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Ponta Grossa ganha prêmio por ações de combate à dengue

Foto: PMPG/Reprodução

As diversas ações de combate à dengue realizadas pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), renderam um prêmio estadual para Ponta Grossa. A cidade ficou na 2ª colocação entre os municípios do estado, sendo apontada como uma das melhores iniciativas de combate ao mosquito da dengue do Paraná, ficando à frente de cidades como Londrina, Maringá e Curitiba.

O prêmio foi concedido através da campanha Primeiras Damas do Paraná Unidas contra a Dengue, que foi encabeçada pela Primeira Dama do Paraná, Luciana Saito Massa, e envolveu todas as primeiras damas do estado.

“Ficamos muito felizes com esse prêmio, que é mais um reconhecimento pelo excelente trabalho que as nossas equipes fazem. Mas mais importante do que isso, é saber que estamos vencendo a batalha contra o mosquito que provoca essa doença terrível. Com a mobilização de toda a população, e as ações de combate ao mosquito e o cuidado com os pacientes que contraem a doença, estamos vencendo”, afirmou a prefeita Elizabeth Schmidt.

A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Priscila Degraf, destacou o trabalho que toda a força-tarefa vem realizando durante as ações de combate à dengue em Ponta Grossa. “Estamos orgulhosos do trabalho realizado pelas nossas equipes, juntamente com os parceiros dessas ações. Nós alcançamos excelente avaliação em todos os índices analisados pela campanha”, ressaltou.

A classificação dos municípios foi dividida entre cidades de pequeno, médio e grande porte, com três municípios escolhidos em cada categoria. Entre as cidades de grande porte, Maringá ficou em terceiro lugar; Ponta Grossa em segundo; e Colombo ficou na primeira colocação.

Com o segundo lugar conquistado, Ponta Grossa vai receber kits, com roupas novas, calçados, cestas básicas e produtos de higiene e limpeza, os quais serão doados para as famílias de baixa vulnerabilidade que estão colaborando com a limpeza e fiscalizações.

Ações realizadas

As ações da Prefeitura no combate ao mosquito da dengue continuam realizando mutirões às terças e quintas-feiras. As equipes percorrem os bairros, visitando as casas, vistoriando possíveis focos do mosquito da dengue, e também orientando a população. As ações que estão sendo desenvolvidas contam com a participação de profissionais da FMS, Setor de Zoonoses, Vigilância Sanitária, Imunização, Atenção Primária e entidades como o Exército Brasileiro, SESMT, Transportes e NEP.

Além das ações junto à população, a Prefeitura tem organizado blitz nas ruas, palestras nas escolas da rede pública e privada e apresentação de vídeos educativos, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e Núcleo Regional de Educação.

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Feira Gastronômica terá show com Márcio Reis nesta sexta (5)

Foto: Feira Gastronômica/Reprodução

A Feira Gastronômica vai agitar a Praça da Igreja Santo Antônio, no Jardim Carvalho, nesta sexta-feira (05), das 15 às 21 horas. O evento terá como sempre deliciosos lanches e petiscos, como hambúrgueres artesanais, espetinhos e shawarmas, além de bebidas como vinhos importados, coquetéis e chope. A Feira terá também show musical com o cantor Márcio Reis, que se apresentará a partir das 17h30.

O público terá também à disposição plantas, artesanato e aromatizadores de ambientes. O evento é promovido pela prefeitura de Ponta Grossa, através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Serviço

– Feira Gastronômica
– Toda sexta-feira, das 15h às 21h
– Endereço: Praça Dom Antônio Mazarotto (da Igreja Santo Antônio), Jardim Carvalho. Rua Antônio Rodrigues Teixeira Júnior, entre as ruas Henrique Thielen e Bernardo de Vasconcelos.

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No Dia Mundial da Saúde, conheça a pesquisa da UEPG que analisa qualidade de vida em pessoas com HIV

Como pessoas que convivem com HIV e Aids nos Campos Gerais se relacionam com os tratamentos de saúde disponíveis? É o que pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa estão investigando há mais de uma década. Desde 2011, professores e alunos da instituição avaliam contextos epidemiológicos, biológicos e de qualidade de vida de 1750 pacientes atendidos pelo Serviço de Atenção Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE-CTA) do município. No Dia Mundial da Saúde, comemorado neste domingo (07), a equipe apresenta os resultados do estudo, que auxiliam na prevenção e atendimento na região.

