada PET. O investimento de US$ 90 milhões em equipamentos de última geração permitirá a reciclagem de mais de 60 mil toneladas de garrafas pós-consumo, que serão transformadas em novas embalagens, fechando o ciclo da sustentabilidade do PET.
Com pouco tempo de história na cidade, a Envases já reforça o compromisso de impulsionar a inovação e contribuir com o desenvolvimento econômico e ambiental de Ponta Grossa. Atualmente, a empresa está na fase final das obras da nova planta e se prepara para iniciar as operações em breve.
Neste 15 de setembro, quando Ponta Grossa completa 202 anos, a Envases deixa sua mensagem: “Ainda com uma história recente em Ponta Grossa, a Envases tem o compromisso de contribuir para que o município se consolide como referência em inovação e sustentabilidade. Parabéns Ponta Grossa pelos seus 202 anos! Que continuemos juntos, construindo um futuro mais sustentável.”