O projeto é ligado ao Departamento de Saúde Pública da UEPG e tem o objetivo de monitorar os parâmetros de carga viral no organismo, taxa de transmissão e proliferação da doença e interação medicamentosa no tratamento. “A partir do momento em que o paciente começa a tomar o medicamento, vemos se ele vai diminuir as cargas virais, se vai responder ao tratamento e quais as consequências terá com colesterol, triglicerídeos e pressão arterial”, explica o professor coordenador da pesquisa Erildo Vicente Müller. Ele ressalta que, embora o trabalho tenha iniciado há 13 anos, são monitorados dados registrados de pacientes desde 2002.

Os resultados mostram que 30% das pessoas monitoradas tiveram síndrome metabólica, condição que aumenta o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes. Os dados ainda apontam para o aumento de hipertensão arterial, em comparação com pessoas que não vivem com HIV. “Registramos também situações de neurotoxicidade e diminuição de força muscular. Agora, estamos estudando a procura da Prep, medicamento tomado antes da relação sexual e que prepara a pessoa para um possível contato com o HIV”, explica Erildo. A procura pela Prep aumentou no público jovem, segundo o professor. “Com isso, outras infecções sexualmente transmissíveis estão aumentando, pois o preservativo não é uma barreira física apenas para o HIV, mas também previne gonorreia e sífilis, por exemplo”, adverte.

Interação da universidade com a comunidade

A pesquisa conta com alunos dos cursos da saúde, que trabalham de forma direta com pacientes, além de realizar análise de dados. Rafaela Jacob é aluna do curso de Medicina e relata a importância do projeto para sua trajetória acadêmica. “Por ser aluna do primeiro ano, nós ainda não temos muito contato com os pacientes. Então eu acho que essa pesquisa está ajudando muito no lado humanitário, de enxergar os pacientes para além de casos, ver como isso impacta o dia a dia deles e como podemos ajudá-las”.

“Esta oportunidade abre caminhos para a pesquisa para os alunos”, destaca o acadêmico Gabriel Hito dos Santos. “Eu acho que é o jeito que temos de devolver para a sociedade o que foi investido na gente esse tempo todo”. Para ele, “é importante pra melhorar, mesmo, o cuidado com as pessoas com HIV, tanto em Ponta Grossa, que é onde a nossa Universidade está inserida, mas principalmente no Brasil como um todo”.

O professo Erildo salienta que a aproximação da universidade com os serviços de saúde é fundamental. “Nós fazemos as pesquisas para devolver para a sociedade e nossa pesquisa visa dar devolutiva para o serviço de saúde, para que eles possam intervir. Nosso objetivo é que os conhecimentos produzidos aqui na Universidade e melhorem a vida das pessoas vivendo com HIV e Aids”.

Como acontece o trabalho

A partir do momento em que os pacientes entram para atendimento no SAE-CTA e recebem o diagnóstico de HIV, são acompanhados pela pesquisa da UEPG. A equipe envolvida analisa como o paciente irá se comportar clinicamente com o tratamento medicamentoso e como o HIV fará a resposta inflamatória no organismo, o que faz com que ocorram outros problemas de saúde, como a própria síndrome metabólica.

“Isso a gente consegue entender por meio de intervenção direta com os pacientes, porque vai mudando os comportamentos, vai mudando as formas de entender as relações sexuais e assim por diante”. Segundo Erildo, esse contato direto auxilia no trabalho de prevenção e a melhor forma de abordagem a cada população infectada. “Na pesquisa, a gente pensa numas intervenções, mas elas muitas vezes não dão certo porque a gente não entendeu o que é o pensamento daquela geração para que possamos intervir, por isso acompanhamentos de longo prazo auxiliam, com evidência científica, na condução correta do serviço público de saúde”.

O coordenador do SAE-CTA de Ponta Grossa, Jean Zuber, também colabora na análise de dados da pesquisa. Segundo ele, a parceria é fundamental para dar um retorno para a população que frequenta o serviço. “Conseguimos entender algumas variáveis que são regionais, só nossas. Conseguimos olhar de marcadores laboratoriais para os de adesão do paciente, o que influencia na rotina do serviço”.  A pesquisa ajudou a dar um outro para o serviço, de acordo com Jean. “O HIV traz um peso grande do estigma, e essas pesquisa traz evidências de como a gente pode mudar o atendimento e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”, finaliza.

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